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Sarau no Youtube

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As mídias sociais podem parecer, muitas vezes, vilãs da educação. Mas estar antenado a elas pode nos trazer ideias de como inserí-las em sala de aulas e torna-las aliadas na hora de ensinar. Foi o que fez Mônica Torres Giannini, professora de Língua Portuguesa da E.E. Jorge Calil Assad Sallum.

Mônica desenvolveu um sarau virtual e na atividade os alunos fazem encenações e vestem-se de acordo com a proposta de conteúdo. Após isso, o trabalho é editado e postado na página da educadora no Youtube. Segundo ela, no primeiro sarau foi realizada uma brincadeira com temas das décadas de 20, 50 e 70. Já no segundo foi desenvolvida uma representação da vida dos moradores de rua.

Na disciplina, Mônica trabalhou especificamente estrutura e linguagem poética, conotação, denotação e tudo que envolve uma poesia. O trabalho é realizado com estudantes do 7º ano do ensino fundamental.

Além da Língua Portuguesa, os alunos têm contato com disciplinas de Matemática, Arte e História, além da oportunidade de aprender conceitos de edição de vídeo e todo o processo de montagem do sarau. Em 2017 o trabalho continuará na unidade de Tempo Integral, desta vez abrangendo disciplinas de ciências e eletiva de Robótica.

Fontes:
http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/professora-utiliza-youtube-para-realizar-sarau-com-alunos-do-fundamental

Gentileza gera… vídeo no Youtube

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Professora de uma turma de quinto ano do ensino fundamental, Cristina Gottardi aproveitou o gosto dos estudantes pelo Youtube e propôs a criação de vídeos para melhorar a interação e colaboração na sala de aula. A ação teve início logo no começo do ano, quando ela percebeu que os alunos tinham pouca empatia uns com os outros. Fofocas e picuinhas faziam parte da rotina dos estudantes, e isso a estava incomodando. Ela então utilizou o conhecimento adquirido na formação que estava fazendo sobre letramento digital e imaginou como as crianças poderiam vivenciar atos éticos e gentis, afim de refletir qual o impacto destas atitudes na interação humana.

Cristina descobriu que os alunos gostam muito do Youtube, através de uma sondagem que fez com eles. Ela costuma utilizar vídeos em aulas como ciências e história, sempre recebendo um bom feedback dos estudantes. Ao ligar os fatos, vislumbrou o quanto a experiência de produzirem um vídeo, em um processo cooperativo, contribuiria para estabelecerem uma convivência mais empática, e ainda traria novos sentidos às suas leituras digitais.

Antes de colocar a mão na massa, a professora trabalhou a ampliação do repertório dos alunos, sob o aspecto temático e estrutural do gênero. Levou para a sala o vídeo “Cuerdas” (animação premiada), o filme “Correntes do Bem” e outro vídeo chamado “Vírus da Gentileza”, que traz a ideia de que gentileza contagia. Através das obras, foi possível discutir qual a ideia de ser gentil e surgiram questões interessantes, como um dos alunos que disse: “a diferença entre educação e gentileza é que a gentileza é um pouco a mais do que a educação; você falar ‘obrigado’ e ‘por favor’ faz parte da educação, mas se você for gentil, irá um pouco além”.

Após isso, Cristina lançou a proposta de criação de vídeo que abordasse atos gentis na escola. O primeiro trabalho foi com os desenhos dos alunos. A ideia era utilizar imagens da internet juntamente com os desenhos. Porém, após ela apresentar questões sobre licença de compartilhamento de conteúdos, os estudantes perceberam que poucas imagens estavam liberadas. Ela aproveitou o fato para problematizar a questão, perguntando aos alunos, o que poderia ser feito. A maioria da classe falou “vamos usar mesmo assim”, mas algumas crianças relataram os direitos autorais como empecilho. Uma das crianças até falou: “Ah, tia. Mas é pra fazer uma coisa boa. Será que tem problema? A gente não vai vender e não vai ganhar dinheiro com isso.” Em seguida, o colega argumentou que “não importa ganhar dinheiro, mas ser ético.”.

Os alunos entraram em consenso em não utilizar as imagens e fazer novos desenhos, tudo em grupo. No novo levantamento, eles deram várias ideias, como “o motivo para não correr no corredor não apenas respeitar uma norma da diretoria, mas sim porque alguma criança pequena pode passar”; na biblioteca, os mais altos podem ajudar os mais baixinhos; e o que ela mais esperava, também apareceu: “quando um amigo estiver falando, o outro espera ele terminar para depois falar.”. Isso era uma coisa que as crianças não conseguiam fazer, pois se atropelavam, ninguém levantava a mão e iam falando, um em cima do outro.

As crianças então colocaram a mão na massa e desenvolveram o vídeo, com atuação delas próprias. Criaram roteiros e tiveram apoio de Cristina para mediar decisões, como escolha de atores e de filmagem. O resultado está aqui:

 
Fonte: Porvir 

Jovem cria canal no YouTube para falar personagens da história afro-brasileira

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A escravidão no Brasil acabou há muitos anos. Mas o que se vê hoje no país é ainda uma desigualdade muito grande entre brancos e negros. O negro ainda precisa batalhar muito para ter seus direitos respeitados, de poder ingressar no serviço público ou na faculdade. Os livros de História ensinam um pouco da história desse povo e de personalidades que mudaram o rumo de suas vidas lutando pela igualdade de direitos.

Foi pensando nisso que o estudante Pedro Henrique Cortês criou o canal PhCôrtes onde ele discute e apresenta para as pessoas a história de personagens que mudaram a história do seu povo: os heróis e heroínas negros. Pedro começou a questionar o motivo pelo qual não conhecia os heróis de seu próprio país e também de outras nacionalidades como Martin Luther King. Assim, pediu à sua mãe um presente: as biografias de Martin, de Nelson Mandela e de Malcolm X.

A contra partida da mãe foi pedir a Pedro que ele conhecesse mais sobre a história dos heróis e heroínas brasileiros. Foi pesquisando em livros, Internet que ele sentiu que precisava fazer algo para tornar a história desses ícones mais conhecida de todos.

O canal começou no simbólico 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a série Heróis Brasileiros. Nela, aborda com sabedoria acima de sua idade, sem deixar a irreverência natural de um adolescente de sua idade, sobre fatos e anedotas de personagens negros importantes da história brasileira.

O primeiro a ser retratado foi Zumbi dos Palmares. No começo do vídeo, Pedro já avisa: para quem não tem orgulho de suas raízes brasileiras, é melhor fechar o vídeo, pois as histórias que ele conta bebem sem fim nas peripécias orgulhosas de seus protagonistas.

Que tal usar os vídeos desse garoto para ensinar um pouco mais de diversidade, preconceito na sala de aula?

Como fazer aulas interessantes a partir do YouTube

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O site Por Vir é uma ótima fonte de pesquisa para professores e educadores. Atualmente o site conversou com especialistas em YouTube para entender um pouco mais desse site e como usar essa tecnologia a favor da educação.

Um deles é o professor Rafael Procopio que desde o ano passado trocou a sala de aula para ensinar via Internet. Apesar de ser desencorajado a abandonar o cargo no setor público de ensino do Rio de Janeiro (RJ), hoje ele conta com cerca de 244 mil inscritos no seu canal do YouTube, o Matemática Rio.

Além de Procopio, Paulo Valim, de Inhumas (GO), e Ivys Urquiza, de Maceió (AL), também compartilharam suas histórias de sucesso e números de fazer inveja a canais de humor durante a nona edição da Campus Party Brasil, evento de tecnologia e empreendedorismo que aconteceu no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de janeiro. Valim comanda o canal Química em Ação, com 181 mil inscritos e Urquiza está à frente do Física Total, com 158 mil inscritos.

Apesar de hoje conseguirem dar tratamento profissional aos vídeos, a experiência com aulas virtuais começou de forma bastante simples. Procopio diz que sua história é comum a de muitos outros professores Youtubers: no início, até por falta de conhecimento, não havia preocupação com o lado técnico, que envolve som e imagem. “Em 2010, eu comecei a gravar meus vídeos em casa, com a minha camerazinha, sem preocupação com qualidade, iluminação, nada disso. Eu só pegava a câmera e gravava”, explica o professor. Segundo ele, a experiência com vídeos (e a confiança para deixar a sala de aula) veio com o tempo. “Muita gente pergunta pra mim como começar a fazer os vídeos, e eu respondo ‘é só começar. Se você não tem conhecimento técnico, com o tempo você aprende’”.

Para o professor Ivys Urquiza, os vídeos são atrativos porque facilitam a vida do estudante. “No meu blog, vários estudantes gostavam dos meus textos, mas diziam que eu escrevia demais. Muitos pediam um ‘videozinho’, alegando que ficaria mais fácil de acompanhar. O vídeo requer menos esforço. Hoje, não tem como escapar. Todos os sites têm apoio visual porque todo mundo corre para o vídeo”. À frente do canal Física Total, criado em 2013, ele avalia que o formato tem melhorado durante os últimos dois anos e explica que, atualmente, o maior problema está em lidar com a grande oferta de conteúdo. Como garantir que os alunos estão recebendo informações de qualidade? Para solucionar a questão,  o YouTube e a Fundação Lemann criaram YouTube Edu, espaço que seleciona os melhores vídeos produzidos por professores.

Como começar? Confira cinco dicas para um professor que está começando no YouTube, de Rafael Procopio:

  1. Comece com o que você já tem: “Não adianta querer entrar na internet sem nunca ter produzido nada. O primeiro passo é produzir, publicar o conteúdo, ver se vai dar certo e se é isso mesmo o que você quer”.
  2. Preocupe-se com o áudio: “O áudio é muito importante. Você nem precisa comprar um microfone. Eu comecei com o que eu tinha em casa, que é o headphone do celular. Se você colocar perto da boca, funciona como um microfone de lapela. Então, começa gastando literalmente zero”.
  3. Faça um roteiro: “Não adianta querer preparar o aluno para o Enem e não saber o que é cobrado. O nome é Exame Nacional do Ensino Médio. Então o professor dá um curso completo do ensino médio, mas o exame cobra mais conteúdo do ensino fundamental [na área de matemática]. É preciso montar um roteiro baseado naquilo que você quer ensinar – e isso não só pra matemática, como também para qualquer outra disciplina”.
  4. Invista em equipamentos: “Com o passar do tempo, se for isso o que você quer fazer de verdade, comece a investir em equipamento. Compre um câmera legal e um bom microfone. Quanto mais profissional for o canal, mais gente vai se interessar em assistir. Hoje em dia, a concorrência está muito grande, os canais estão cada vez mais profissionais. Conforme o seu material vai melhorando, o número de seguidores também aumenta”.
  5. Divulgue, divulgue, divulgue: “Divulgue ao máximo o seu conteúdo, seja por Facebook ou Instagram. Você precisa arrumar uma maneira de divulgá-lo para que as pessoas conheçam e saibam que você está fazendo o seu trabalho”. – Use o GoogleDocs, o Evernote e o Dropbox para organizar lições, textos, avaliações e muito mais.

Fonte: Por Vir

Canais do YouTube que podem te ajudar a ensinar matemática aos seus alunos

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As redes sociais podem ajudar você na hora de ensinar os seus alunos. Nada mais certo do que recorrer a um universo que tenha a ver com a rotina da criança e do jovem, não é mesmo?

Separamos alguns canais bem legais do YouTube que podem te ajudar na hora de ensinar matemática para os seus alunos. Use a tecnologia a seu favor e aproveite as dicas desses colegas para deixar suas aulas mais dinâmicas e divertidas!

Ever Salazar
“Vídeos matemáticos curtos e bonitos”, esse é o título e descreve perfeitamente esse brilhante canal no qual são publicadas coloridas obras com explicações gráficas, conceitos básicos de Geometria e curiosidades matemáticas. A frequência de publicação não é tão alta porém, é preciso se levar em conta que cada vídeo, como se pode perceber, nos requintados detalhes visuais, requer bastante tempo, trabalho e cuidado.

Julioprofe

Julio Alberto Ríos é um aclamado e premiado professor colombiano famoso por suas simples explicações de variados temas de Álgebra, Cálculo, Trigonometria, Física, Matemáticas básicas e outras ciências similares. Seus pontos fortes são sua caligrafia, sua paciência para explicar passo a passo cada tema, sua linguagem clara, seus conselhos e seus truques.

Khan Academy em Espanhol

Uma das plataformas pioneiras no que diz respeito a cursos massivos e gratuitos online foi Khan Academy, um espaço onde profissionais de diversas áreas e de diferentes partes do mundo compartilham seus amplos conhecimentos através de vídeos curtos e com claras explicações. Embora sua versão em espanhol não evoluiu tão rápido como sua elegante versão original em inglês.

Físicaymates

Físicaymates, tal qual o canal de Ever Salazar, conhecemos na comunidade de Cursos Online Gratuitos que gerenciamos em Google+. O responsável do site compartilha suas excelentes explicações em vídeo focadas a resolver “dúvidas de Matemáticas e Física e primeiros cursos universitários”. Vale destacar o útil material que podemos encontrar especificamente temas de Cálculo Diferencial, Cálculo Integral e Estatística.

Tareasplus

Em Tareasplus são oferecidos centenas de vídeo-tutoriais de Matemática, Física e Química. No primeiro grupo destacam matérias específicas como Aritmética, Cálculo (Diferencial e Integral), Probabilidade e Estatística, Equações diferenciais, Álgebra e até um espaço para as curiosidades matemáticas, todas com material explicativo e exercícios resolvidos e explicados facilmente. Também está disponível em forma de aplicativos para iPhone, iPad e Android.

math2me

“Aulas de matemática [Cálculo, Probabilidade, Estatística, Geometria, Álgebra, etc.], reportagens,piadas, truques e mais”, assim se apresenta este completo recurso para aprender matemática de uma forma pouco convencional, finalizando essa lista. Algo que chama a atenção é sua cativante lista de reprodução chamada “De que me serve a matemática” onde fazem reportagens sobre os importantes aplicativos na vida real de todos esses números e fórmulas que ensinam no colégio e que muitos não acham de grande utilidade. Algo muito curioso é que os responsáveis de math2me são amigos de Julioprofe, talvez por isso é que compartilham essa facilidade para ensinar.

Fonte: Canal do Ensino