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Escrever a mão? Não precisa mais.

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Em plena era digital, é compreensível a reclamação de estudantes sobre reescrever textos e materiais à mão. O projeto “Espaço Literário” foi desenvolvido pensando nestas situações.

Desenvolvido como um website, através dele os alunos têm a possibilidade de divulgar e editar materiais que produziram, e receber feedback das professoras online, tornando os processos de edição e reescrita textual mais eficientes.

O projeto é concebido por Rosinete dos Santos Freitas, professora de Língua Portuguesa e também por Catia Regina Bernardes Fernandes, professora de Tecnologia Educacional. Uma das ideia é que, através dele, todos tenham acesso aos materiais, como contos e crônicas dos alunos, e não somente professores.

O resultado tem sido muito positivo, já que, alunos que possuíam dificuldade ou desinteresse em escrever no papel, agora se sentem à vontade para registrar suas ideias. Além disso, o fato de possuírem mais “leitores”, os estimulou a escreverem melhor e com mais atenção.

Fontes:
http://dc.clicrbs.com.br/sc/dc-na-sala-de-aula/noticia/2017/03/professoras-criam-projeto-online-para-incentivar-leitura-e-producao-textual-9758457.html

A leitura aproxima

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Mais do que uma ferramenta de aprendizado, a leitura pode ser uma forte aliada na aproximação de filhos e pais. O projeto “Leitura em Família” é uma prova disso.

Ao se sensibilizar com um aluno, que achava que seus pais não gostavam dele, e devido a isso não o ajudavam com suas tarefas de casa, a professora dos anos iniciais do ensino fundamental na rede municipal de Fortaleza/CE, Tereza Mara Uchôa, desenvolveu o projeto “Leitura em Família” como estratégia na aproximação de familiares.

A ideia do projeto é montar kits de leitura para que as crianças levem para casa. Para isso, a professora comprou cinco sacolas e, dentro delas, colocou alguns livros. Entre as obras estão contos, quadrinhos, adivinhações e até uma obra sobre a cidade de Fortaleza. Além disso, é inserido um caderno para registros, onde as famílias devem dar depoimentos a respeito do momento de leitura com os filhos.

O kit tem como objetivo fornecer um momento único para os pais e os filhos e, conforme Tereza, a ideia é que os responsáveis marquem um horário e local para a leitura junto às crianças. No caderno, as anotações, sobre este momento, devem ser feitas.
Nas primeiras experiências com o projeto, a leitura aconteceu em diversos lugares, como na calçada, na cama ou na rede.

Inúmeras histórias surgiram nas anotações. Muitas delas, emocionantes. Por exemplo, a de uma mãe que não era alfabetizada, mas sua filha leu a história e depois registrou tudo no caderno de anotações. Ou então, pais que não tinham a noção do quanto era gratificante ter esse momento com seus filhos.

Para Tereza, o projeto tem tido um belo resultado, pois toca o coração da família para que, momentos como esses, sejam mais valorizados.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-em-familia-reforca-lacos-afetivos-traz-resultados-para-sala-de-aula/

A leitura transforma

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Lidar com sentimentos negativos, já é difícil para um adulto. Para uma criança, então, pode se tornar um processo ainda mais dolorido. Para auxiliar os pequenos nestes momentos, a professora Izabel Soares de Souza utilizou da literatura como apoio para as situações difíceis que seus alunos enfrentavam, como a perda dos pais, por exemplo.

Izabel fez a leitura do livro “Tenho Monstros na Barriga” com as crianças. Ele apresenta monstrinhos para abordar os sentimentos e ainda um questionário que os pequenos podem responder. Por diversas semanas, a professora contava a história de dois monstrinhos e também realizava uma aula prática. Em uma das aulas, os estudantes tiveram a oportunidade de escrever o que os deixava com raiva, em um cartaz. Finalizada esta atividade, ela levou os alunos para o ginásio da escola. Lá eles receberam uma bola, que tinham que jogar nos sentimentos que os incomodavam. O resultado foi que puderam colocar para fora o que o estavam sentindo, inclusive alguns se emocionando com o momento.

Além disso, Izabel utilizou o livro como resolução de questões disciplinares. Em uma das atividades, onde foi abordado o bullying, as crianças tiveram de contar o que as deixava tristes. E ela acabou descobrindo que a maioria dos alunos tinha problemas a resolver.

O resultado do projeto foi que as crianças começaram a se respeitar mais, percebendo que os colegas também passam por algum problema na vida. O amadurecimento e empatia ficaram evidentes neste momento, para Izabel.

Créditos da foto: Izabel Soares de Souza/Arquivo Pessoal

Fontes:
http://porvir.org/professora-usa-monstrinhos-para-falar-sobre-emocoes-criancas/

Leitura + história = projetos interdisciplinares

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A leitura abriu portas para projetos interdisciplinares e incentivou os alunos a pesquisarem trajetórias e curiosidades de personagens históricos, na Escola Estadual Profª Maria Constança de Miranda Campos, em Salto/SP.

Cynara Aparecida Lenzi Veronezi, professora efetiva no ensino fundamental 1, desenvolveu um projeto sobre personalidades, onde cada aluno escolheu um personagem para estudar, como Hitler, Napoleão, Cora Coralina, Michael Jackson, entre outros.

Após cada aluno fazer sua pesquisa, foi realizada uma roda de conversa, onde foram apresentadas as histórias das personalidades. Durante todo o semestre do projeto, aconteceram links em todas as áreas de conhecimento. Os estudantes escreviam sobre os famosos na aula de português, aprendiam história enquanto pesquisavam suas vidas e utilizavam a matemática para fazer a linha do tempo.

O projeto trouxe empolgação aos alunos, que sugeriram ir à escola caracterizados de acordo com a personalidade a qual escolheram. A professora aceitou a ideia, e a adesão foi de todos. Segundo Cynara, o projeto teve uma abrangência global, envolvendo todas as áreas de conhecimento e animou a todos. O principal ganho, para ela, foi perceber o quanto os estudantes também se ajudaram: eles queriam mostrar o seu personagem, mas também queriam saber mais sobre o famoso que seus colegas apresentavam.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-ganha-vida-alunos-vestidos-de-personalidades-famosas/

A fábrica de criar histórias

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A imaginação vira realidade na Fabriqueta de Histórias, oficina que dá a oportunidade de crianças e jovens desenvolverem a escrita criativa, a partir da produção de um livro coletivo.
O projeto é desenvolvido por Josephine Bourgois, francesa radicada no Brasil, e já promoveu quatro oficinas, cada uma delas com cinco encontros, um por semana. Após este período, os alunos têm um livro pronto. Três dias são dedicados à escrita, um dia é voltado à ilustração e o último dia é reservado à impressão e seção de autógrafos.

Antes disso tudo, claro, é necessário escrever o livro. O processo se inicia quando os alunos chegam no espaço da Fabriqueta, onde Josephine se reúne com o autor ou a outora, e juntos decidem um ponto de partida para a obra. Na primeira oficina realizada, o pretexto comum a todos os alunos foi baseado em uma notícia sobre os objetos mais insólitos encontrados em achados e perdidos. Após, foram compradas miniaturas desses objeto, como crânios e armaduras medievais, e então era escolhido um ponto de vista: o de quem perdeu o objeto, o próprio objeto ou um outro da caixa que ficou com “ciúmes” do que foi resgatado.

A partir de uma ideia em comum, cada aluno escreve seu texto, e este fará parte da produção coletiva. No último encontro, será dada origem ao livro. Nas três aulas dedicadas à escrita, a ideia é que os alunos consigam desenvolver ao menos duas versões do texto. Então, Josephine e os parceiros que a ajudam no projeto, fazem o papel de editores, revisando o texto das crianças e apontando questões que elas apresentam dificuldades.

Com quatro oficinas realizadas, Josephine conseguiu o apoio de diversos autores para acompanhar e incentivar as atividades dos alunos. Antonio Prata, Estevão Azevedo, Noemi Jaffe e Andrea del Fuego são apenas alguns dos nomes que acreditam no projeto. A proximidade com os autores, segundo a francesa, tem três propósitos básicos: inspirara os alunos com a trajetórias dos escritores. Depois a ideia de provar que o mundo da literatura é de carne e osso, derrubando a mística de que só pode escrever quem sabe escrever bem. O terceiro propósito é oferecer a possibilidade do autor ajudar no processo de escrita do livro.

Fontes:
http://porvir.org/alunos-escrevem-publicam-livro-coletivo-em-oficina/

Dica de leitura sobre tecnologia em sala de aula

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Muitos educadores ainda têm um pé atrás quando o assunto é tecnologia dentro da sala de aula. Mas, em contramão à esta desconfiança, há inúmeros exemplos de professores que acreditam nos benefícios de intervenções tecnológicas em ambiente escolar.

É o caso do professor universitário Celso Gomes, de Varginha/MG. Ele acaba de lançar seu livro “Smartphones e Tablets – Ferramentas para expandir a sala de aula”, que é resultado de pesquisa desenvolvida durante seu mestrado e doutorado, onde se especializou no uso da tecnologia como ferramenta de ensino. A proposta de Gomes é que a sua proposta auxilie profissionais da educação a adaptarem os métodos utilizados em sala de aula.

Segundo o professor, as tecnologias como smartphones e tablets, com suas inúmeras possibilidades, ainda não entraram de vez na escola pois se chocam com os métodos tradicionais de ensino, que passam o conhecimento de forma unidirecional. Atualmente, para ele, a metodologia de ensino se baseia na exposição do professor (sujeito ativo/emissor) e na atenção dos alunos (sujeitos passivos/receptores). Assim, os computadores, na maioria das vezes em que são utilizados em sala de aula, se mostram, na verdade, como uma espécie de nova versão das velhas tecnologias analógicas.

O livro “Smartphones e Tablets – Ferramentas para expandir a sala de aula” foi lançado no dia 19 de novembro e traz ideias de como aplicar a tecnologia em sala de aula.

Fontes:
http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2016/11/professor-de-varginha-defende-uso-de-tablets-e-smartphones-em-aulas.html

Tecnologia pra incentivar a leitura

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Incentivar o hábito pela leitura através do uso de meios tecnológicos. Essa é a ideia do Elefante Letrado, plataforma que começou suas atividades em 2015.

Como uma espécie de biblioteca digital e interativa, a Elefante Letrado tem cerca de 400 livros direcionados a crianças e jovens até o quinto ano do ensino fundamental. A curadoria destas obras é realizada por pedagogos e educadores, sempre levando em conta a faixa etária das crianças. Seu sistema é organizado com base em cinco níveis de proficiência em compreensão leitora, que possuem subníveis nomeados por letras de A a Z. Os livros não são apenas digitalizados, mas também ganham uma nova diagramação e também animação.

Ao acessá-la, o exercício da leitura vira um grande jogo: o estudante pode optar por escutar o livro, ler ou realizar uma das atividades pedagógicas, que pode ser um jogo de perguntas, jogo da memória, múltipla escolha e outras. Quando ele completa 75% dos livros e atividades disponíveis, o jovem tem acesso aos títulos do próximo nível. Em média, cada prateleira (como são chamadas a disponibilidade de livros por nível) tem 14 títulos.

A plataforma está em 27 escolas e atinge mais de 3.500 alunos, sendo parte fora do Brasil, em instituições onde o português é a segunda língua. E neste primeiro ano de existência, o Elefante Letrado começa a fazer pesquisas de avaliação e, no Brasil, percebe as dificuldades entre os educadores para o uso das tecnologias.

Apesar disso, existem exemplos como de uma escola que relatou que seus alunos de primeiro e segundo ano tinham lido 60 livros em dois meses.

Conheça mais da plataforma aqui.

Fonte:
http://porvir.org/plataforma-transforma-leitura-em-um-jogo-para-criancas/

Incentivo à leitura através da tecnologia

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Como atrair as crianças e adolescentes para as bibliotecas é uma grande missão para muitos educadores. E é na Biblioteca Municipal Centenário, em Poços de Caldas/MG, que o projeto BiblioArte LAB tem mudado a dura realidade da pouca adesão por este público.

A ideia é utilizar a tecnologia para criar novas práticas de leitura e incentivar a formação de novos leitores, transformando a biblioteca pública em um espaço inovador, capaz de estimular a criatividade e o desenvolvimento de talentos por meio da cultura digital.

Percebendo que os jovens podem influenciar a leitura espontânea, ao compartilhar conteúdos multimídia sobre as obras que mais gostam, o projeto criou um espaço para que ocorram encontros com intuito de criarem suas próprias manifestações artísticas e culturais. As atividades realizadas são, por exemplo, publicações eletrônicas, produção de vídeos literários para canais na internet e também transformações de obras literárias em pequenas animações web e até memes.

Para trazerem os estudantes ao projeto, houve visitas nas escolas públicas da região. Estes encontros foram muito positivos e, com o passar do tempo, nem foram mais necessários, já que aconteceu grande adesão de alunos. E hoje eles são cerca de 40 jovens, que acabam sempre levando uma ou duas pessoas junto.

Os encontros e atividades do projeto acontecem em um laboratório de inovação e prática de leitura. Entre os itens disponíveis no espaço, estão projetores, computadores, notebooks, smartphones e uma lousa digital.

Os resultados positivos da iniciativa são imensos e entre eles estão participações em revistas, por exemplo, e todas as experiências do BiblioArte LAB tornaram a Biblioteca Municipal Centenário reconhecida entre as três iniciativas brasileiras selecionadas pelo Programa Ibero-americano de Bibliotecas Públicas – Iberbibliotecas, que seleciona projetos inovadores de acesso à leitura, inclusão social e qualificação da educação e do desenvolvimento.

O projeto é desenvolvido pela ONG Casa da Árvore, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura da cidade.

Fontes:  http://porvir.org/cultura-digital-aproxima-jovens-de-biblioteca-publica/

Incentivando a leitura em tempos tecnológicos

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A tecnologia já é realidade presente e indiscutível para crianças. E muitas postagens, aqui em nosso blog, já mostraram os diversos pontos positivos da sua presença em âmbito educacional, embora sempre muitos educadores se preocupem com diversas questões relacionadas ao assunto, como por exemplo a leitura. Afinal, como tornar atrativo o hábito de ler para os alunos, com tantas opções tecnológicas em volta? A leitura através de recursos tecnológicos talvez seja a melhor resposta.

Idealizado pela startup Guten, o e-book Práticas de Leitura Digital em Sala de Aula (link para acessá-lo: Gutennews.com.br) apresenta o compartilhamento de experiências de educadores que utilizam a tecnologia para desenvolver habilidades leitoras, com relatos de práticas realizadas por dez professores brasileiros do ensino fundamental. O projeto nasceu da observação de que muitos educadores desejam inovar, mas não sabem bem por onde começar a inovação e gostariam de ter um know-how de outros professores.

O caminho encontrado foi conectar educadores e compartilhar práticas que deram certo. As discussões aconteceram através da plataforma Edmodo e foram acompanhadas por especialistas das áreas de multiletramentos, tecnologia educacional e leitura. Durante o programa os professores tiveram que levantar informações para traçar o perfil de leitura dos alunos em ambientes digitais e comparar o hábito dos alunos com a aula que eles davam.

O feedback dos professores participantes foi positivo, pois além do diagnóstico, puderam trocar experiências com outros educadores e os projetos documentados no e-book seguem abaixo:

 

Animação coletiva em vídeo

A professora Cristina Van Opstal, do 5º ano da rede municipal de Santos, uniu o interesse dos alunos por vídeos a uma questão que a preocupava: os problemas de convivência da turma. Pensando nisso, ela utilizou processos autorais para que eles pudessem produzir animações sobre gentilezas.

 

Leitura digital com apoio de aplicativos online

Ao notar que a sua turma nunca tinha lido um livro digital, a professora Marcia Prioli, do 6º ano de uma escola particular do ABC Paulista, incentivou a leitura e análise de narrativas de aventura com auxílio de recursos online.

 

Ferramentas de pesquisa online

Quando a professora Andréa Ijano observou que seus alunos do 5º ano faziam muitas buscas na internet, mas nem sempre trabalhavam com fontes confiáveis, ela decidiu elaborar um plano de aula para que eles pudessem aprender como selecionar informações e trabalhar com ferramentas de pesquisa.

 

Produção colaborativa no Google Drive

Em uma escola particular de Sorocaba, a professora Vanessa Bolina, do 9º ano, utilizou ferramentas do Google Drive para estimular a escrita coletiva e colaborativa de textos.

 

Análise e criação de propagandas

Emília Mendes, professora do 6º ano em São Paulo, desenvolveu uma aula em que a turma fez análise de discursos publicitários e criou slogan para produtos com o aplicativo Pic Collage.

 

Resumos com mapas mentais

A professora Ester Schmidt, de uma escola particular em Belo Horizonte, ensinou aos alunos dos 6º e 7º anos como fazer resumos com um grau de inovação maior na linguagem. Por meio da construção de mapas mentais, ela também trabalhou com as turmas a função dos resumos.

 

Leitura digital de conteúdos jornalísticos

Professor de artes visuais em uma escola de São Paulo, Diego Cuesta transformou a sala de aula em uma redação de jornal. Os alunos produziram conteúdos jornalísticos e tiveram oportunidade de conhecer o caminho percorrido pela notícia antes da sua publicação.

 

Acesso à informação por meio da tecnologia

Os alunos do 5º ano da professora Claudia Munn, em uma escola particular de São Paulo, trabalharam a leitura de textos jornalísticos com o aplicativo Guten News associado ao livro didático.

 

Ferramenta coletiva Wiki

Em Valinhos, a professora Josane Batalha, do 5º ano, utilizou a ferramenta coletiva Wiki para trabalhar conceitos de energia e sustentabilidade com seus alunos. Em um espaço de leitura e reflexão, eles fizeram questionamentos sobre os cuidados com o meio ambiente.

 

Contos e memes

A professora de redação Ana Flávia Forti, do 6º ano, trabalhou contos e memes para desenvolver produção textual com os seus alunos. A partir da leitura de contos, eles deveriam escolher frases para uma determinada imagem.

 

 

Fonte: Porvir 

Uma outra forma de perceber o aprendizado

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Quando uma criança tem um ritmo diferente de aprendizagem, comparado ao de outros colegas, muitas vezes o diagnóstico da situação é equivocado e pouco embasado por seus pais, que querem que seu filho esteja “pronto” para o mundo acadêmico. Cria-se uma espécie de competitividade, sem o entendimento das fases de alfabetização e desde a educação infantil, famílias tem essa expectativa de que crianças iriam aprender a ler e escrever logo no primeiro ano.

Mas a educadora Juliana Fernandes buscou mudanças para modificar este quadro, mostrando aos pais como seus filhos aprendem a ler e escrever. O primeiro passo para isso, foi um trabalho de avaliação dentro da escola com as professoras, onde houve a necessidade delas passarem por toda a teorização do que era trabalhado em sala de aula. Com isso, houve encontros de formação sobre este conceito do letramento.

A partir desse momento, começou a mudança na maneira como as professoras trabalhavam dentro de sala de aula: toda a estrutura de atividades mudou, desde o diagnóstico da criança até o processo de avaliação. Mesmo inseridos em um grupo, há uma avaliação do desenvolvimento individual de cada aluno, com trabalho de gêneros textuais, entre poemas, letras de músicas, bilhetes e cartas nos primeiros anos e séries iniciais.

Ainda que este trabalho estivesse sendo feito, as crianças tinham um retorno ruim durante as atividades, como “minha mãe falou que não é assim que se faz”, e a educadora fazia atendimentos com dúvidas iguais. Foi então que surgiu a ideia de trazer famílias para dentro da escola com o projeto “Família e Letramento no Contexto Escolar”. Foram elaborados dois grandes encontros com os pais: um quando os alunos estavam na última etapa da educação infantil e outro já no ensino fundamental 1. No primeiro encontro, as famílias visitaram o prédio do ensino fundamental 1 e conheceram o contexto do letramento. Quando estas mesmas crianças para o primeiro ano, os pais foram convidados a participar de uma oficina de alfabetização. Nessa ocasião, a professora aplicou uma atividade para cada uma das hipóteses de alfabetização.

O resultado foi muito bom, já que quando a professora deu início a apresentação das fases de alfabetização, pais identificaram o que percebiam em casa. A educadora, então, apresentou quais eram as intervenções adequadas, para alunos que ainda não liam e não escreviam direito, até para os que já estavam exercendo as atividades. Isso possibilitou que famílias pudessem sanar suas dúvidas e outras precisaram de atendimento para a apresentação da metodologia da escola. Estes atendimentos individualizados mostraram a necessidade da escrita espontânea da criança porque, muitas vezes, os alunos falavam “a minha mãe soletrou a palavra e eu coloquei todas as letras”. Isso significa que aquela lição de casa não foi produzida pela criança, e sim pelo adulto.

Isso transformou a demanda das famílias em relação à escola. Se antes eram cobranças do tipo “como vocês trabalham?”, o discurso mudou para “como eu devo trabalhar em casa?”. Além disso também é realizado um trabalho de se colocar no lugar dos pais, porque eles não estão errados, eles não são especialistas no assunto e não têm essa obrigatoriedade de entender, e aquela cobrança que as crianças tinham que ler e escrever no primeiro ano foi meio que caindo por terra, porque as famílias entenderam que os alunos têm até os oito anos de idade para se apropriarem do conceito, que não é somente escrever, mas tem todo um conceito de oralidade por trás.

 

Fonte: Porvir