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Leitura + história = projetos interdisciplinares

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A leitura abriu portas para projetos interdisciplinares e incentivou os alunos a pesquisarem trajetórias e curiosidades de personagens históricos, na Escola Estadual Profª Maria Constança de Miranda Campos, em Salto/SP.

Cynara Aparecida Lenzi Veronezi, professora efetiva no ensino fundamental 1, desenvolveu um projeto sobre personalidades, onde cada aluno escolheu um personagem para estudar, como Hitler, Napoleão, Cora Coralina, Michael Jackson, entre outros.

Após cada aluno fazer sua pesquisa, foi realizada uma roda de conversa, onde foram apresentadas as histórias das personalidades. Durante todo o semestre do projeto, aconteceram links em todas as áreas de conhecimento. Os estudantes escreviam sobre os famosos na aula de português, aprendiam história enquanto pesquisavam suas vidas e utilizavam a matemática para fazer a linha do tempo.

O projeto trouxe empolgação aos alunos, que sugeriram ir à escola caracterizados de acordo com a personalidade a qual escolheram. A professora aceitou a ideia, e a adesão foi de todos. Segundo Cynara, o projeto teve uma abrangência global, envolvendo todas as áreas de conhecimento e animou a todos. O principal ganho, para ela, foi perceber o quanto os estudantes também se ajudaram: eles queriam mostrar o seu personagem, mas também queriam saber mais sobre o famoso que seus colegas apresentavam.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-ganha-vida-alunos-vestidos-de-personalidades-famosas/

A fábrica de criar histórias

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A imaginação vira realidade na Fabriqueta de Histórias, oficina que dá a oportunidade de crianças e jovens desenvolverem a escrita criativa, a partir da produção de um livro coletivo.
O projeto é desenvolvido por Josephine Bourgois, francesa radicada no Brasil, e já promoveu quatro oficinas, cada uma delas com cinco encontros, um por semana. Após este período, os alunos têm um livro pronto. Três dias são dedicados à escrita, um dia é voltado à ilustração e o último dia é reservado à impressão e seção de autógrafos.

Antes disso tudo, claro, é necessário escrever o livro. O processo se inicia quando os alunos chegam no espaço da Fabriqueta, onde Josephine se reúne com o autor ou a outora, e juntos decidem um ponto de partida para a obra. Na primeira oficina realizada, o pretexto comum a todos os alunos foi baseado em uma notícia sobre os objetos mais insólitos encontrados em achados e perdidos. Após, foram compradas miniaturas desses objeto, como crânios e armaduras medievais, e então era escolhido um ponto de vista: o de quem perdeu o objeto, o próprio objeto ou um outro da caixa que ficou com “ciúmes” do que foi resgatado.

A partir de uma ideia em comum, cada aluno escreve seu texto, e este fará parte da produção coletiva. No último encontro, será dada origem ao livro. Nas três aulas dedicadas à escrita, a ideia é que os alunos consigam desenvolver ao menos duas versões do texto. Então, Josephine e os parceiros que a ajudam no projeto, fazem o papel de editores, revisando o texto das crianças e apontando questões que elas apresentam dificuldades.

Com quatro oficinas realizadas, Josephine conseguiu o apoio de diversos autores para acompanhar e incentivar as atividades dos alunos. Antonio Prata, Estevão Azevedo, Noemi Jaffe e Andrea del Fuego são apenas alguns dos nomes que acreditam no projeto. A proximidade com os autores, segundo a francesa, tem três propósitos básicos: inspirara os alunos com a trajetórias dos escritores. Depois a ideia de provar que o mundo da literatura é de carne e osso, derrubando a mística de que só pode escrever quem sabe escrever bem. O terceiro propósito é oferecer a possibilidade do autor ajudar no processo de escrita do livro.

Fontes:
http://porvir.org/alunos-escrevem-publicam-livro-coletivo-em-oficina/

Tecnologia pra incentivar a leitura

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Incentivar o hábito pela leitura através do uso de meios tecnológicos. Essa é a ideia do Elefante Letrado, plataforma que começou suas atividades em 2015.

Como uma espécie de biblioteca digital e interativa, a Elefante Letrado tem cerca de 400 livros direcionados a crianças e jovens até o quinto ano do ensino fundamental. A curadoria destas obras é realizada por pedagogos e educadores, sempre levando em conta a faixa etária das crianças. Seu sistema é organizado com base em cinco níveis de proficiência em compreensão leitora, que possuem subníveis nomeados por letras de A a Z. Os livros não são apenas digitalizados, mas também ganham uma nova diagramação e também animação.

Ao acessá-la, o exercício da leitura vira um grande jogo: o estudante pode optar por escutar o livro, ler ou realizar uma das atividades pedagógicas, que pode ser um jogo de perguntas, jogo da memória, múltipla escolha e outras. Quando ele completa 75% dos livros e atividades disponíveis, o jovem tem acesso aos títulos do próximo nível. Em média, cada prateleira (como são chamadas a disponibilidade de livros por nível) tem 14 títulos.

A plataforma está em 27 escolas e atinge mais de 3.500 alunos, sendo parte fora do Brasil, em instituições onde o português é a segunda língua. E neste primeiro ano de existência, o Elefante Letrado começa a fazer pesquisas de avaliação e, no Brasil, percebe as dificuldades entre os educadores para o uso das tecnologias.

Apesar disso, existem exemplos como de uma escola que relatou que seus alunos de primeiro e segundo ano tinham lido 60 livros em dois meses.

Conheça mais da plataforma aqui.

Fonte:
http://porvir.org/plataforma-transforma-leitura-em-um-jogo-para-criancas/

Matemática e Literatura unidas

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O Brasil não é um país que possui um grande número de fãs de matemática. É exatamente o que mostra a pesquisa encomendada pelo Instituto Círculo da Matemática do Brasil, e realizada em 25 cidades brasileiras com adultos de mais de 25 anos. Segundo o estudo, a maioria dos entrevistados não sabe fazer operações matemáticas simples: 75% não sabem médias simples, 63% não conseguem responder a perguntas sobre percentuais e 75% não entendem frações. Diante deste grave cenário, professores buscam incentivos para que as próximas gerações possam mudar essa situação. É o caso das educadoras Suzana Rodrigues Moraes e Tamiza Richelly Freitas.

As duas criaram o projeto interdisciplinar “Um conto que conta”, que une matemática à literatura infantil. O livro escolhido para desenvolver as atividades foi “A menina que contava”, de Fábio Monteiro. Esta obra conta a história da personagem Alga, que se depara com muitas situações no dia a dia, e faz a contagem das quantidades de elementos encontrados pelo caminhos que percorre. Uma das contagens realizadas pela personagem é dos botões das roupas que sua mãe costura, por exemplo.

Essa história inspirou o projeto, e os primeiros passos foram desenvolver diferentes atividades lincadas ao livro, onde o aluno se sente fazendo parte da história e vivenciando tudo que a personagem também vivenciava. Uma destas atividades foi a construção de um casaco gigante de papel, onde as professoras colocaram botões para as crianças fazerem contagem. Em outra, as educadoras apoveitaram uma situação do livro onde a personagem quebra a perna: foi a deixa para que abordassem o estudo dos ossos do corpo humano.

 

Fontes: Porvir e Uol Educação

Site traduz notícias para a linguagem infanto-juvenil

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Nem sempre as crianças e jovens conseguem entender as notícias nos jornais convencionais. Muitas vezes os termos usados são de difícil compreensão e elas acabam perdendo o interesse na leitura desse tipo de notícia. Uma boa notícia para poder traduzir as notícias para a linguagem deles é o site Guten News que desenvolveu um jornal digital interativo que traz notícias na linguagem infanto-juvenil. Utilizando jogos, missões e atividades, o aplicativo também ajuda os leitores mirins a ampliarem sua compreensão dos textos.

Assim como em jornais tradicionais, ele organiza diferentes assuntos por cadernos como Brasil, Mundo, Bem-estar, Cultura e Comportamento. Semanalmente são disponibilizadas novas edições, produzidas por uma equipe de jornalismo que tenta aproximar as notícias do universo de crianças e adolescentes. Entre os conteúdos é possível encontrar desde entrevistas com técnicos de futebol, até matérias sobre a falta de água, exposições ou o uso de drones.

Que tal usar nas suas atividades em sala de aula?