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Professores aprendem com a Finlândia

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Selecionados pelo Professores para o Futuro, do Ministério da Educação, e pelo projeto Giramundo, patrocinado pelo governo do estado da Paraíba, três professores passaram alguns meses estudando a educação finlandesa no país nórdico.

Segundo os brasileiros, o que lhes impressionou foi o fato do sistema educacional finlandês ter uma preocupação maior com a autoestima. Lá, participaram de aulas, workshops, visitas a escolas, encontros técnicos e eventos culturais.

Damione Damito, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), viajou pelo projeto Professores para o Futuro. Neste programa, todos os participantes precisam desenvolver um projeto de pesquisa. Damito fez o podcast Papo de Professor, onde a ideia é mostrar que as iniciativas finlandesas podem ser aplicadas de uma maneiras simples, sem muitos recursos. Entre os assuntos que geram mais discussão no podcast são a metodologia centrada no aluno e os PBL, sigla de metodologias chamadas de “problem-based learning” e “project-based learning” (ensino baseado em problemas ou em projetos). Neles, diferentemente das aulas mais tradicionais, problemas fictícios ou reais são o ponto de partida do aprendizado. Os alunos aprendem na prática e buscam eles mesmos as soluções do desafio.

Já Vilma Leitão, professora do Ensino Fundamental e Médio em Patos (PB), viajou pelo projeto Giramundo. Ela ficou dois meses na Finlândia e, logo nos primeiros dias, chamou sua atenção o fato de o aluno ser prioridade total no processo, pois é ele quem conduz e gerencia sua aprendizagem. Segundo Vilma, desde muito cedo são observadas as necessidades e deficiências de cada aluno e elaborados planos individuais de estudos. Assim, todos têm o suporte necessário para superar possíveis dificuldades.

A partir de sua vivência no país nórdico, Vilma pretende desenvolver a autonomia do aluno e incentivar o uso de ferramentas digitais numa perspectiva didática. Ela também vai aos seus colegas a importância de se trabalhar com os alunos em grupos e também com o PBL, para se criar um ambiente de aprendizagem efetivo, dinâmico e atraente aos alunos.

Fontes:
http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2016/12/07/professores-contam-como-aplicam-no-brasil-o-que-aprenderam-na-finlandia.htm

Finlândia: um exemplo educacional

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A educação tradicional tem sido cada vez mais questionada a nível mundial, seja por pesquisadores ou educadores. Velhas práticas já não têm mais espaço dentro de um mundo em constante mudança e que busca o futuro a cada instante. E a Finlândia, um dos melhores exemplos a ser seguido na área educacional abriu recentemente as portas da “escola do futuro”, um prédio pensado detalhadamente para abrigar um novo tipo de ensino.

Ao adentrar as estruturas da escola, a diferença é percebida logo de cara: enquanto a dureza, o desconforto, a austeridade e o tédio ainda são regras arquitetônicas e decorativas de muitas instituições de ensino, o colégio Saunalahti, localizado na cidade finlandesa de Espoo, parece um museu convidativo a entrar e desfrutar de seus espaços. E ele foi pensado para ser justamente diferente dos padrões atuais.

Além das salas, o prédio também tem clube estudantil, teatro, restaurante, biblioteca, ginásio de esportes e outras atrações. Na escola os alunos podem se sentar onde quiserem e são estimulados a se comunicarem e participarem das aulas, que são quase em sua totalidade realizadas em grupos de trabalho. Dificilmente os alunos se sentirão desconfortáveis, já que suas poltronas são reguláveis, confortáveis e adaptadas para o uso de laptops conectados a uma rede própria, substituindo as lousas.

Nos recreios, as crianças têm a sua disposição um parquinho devidamente equipado e ao ar livre, com espaços para práticas de esportes. Ao fim do horário escolar, a escola vira um grande centro para todos os moradores do bairro, trazendo, dessa forma, a comunidade para dentro da escola.

A escola é rodeada de amplas janelas, integrando a área externa e o meio ambiente ao seu interior. Isso ajuda a diminuir os níveis de estresse, comum no ambiente escolar. Além disso, os prédios são desenhados para que ninguém se perca, com zonas destinadas a cada faixa etária, pintadas em cores diferentes, a devida e discreta segurança, mas sem barreiras ou maiores proibições de circulação. O objetivo, por fim, é simples: tornar novamente estimulante e prazeroso o nobre ato de aprender.

Não pra menos, hoje o país ocupa a 12ª posição no Pisa, o principal exame internacional de educação. O Brasil, por exemplo, ficou na 58ª posição do ranking, entre 65 países. A Finlândia é também conhecida por ser “uma das líderes mundiais em performance acadêmica” e se destaca pela igualdade na educação, alta qualificação de professores e por constantemente repensar seu currículo escolar.

Fontes:
– http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150807_finlandia_professores_brasileiros_pai
– http://www.hypeness.com.br/2016/08/a-escola-do-futuro-acaba-de-ser-aberta-na-finlandia-e-e-incrivel/