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Tag - educação

O ensino socioemocional

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Um centro especializado no ensino socioemocional. Esse é o AfterSchool, onde no período do contraturno são oferecidas atividades como inglês, artes, dança, parkour, inteligência corporal e diversas outras.

O conceito do espaço não é somente ser um curso extracurricular, mas que as crianças aprendam a demonstrar empatia, resolução de problemas e diversas outras competências necessárias para a vida moderna. Segundo Leticia Lyle, que é sócia e diretora pedagógica do AfterSchool, a falta destas habilidades reflete nas dificuldades de aprendizagem.

Para desenvolver essas competências, o local se inspira na escola norte-americana Quest to Learn, que tem a ideia de envolver as crianças em desafios que conectam todas as experiências de aprendizado. Entre as questões abordadas, estão a participação de crianças em ações voluntárias ou desvendar um mistério. Por exemplo: em uma das atividades, a turma “viajou” a um planeta desconhecido. Fizeram pedras comestíveis encontradas lá e, na oficina de parkour, foi realizado circuito simulando este novo planeta.

Por lá, os cursos acontecem no período da manhã ou da tarde, voltados para crianças de 9 meses até 12 anos.

Créditos da foto: Marina Lopes / Porvir

Fonte: http://porvir.org/escola-contraturno-foca-desenvolvimento-socioemocional/

Matemática se aprende brincando

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O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) revela uma triste realidade: o Brasil está na posição 66 – entre 72 países – no ranking de conhecimentos e habilibidades em matemática. Os países melhor posicionados, têm algo muito em comum: a utilização da tecnologia em sala de aula.

Em recente estudo na Western Sydney University, na Austrália, alunos que estão utilizando uma plataforma de games educativos, tiveram uma melhora de 34% no desempenho escolar. Além disso, a percepção sobre a matemática mudou, deixando de ser uma matéria temida para se tornar uma das mais admiradas.

Aqui no Brasil, há muitos alunos já utilizando a plataforma. Na escola EE Padre Pasquale, em Diadema/SP, por exemplo, isso trouxe um grande resultado: tiveram 25% acima da meta do Estado, no IDEB 2015.

Através destes jogos educativos, as crianças aprendem conceitos matemáticos com situações diárias, facilitando (e muito) o entendimento da matéria.

Fontes:
http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=246743

O cão guia robô

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O cão guia é uma ótima opção para que deficientes visuais possam se locomover com mais cuidado e segurança. Com base no pet, a professora de robótica, Neide Sellin, desenvolveu com seus alunos a “Lisa”, um protótipo de cão guia.

Com três rodas e pesando pouco mais de 3kg, o robô pode ser levado em carros e ônibus. Suas funções são alimentadas através de bateria de celular, que dura oito horas de uso. Sua parte externa também inova, já que foi feita utilizando uma impressora 3D. Seu primeiro protótipo foi desenvolvido em 2011, com alunos de uma escola do Espírito Santo, onde Neide leciona.

O projeto está sendo melhorado e, segundo o estudante de engenharia de automação e controle, Maycon Rodrigues, o projeto poderá ter geolocalização com pontos de referência, reconhecimento de voz e também de objetos, auxiliando nas rotas percorridas pelo deficiente.

Fontes:
http://g1.globo.com/espirito-santo/educacao/noticia/2016/12/cao-guia-robo-e-criado-por-alunos-de-escola-publica-no-es.html

Robôs em sala de aula

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Robôs têm tomado cada vez mais espaço em nossa sociedade e, aos poucos, o ambiente escolar também tem sido “invadido” por eles. Em países como a Austrália e os EUA, já estão sendo realizados testes-piloto para introduzir robôs como ferramentas educacionais.

Em Londres ocorre a BETT, feira anual de tecnologia aplicada ao ensino, com propostas para preencher o espaço entre a teoria aprendida em ambiente escolar, e a prática exigida no mercado. Entre as ideias trazidas, está a de alunos experimentarem na prática os conceitos de química, por exemplo.

O diretor executivo da Touchable Universe, por exemplo, cita que em salas de aula, há em média 30% de alunos cinestésicos (pessoas que têm um gosto especial por emoções e tudo aquilo que esteja relacionado com coisas físicas e manuais), que aprendem melhor através do tato.

Crédito da foto: AFP

Fonte: http://pt.euronews.com/2017/01/31/robots-na-saula-de-aula

Uma escola onde se aprende brincando

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A maioria das instituições de ensino nos ensina, desde pequenos, que estudar e brincar são opostos e não devem ser misturados. Mas a Vivendo e Aprendendo, escola associativa de pais, que fica em Brasília/DF, veio para tornar mito essa lógica, mostrando que sim, diversão e aprendizagem podem ser ligados.

Surgida em 1982, a Vivendo e Aprendendo tem como base pedagógica a cooperação e o associativismo, onde todas as decisões são feitas em assembleias gerais. Atualmente, recebem crianças de dois a sete anos de idade, em um total de 16 turmas. Sua estrutura conta com diversas salas de aula dentro de um prédio que abriga seis casinhas parecidas com as de bonecas. Cada uma destas, representa um ciclo de aprendizagem, sendo cada um deles dividido por faixa etária.

Por lá, as crianças não utilizam uniforme, podem andar descalças e tomam até banhos de mangueira.

A escola também não usa apostilas, e o processo de alfabetização é chamado de “letramento”. As crianças têm contato, desde pequenas, com a leitura e a escrita, estimulando assim, suas habilidades. Para ensinar às crianças a importância de expressar seus sentimentos, a escola utiliza o dispositivo pedagógico do “eu não gosto”. Assim, quando um aluno não gosta de determinada atitude, ela é incentivada a dizer que não gostou daquilo.

Na Vivendo e Aprendendo são realizados projetos e atividades que, ao final de cada bimestre, são descritos em relatório. A rotina do local envolve seis atividades: roda inicial, primeira atividade, parque, lanche, o fora, a segunda atividade e a roda de histórias.

A alimentação também tem uma preocupação maior por lá, priorizando sempre alimentos naturais e saudáveis.

Créditos da foto: Juliana Lima

Fontes:
http://porvir.org/uma-escola-onde-brincar-estudar-caminham-juntos/

Novidades para escola rural

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Escolas rurais, muitas vezes, mantém ferramentas do século passado, como complementos de aprendizagem. Mas a Escola Municipal Fujitaro Nagao, em Mogi das Cruzes/SP se mostrou abertas as possibilidades tecnológicas que a professora Flávia Moreira dos Santos levou até lá.

Nesta escola, a maioria dos alunos sequer possui computador em casa e para introduzi-las à robótica, Flávia utilizou a ferramenta Scratch. Ele é um programa desenvolvido pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que permite o aprendizado de conceitos de lógica de programação, possibilitando a criação de jogos, animações e histórias interativas, através de blocos visuais que são combinados.

Na primeira aula, a professora deixou as crianças explorarem o programa. Elas logo se familiarizam com o Scratch, descobrindo como desenhar, utilizar personagens e outras funções. Já na segunda aula, os alunos tiveram acesso à utilização dos blocos de comandos, que possibilitam realizações animações.

Segundo Flávia, essa ferramenta é muito fácil de ser utilizada, e proporciona a realização de atividades por qualquer docente. Outro ponto interessante a salientar, é que tem possibilidades multidisciplinares em seu contexto, aplicando-se atividades de geometria ou pontuação, por exemplo. As crianças desenvolveram diversas animações, sentindo-se animadas e motivadas para novos (e divertidos) conhecimentos.

Créditos da foto: Flávia Moreira

Fontes:
http://porvir.org/robotica-conecta-aprendizados-rende-premios-escola-rural/

Tecnologia: um caminho sem volta

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Segundo Carolina Defilippi, mestre em educação pela Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) coordenadora da pós-graduação de inovação em educação do IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores), as crianças e adolescentes que nasceram na chamada “sociedade digital”, tendem a não respeitar hierarquias.

Isso acontece devido ao fato de que, já estão familiarizados desde pequenos com as ferramentas tecnológicas, possibilitando encontrar dados do seu interesse com facilidade. O resultado: acabam achando que sabem mais que o professor.

A mestre realizará a palestra “Imigrantes digitais educando nativos digitais – como isso funciona em sala de aula?”, no I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, no dia 8 de abril de 2017, em Campinas. No evento, serão tratados conceitos levantados pelo especialista em educação e tecnologia norte-americano, Marc Prensky.

Segundo o especialista, existem os imigrantes digitais e os nativos digitais: os chamados imigrantes nasceram em um mundo analógico e estão em adaptação ao tecnológico. Eles têm interesse por tecnologia e dominam as ferramentas, mas têm receios e sotaques, assim como um imigrante. Já os alunos são nativos, nascidos no mundo digital e muito mais informados que pessoas de gerações anteriores.

Para Carolina, o caminho para motivar alunos e conquistar o respeito deles, é o abandono das aulas expositivas e adoção de metodologias ativas, onde os estudantes constroem seu próprio conhecimento.

Fonte: http://porvir.org/metodologias-ativas-transformam-informacao-em-conhecimento/

Regras são uma brincadeira

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Não é necessária muita pesquisa para se certificar que a Finlândia é um dos melhores países quando o assunto é educação. E dessa vez, o país nórdico, nos traz o exemplo de como as crianças por lá aprendem a respeitar, brincando.

Heikki Happonen, diretor da escola University of Eastern Finland, em North Karelia, falou sobre uma cena que explica muito bem isto, onde, na hora do almoço na escola, diversos alunos correm nos corredores, somente com meias nos pés e divertindo-se muito. Quando um professor aparece no caminho, não há qualquer espanto: ele simplesmente cumprimenta a todos sem qualquer formalidade. Este professor é o próprio Heikki, e segundo ele, esse é o retrato de um dos segredos do histórico sucesso da Finlândia na educação infantil.

Segundo o diretor, a atividade cerebral das crianças é melhor quando estão em movimento. Elas concentram-se mais nas aulas e ficam mais sociáveis. O país entende que, brincar, é o mecanismo que mais auxilia no aprendizado das crianças. Lá, a brincadeira e aprendizagem andam juntas até os 7 anos e os pequenos têm intervalo de 15 minutos para recreação externa, a cada hora, até o ensino médio.

Um outro segredo crucial, é o ambiente de aprendizagem. As crianças sentem-se em casa, como se a escola as pertencesse. Elas compreendem, ali, que estão em um lugar onde são respeitadas, estão seguras e confortáveis, e acima de tudo: são importantes.

Fontes:
http://porvir.org/como-os-alunos-mais-jovens-obedecem-regras-na-finlandia/

Vídeogame para evitar o sedentarismo?

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A introdução da tecnologia em sala de aula pode trazer benefícios até mesmo para matérias como a Educação Física. Em recente estudo, conduzido por Karen Regina Salgado, que é mestranda da Universidade de Campinas (Unicamp), foi diagnosticado que os videogames podem ajudar os alunos a saírem do sedentarismo e, também, a aprenderem novos esportes.

Karen estudou os chamados exergames: jogos que captam a movimentação real do jogador e a transferem para a tela. Modalidades do atletismo, como salto em distância, lançamento de disco e corridas com barreiras, podem ser beneficiadas por estes games, já que, através deles, as crianças aprendem as regras do esporte na teoria. Após o conhecimento conceitual e procedimental, aí sim, os alunos vão para a quadra, colocar em prática o que aprenderam.

A avaliação incluiu mais de 40 alunos, na idade entre 9 e 10 anos.

Créditos da foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp

Fontes:
http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2016/11/28/noticias-saude,196732/uso-de-jogos-eletronicos-vem-atraindo-educadores.shtml

Geração Z e o que ela quer para o futuro

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A criatividade é fundamental para as profissões do futuro. Ao menos é o que 85% dos alunos e 91% dos professores entrevistados para um estudo, acreditam.

No estudo “A Geração Z na Sala de Aula: Criando o Futuro”, que traz insights de alunos e professores norte-americanos, ficou evidente a importância da criatividade e da tecnologia na formação para as carreiras do futuro e para solucionar problemas globais. Os estudantes destacaram ainda que as aulas focadas em computadores e em tecnologia estão entre suas disciplinas favoritas e que deverão ter mais impacto em seus futuros.

Foram entrevistados mais de 1 mil alunos norte-americanos, entre 11 e 17 anos, além de 400 professores. Em torno de 75% dos participantes expressaram que gostariam de mais foco na criatividade, em sala de aula. E, apesar de os estudantes da Geração Z acreditarem que são mais criativos que as gerações passadas, professores e alunos pensam igual ao entenderem que o melhor método de aprendizagem é fazendo e criando. Essa perspectiva se correlaciona diretamente com os 60% dos educadores que procuram mais oportunidades de aprendizagem prática em sala de aula e os 52% que desejam atualizar seus currículos.

Fonte: http://www.segs.com.br/educacao/49448-estudantes-da-geracao-z-consideram-a-criatividade-a-chave-para-o-sucesso-segundo-estudo-da-adobe.html