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A OMS tem uma importante recomendação para você, pai ou mãe

Você costuma oferecer tablet ou smartphones para entreter o seu filho pequeno? Pois saiba que essa atitude não é a indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

Brincar mais, dormir melhor e passar menos tempo em contato com telas, como televisão, tablet e celulares, são as recomendações de um guia inédito lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com orientações para crianças com menos de cinco anos.

 

Segundo o documento, menores de dois anos não devem ter contato com telas e aqueles com dois anos ou mais podem assistir televisão por até uma hora por dia. A publicação recomenda ainda troca de telas por atividades como leitura e apresenta o tempo de sono recomendado por faixa etária.

 

As novas diretrizes foram elaboradas por um grupo de especialistas da organização, que avaliaram o impacto do sedentarismo e do sono inadequado e verificaram os benefícios do sono de qualidade e da prática de atividade física.

 

Segundo a OMS, inserir hábitos saudáveis nos primeiros anos de vida gera impacto não só no desenvolvimento motor e cognitivo da criança, mas em sua saúde ao longo da vida. Diminuir o tempo que os pequenos ficam sentados, seja vendo TV ou em carrinhos de bebê, também ajuda a evitar a obesidade infantil.

 

A organização também oferece orientações de atividades que podem ser realizadas pelos pais para evitar momentos de sedentarismo, como jogos mais ativos. Para os períodos em que a criança vai ficar sentada, a recomendação é substituir celulares, tablets e TV por leitura, contação de história, quebra-cabeça e canto.

 

Embora aborde a necessidade de práticas de atividades físicas, o guia também destaca a necessidade de um sono reparador para as crianças, incluindo os cochilos. Para bebês até três meses, a indicação é de 14 a 17 horas de sono por dia. Entre um e dois anos, o tempo de sono deve ser de 11 a 14 horas. Crianças de três a quatro anos devem dormir entre dez e 13 horas.

 

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Fonte:
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/crian%C3%A7as-com-menos-de-dois-anos-n%C3%A3o-devem-ter-contato-com-telas-recomenda-oms-1.334762

 

Este teste é muito importante para o seu filho

O teste do pezinho é fundamental para detectar doenças nos recém-nascidos e deve ser realizado até o quinto dia de vida. Com apenas uma picadinha no calcanhar é possível identificar doenças sérias que podem afetar o desenvolvimento do bebê.

 

Este teste foi trazido ao Brasil em 1976 pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e tornou-se obrigatório e gratuito desde 1992. Atualmente, ele possui uma versão básica, que é oferecida na rede pública de saúde de todo o país. Nas maternidades privadas são oferecidas versões ampliadas do teste, que abrangem uma gama maior de doenças, porém com valores que passam dos R$ 400,00.

 

O teste do pezinho deve ser realizado entre as primeiras 48h e o quinto dia de vida do bebê. Nos dois primeiros dias não é aconselhável fazer o exame pois o funcionamento do organismo do bebê ainda estabelecendo, o que pode afetar os resultados. Em bebês prematuros é recomendada uma segunda etapa de exames, após 30 dias.

 

A versão básica do teste do pezinho possibilita diagnosticar seis doenças. Confira:

 

Fenilcetonúria

Doença causada pela deficiência no metabolismo do aminoácido fenilalanina, cujo acúmulo no organismo pode causar deficiência mental.

 

Hipotireoidismo congênito

É causada pela insuficiência do hormônio da tireoide, a tiroxina, cuja falta pode causar retardo mental e comprometer o desenvolvimento físico.

 

Fibrose cística

Caracterizada pelo aumento da viscosidades das secreções, causando infecções respiratórias e gastrointestinais, pois afeta pulmões e pâncreas e não possui cura.

 

Anemia falciforme e outras hemoglobinopatias

A alteração da hemoglobina dificulta a circulação, podendo afetar quase todos os órgãos, causando desde anemia até atraso no crescimento, além de dores e infecções generalizadas. É incurável.

 

Hiperplasia adrenal congênita (HAC)

Doença genética na qual as glândulas suprarrenais não funcionam corretamente. Isto prejudica a produção de hormônios essenciais para o organismo, como o cortisol e a aldosterona.

 

Deficiência de biotinidase

Doença genética, em que o organismo não consegue obter a enzima biotinidase, o que impede que os alimentos sejam processados pelo organismo.

 

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Fonte:
http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Saude/noticia/2014/06/dia-nacional-do-teste-do-pezinho-saiba-importancia-desse-exame.html

Saiba como evitar futuros problemas de coluna em seus filhos

Sabe aquele problema na coluna que você ou alguma pessoa próxima tem? Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), é grande a chance do problema ter ocorrido por carregar muito peso na infância.

 

Conforme a OMS, 70% dos problemas de coluna nos adultos são resultado de carregar peso em excesso quando crianças. Se o seu filho se locomove à escola com uma mochila que chega a ser pesada até para você carregar, então é necessário rever se realmente há necessidade dele apoiar tanto peso sobre o corpo, especialmente na região das costas.

 

O fisioterapeuta Santiago Munhos, diretor da clínica Santibras Fisioterapia, pós-graduado em Fisiologia Biomecânica do Exercício e Esporte pelo IOT (Instituto de Ortopedia e Traumatologia) da Faculdade de Medicina da USP, alerta que a  mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal. “É que o sobrepeso pode resultar em dores e alterações posturais, que são levadas para a fase adulta”, diz.

 

Ainda segundo a OMS, 85% da população mundial adulta sente ou já sentiu dores nas costas. “A mochila muito pesada leva a criança a se inclinar para a frente, pois faz mudar o ponto de equilíbrio do corpo. E essa mudança de postura afeta não só os ombros, mas os quadris, joelhos e tornozelos”, diz o traumatologista Sandro da Silva Reginaldo, responsável pelas campanhas públicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Segundo o especialista, uma criança de 7 anos, que geralmente pesa em torno de 20 quilos, caso leve uma mochila carregada demais passa a submeter seu organismo à mesma carga que teria se fosse obesa.

 

Lei para limitar o peso das mochilas


O problema é tão grave que tramita no Congresso o projeto 3.673/15, da Câmara dos Deputados, que tem como objetivo limitar por lei o peso que uma criança pode carregar nas costas. Segundo informações do site do SBOT, durante a discussão na Câmara Federal, foi citado o fato de que o estudante universitário, cujo organismo já está formado, proporcionalmente leva para a Faculdade menos livros e material que o estudante de Ensino Fundamental.

 

Mas o que fazer sobre a situação?

 

Escolha mochilas com alças acolchoadas, de preferência com uma alça extra para a linha da cintura. Evite ao máximo as mochilas com uma única alça na diagonal, já que sobrecarregam apenas um lado do corpo;

 

– Fiscalize a mochila para garantir que seu filho leva para a escola apenas os intens necessários para aquele dia. Certamente, você vai encontrar itens supérfluos, que podem ser deixados em casa;

 

– Para as mochilas de rodinha, veja se a acessibilidade do local por onde seu filho anda e o deslocamento até a escola/casa permite que ele arraste-a sem dificuldades. Na primeira opção, ajuste a alça para que o braço da criança fique sempre estendido. Também não esqueça de orientá-la para alternar o braço que puxa a mala.

Abaixo você pode observar como a saúde do seu filho é afetada pelo uso incorreto e o que você pode fazer para mudar isso. As informações são da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia:

Créditos da imagem: Site SBOT

Créditos da imagem: Site SBOT

 

E você: tem esses cuidados com a mochila do seu filho? As dicas foram importantes? Comente abaixo para sabermos! 😊

 

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Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2019/02/70-dos-problemas-de-coluna-nos-adultos-sao-resultado-de-carregar-muito-peso-na-infancia.html

 

Filho agitado? Ioga pode ser a solução

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Muito popular entre jovens e adultos, a Ioga ajuda a relaxar e lidar com o estresse do dia a dia. E uma creche de Londres acredita que a atividade não precisa se resumir aos mais velhos: ela pode ser inserida na vida das crianças.

 

Crianças de 3 anos estão aprendendo essa técnica. Segunda acredita a professora de ioga, Jessica Reece Bloch, “não existe uma idade mínima para aprender ioga. As crianças entendem onde estão seus braços, pernas, cabeça. Entendem sua respiração. Entendem como o corpo reage quando estão com raiva. E entendem como o corpo responde quando tentamos acalmá-lo por meio da respiração.”

 

As aulas, criadas para combater a ansiedade e o estresse nas crianças, começaram em duas creches da capital britânica. “Quando elas vão para o jardim, elas estão bem mais calmas”, diz Mine Sattaur, professora da creche comunitária Noah’s Ark. “Elas se abrem. Conversam umas com as outras. Conseguem esperar por sua vez. Parece ser algo que as acalma. Há uma energia positiva.”, conclui Mine.

 

Os testes foram tão bem sucedidos que as aulas são dadas em cinco creches no total.

 

E a Fundação London Early Years agora quer levar as aulas de ioga e mindfullness para crianças de toda a cidade.

 

O que você acha da ideia? Comente abaixo!

 

Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2018/08/03/creches-de-londres-oferecem-aulas-de-ioga-para-acalmar-criancas.ghtml

Acompanhando o nascimento dos dentinhos

Não são somente as crianças que sofrem com o surgimento dos dentes, os pais e responsáveis também costumam se sentir aflitos e preocupados a cada dente novo, tentando aliviar o incômodo dos pequenos além de tentar entender se o importante processo está indo bem.

O Departamento Médico do Estado de Indiana, nos Estados Unidos, compartilhou uma tabela bem interessante e útil com idade média, localização e a quantidade de dentes “baby” (conhecidos por nós como “de leite”) e os “permanent teeths”, os dentes permanentes. A tabela vai desde os 5 meses até os 22 anos de idade e é importante lembrar que trata-se de uma média, portanto um ano a mais ou a menos não é considerado anormal.

Como ajudar as crianças a perderem peso – Parte I

Se você conferiu o post de ontem, viu que mostramos o quanto o problema da obesidade infantil é preocupante e como você deve iniciar a criança em uma dieta (conversando e dando o exemplo).

Hoje, compartilharemos com vocês algumas dicas dadas pela Revista Crescer, que mostram como colocar isso em prática no dia-a-dia.

* Assuma a responsabilidade: “É comum receber no consultório pais que falam que a criança não coopera, não come o que eles compram e não querem fazer dieta. Ou seja, eles transferem para o filho uma responsabilidade que é deles, de fazer escolhas saudáveis e ter uma alimentação mais regrada”, afirma a nutricionista Claudia Lobo. É por isso que vocês precisam estar juntos nessa empreitada.

*Aposte na autoestima do seu filho: Crianças que estão acima do peso têm mais problemas sociais e sofrem mais bullying, de acordo com estudos. Aproveite para falar das coisas positivas, como o sorriso lindo que ele tem.

* Comece com pequenos ajustes: A infância não é idade para se fazer regime, segundo os especialistas. Como as crianças estão em fase de crescimento e desenvolvimento, não podem deixar de receber os nutrientes e calorias necessários. A ideia, então, é reorganizar a alimentaçã. Ou seja, regular os horários, estipular dias específicos para comer as chamadas “bobagens” (por exemplo, doces e refrigerantes só aos finais de semana, ou duas vezes por semana) e diminuir a quantidade de alimento ingerida.

* Aprecie a comida: Um estudo mostrou que, quando os pais comem vegetais e sorriem, as crianças ficam mais estimuladas a comê-los também. Quando estiverem almoçando juntos, por exemplo, elogie os alimentos saudáveis e faça cara de quem está gostando muito. Vale até dizer: “hummmm!”.

* Fale sobre o que ele vai comer a mais: Em vez de dizer que seu filho não vai poder comer isso e aquilo, mostre a enorme quantidade de alimentos novos (e saudáveis) que estarão à disposição dele. Mostre que ele vai comer tudo o que comia antes, mas de um outro jeito, em horários e dias diferentes. Inclua legumes, frutas e verduras que até então ele não conhecia e comece um trabalho para deixar esses alimentos em evidência, colocando os outros, menos saudáveis, em segundo plano.

* Proponha atividades físicas divertidas: Nada de obrigar seu filho a fazer um exercício só porque ele precisa perder peso. Opte por atividades mais lúdicas e que você possa fazer junto com ele. “O ideal é que a criança se movimente 30 minutos por dia, e pode ser brincando, jogando bola, correndo, pulando corda, subindo e descendo escada, dançando na frente da televisão. Tem que ser algo de que a criança goste e, de preferência, que os pais estejam presentes, nem que seja ao lado, incentivando a atividade”, conta Claudia Lobo.

* Não proíba os doces e salgadinhos: Se ele vai à uma festa de criança, por exemplo, dê algo saudável para ele comer antes de saírem, sem falar nada sobre a restrição. Com o estômago cheio, ele vai ter menos apetite. Você também pode oferecer alternativas menos gordurosas, como os salgados assados no lugar dos fritos.

Fonte: Revista Crescer

Como ajudar as crianças a perderem peso – Parte I

A obesidade infantil é um dos grandes problemas da nossa sociedade atual, especialmente devido à má alimentação dos pequenos. E como crianças adoram beliscar, adoram doces e, principalmente, guloseimas que trazem embalagens divertidas ou brindes – e que, geralmente, consistem em alimentos ricos em corantes, conservantes, gorduras saturadas e outros componentes que não fazem nada bem à saúde –, não é nada fácil inserir uma dieta balanceada e de restrição calórica nessa fase da vida.

De acordo com a Revista Crescer, a melhor forma de ajuda-lo é entrando em forma junto com ele! Uma pesquisa recente analisou 80 famílias com crianças de 8 a 12 anos que eram obesos ou estavam acima do peso e conclui que as crianças só emagreciam quando os pais se também se adequavam a uma alimentação saudável. Por os pais serem geralmente o modelo dos filhos, a família tem que dar apoio e, principalmente, o exemplo. Se toda a família come mal, mesmo que não tenha problemas de peso (embora no futuro possivelmente vá ter de saúde), a criança dificilmente vai conseguir entrar em forma. Afinal como convencer uma criança a comer uma maçã quando vê o pai ou a mãe devorando um pacote de biscoitos recheados?

Além de mudar os hábitos familiares, é preciso, sim, conversar com ele sobre o assunto – o que, logicamente, não é tão simples assim. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos (onde pelo menos um quinto das crianças são obesas) afirma que, para alguns pais, é mais difícil falar sobre obesidade e sobrepeso do que sobre álcool e drogas com os filhos.

Na hora de iniciar a conversa, seja positivo e explique o quanto ela vai poder se divertir mais se estiver mais saudável e bem disposta para correr e brincar. É importante que a saúde, o bem-estar e a auto-estima estejam acima da questão estética e dos padrões sociais. Mas, depois da conversa inicial sobre a necessidade de entrar em forma, é importante não ficar reafirmando que a criança está acima do peso ou “gordinha”. Como afirma a Revista Crescer, “a criança sabe quando está acima do peso, principalmente se já vai à escola, porque percebe que é diferente dos colegas e pode até já ter ouvido alguma piadinha sobre seus quilos a mais”.

A Revista Veja afirma que as crianças e pré-adolescentes que estão acima do peso são as mais propensas a sofrerem bullying na escola, independente do seu sexo, raça, capacidade de fazer amigos ou habilidades acadêmicas. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Michigan mostra resultados assustadores, indicando que embora o número de crianças com sobrepeso tenha aumentado, as chances de uma criança nessas condições ser intimidada ou hostilizada pelos colegas é 63% maior do que as dos demais.

Confira no post de amanhã algumas dicas para manter essas mudanças no dia-a-dia!

Fonte: Revista Crescer, Revista Veja e Correio Braziliense

Fast-food aumenta risco de doenças respiratórias em crianças e adolescentes

Que fast-food não é saudável a gente já sabe. Que pode causar obesidade, anemia e colesterol alto também. Mas pesquisas recentes indicam que esse tipo de alimentação, atualmente consumida em excesso por crianças e adolescentes, podem causar uma série de outros problemas que nem imaginávamos.

Uma das mais recentes descobertas, feita através de uma pesquisa realizada pelas universidades de Auckland, na Nova Zelândia, e de Nottingham, no Reino Unido, é que consumir comida fast-food três ou mais vezes por semana pode causar* doenças como asma, eczema e rinite, além de dermatite e irritação nos olhos.

O estudo, publicado na revista científica Thorax, parte do British Medical Journal, indica que menores que consumem fast-food (“alimentos preparados e servidos para consumo rápido em estabelecimentos especializados ou na rua”) têm um maior risco de tais enfermidades. Por outro lado, comer frutas em abundância parece proteger o organismo contra as mesmas.

De acordo com a Revista Época, esse tipo de alimento costuma conter níveis de ácidos saturados, que afetam a imunidade das pessoas, enquanto as frutas são ricas em antioxidantes e outros componentes beneficentes.

* “Segundo o estudo, ingerir este tipo de alimento três ou mais vezes por semana quando se é adolescente aumenta em 39% o risco de desenvolver asma severa. Entre as crianças de seis e sete anos de idade, a chance é de 27%. Por outro lado, comer três ou mais porções de fruta semanalmente reduz o risco de ter asma severa, dermatite e rinoconjuntivite entre 11% e 14%”.

As conclusões foram obtidas após uma análise dos padrões alimentícios em nível mundial, analisando mais de 500 mil crianças em mais de 50 países.

Fonte: Revista Época

Fique atenta à alimentação das crianças

Pesquisas apontam que 33% das crianças brasileiras podem ser consideradas obesas. A partir deste dado, super preocupante, Estela Renner e Marcos Nisti dirigiram o documentário Muito Além do Peso.

De 84 minutos, a produção reúne médicos pediatras e endocrinologistas, chefs de cozinha, mães e das próprias crianças, que relatam como a TV influencia a educação alimentar das crianças, escancara a conivência de pais no consumo de alimentos não nutritivos e cheios de calorias desde a menor idade, e mostra a falta de familiaridade das crianças com legumes, frutas e vegetais.

Estela Renner foi entrevistada pelo caderno Meu Filho, do jornal Zero Hora, para falar um pouco sobre o projeto. Confira os trechos mais importantes:

Sobre a influência da TV na alimentação

“O excesso de propaganda e canais de TV é um universo muito sedutor. A gente sabe, segundo o IBGE, que as crianças passam, em média, cinco horas na frente da TV. (…) O excesso de TV contribui para fomentar um tipo de consumo não saudável. Acho que hoje, os pais não estão exercendo seu papel.”

Obesidade, vergonha e bullying

“Assim que começa a perceber o próprio corpo, isso vira uma questão importante para a criança. Se ela é ridicularizada, é tão sofrido que, mesmo que seja um adulto magro, leva o trauma a vida inteira. (…) Ela vai se sentindo invisível na sala de aula e na autoestima. Mas não acho que seja um problema ligado apenas à comida: é uma questão de falta de afeto.”

Sedentarismo

“Dizem que a criança pode brincar criativamente em qualquer lugar, desde que alguém diga para ela desligar o eletrônico. (…) A criança precisa olhar para fora da janela e sonhar sozinha. Antes tínhamos a rua para brincar. A questão da segurança, bala perdida e ruas esburacadas são fatores que levam muitos pais a não deixarem seus filhos brincarem nas ruas.”

Curiosidades do filme

“Algumas crianças não diferenciam um pimentão de um abacate. Isso simboliza um sintoma do desinteresse e da falta de conexão com a família, com a terra e com o que vem da terra. Tem muitas crianças que vão do leite materno direto para o refrigerante. E os pais não fazem ideia de que estão fazendo mal. São permissivos, mas não dariam se soubesse quanto mal fazem.”

A bebida que acompanha as refeições influencia no que as crianças comem

O seu filho tem dificuldade em comer vegetais? Então substitua o refrigerante por água nas refeições!

Segundo um estudo norte-americano realizado com crianças de 3 a 5 anos e jovens de 19 a 23, a bebida que acompanha as refeições influencia na escolha dos alimentos. Durante a pesquisa, os cientistas ofereceram, em dias alternados, água e refrigerante para os participantes da pesquisa. Com isso, foi constatado que elas comiam mais vegetais crus quando tomavam apenas água. De acordo com os pesquisadores, o paladar não relaciona alimentos saudáveis com bebidas doces.

Mas os cientistas alertam que não basta essa troca. Os hábitos alimentares saudáveis começam cedo e vêm de casa. “Os sabores que preferimos são influenciados pela quantidade de vezes que somos expostos a certos tipos de comidas e bebidas”, afirma Bettina Cornwell, uma das autoras da pesquisa.

Ou seja, para que os nossos pequenos sejam saudáveis e levem uma boa alimentação para a vida toda, é ideal que os acostumemos a isso desde cedo. Então que tal começar a trocar as papinhas industrializadas por creminhos de legumes feitos em casa. E que tal trocar os doces e salgadinhos por frutas picadas, cereais integrais ou lanches gostosos feitos por você? E nos intervalos das refeições, trocar as bebidas prontas por sucos naturais? Se esses hábitos forem costume desde cedo, os pequenos acostumarão o paladar e terão menos propensão a preferirem as famosas “junkie foods”.

Fonte: Revista Crescer