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Aprendizados com o SXSWedu (parte 2)

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Na postagem passada, trouxemos alguns importantes temas que foram tratados no SXSWedu deste ano. Hoje o foco fica na tecnologia dentro de sala de aula. Será que ela realmente vem pra ficar ou é só uma fase? Abaixo você descobre o que viram alguns participantes brasileiros do evento.

Segundo Débora Dias Garofalo, professora orientadora de sala de informática, como as crianças e adolescentes estão em constante contato com a tecnologia, acabam desenvolvendo e aprimorando habilidades como a criatividade e a inovação. Para ela, a criança também precisa ter contato com a tecnologia dentro de sala, mas de uma forma mais contextualizada e que objetive o aprendizado.

Já o professor paranaense, Jocemar do Nascimento, fez uma importante reflexão, após um debate sobre construção de pensamento computacional: os atuais recursos tecnológicos presentes no ambiente escolar, amanhã, podem se tornar obsoletos. É necessário, então, preparar os estudantes para que utilizem a ferramenta que tiverem disponível para o momento.

Um assunto importante levantado durante um dos debates do evento, foram as crianças refugiadas e como elas tem utilizado o Skype como importante ferramenta de comunicação. Em uma experiência vista pela professora Mara Mansani, foi mostrado um vídeo de crianças que se conectam com crianças de outros campos de refugiados, trocam ideias educacionais e experiências.

Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/4793/tem-tecnologia-dentro-da-sala-de-aula-e-nao-da-mais-para-voltar-atras

Aprendizados com o SXSWedu (parte 1)

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Maior evento de inovação do mundo, o SXSW também tem espaço para a educação com o SXSWedu. Ele reúne diversos profissionais mundiais da área para troca de conhecimento.

Algumas lições importantes foram verificadas por professores brasileiros que participaram do evento. Entre elas, um assunto cada vez mais abordado no mundo educacional: o protagonismo em sala de aula. Segundo o professor de geografia, Fábio Augusto Machado, ficou nítida a importância dada aos professores no processo de aprendizagem, no SXSWedu.

Ao se falar de tecnologia em sala de aula, segundo Greiton Toledo de Azevedo, professor de Matemática em Goiás, a tecnologia pode ser produzida dentro de sala de aula e não somente servir a ela. O professor, nesse momento, se torna parceiro do aluno para utilizar a tecnologia como meio de construção de conhecimento.

Outro fator levantado durante o evento foi a saúde mental dos alunos e dos professores. Em uma reflexão da professora da rede pública no Espírito Santo, Marlúcia Brandão, ela diz: “A saúde mental é uma coisa que não é discutida nas escolas ou fora delas. O professor precisa também identificar quando um aluno está com problemas em sua saúde mental. Mas como cuidar dessa criança se ele próprio também pode ter algumas questões nessa área? Pessoas quebradas quebram outras, pessoas destruídas destroem outras”.

Na próxima postagem aqui no blog, vamos trazer outros importantes conceitos trazidos no SXSWedu 2017.

Fontes:
https://novaescola.org.br/conteudo/4792/as-licoes-que-aprendemos-no-primeiro-dia-da-sxswedu

Será que os papais reconhecem o sorriso dos filhos?

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Como aproximar mais os pais e responsáveis à sala de aula? Mostrando a eles que, talvez, não estão nem reconhecendo mais o sorriso dos próprios filhos.

A professora Carla Borges criou uma dinâmica chamada “Descubra-me pelo sorriso”. A ideia, com este método, era verificar se familiares conseguiam acompanhar o que seus filhos faziam no ambiente escolar. A tarefa era simples: para que os responsáveis pudessem ter acesso às atividades das crianças, antes era necessário reconhecer o sorriso do seu filho em um dos envelopes.

O resultado chamou a atenção da professora e dos pais: muitos deles não reconheceram o sorriso dos filhos. Após essa constatação, Carla buscou estratégias para aproximar as famílias à escola. Uma delas foi criar um jardim de comportamento. Nele, cada aluno era responsável pelo cuidado de uma flor de papel que continha “pétalas”. Estas pétalas eram como um bônus, e o aluno deveria cooperar e ter um bom comportamento para não perder estas pétalas. O cuidado pelo jardim deveria ser grande, já que, posteriormente, ele seria visto pelos pais.

Posteriormente, já com o apoio das famílias, foi produzido um livro sobre a vida das crianças. Para a produção, foi necessária a ajuda dos pais, para contarem suas histórias. Os leitores foram funcionários da escola e, durante a reunião de pais, foi marcada uma mesa de autógrafos com os trabalhos desenvolvidos.

Crédito da foto: Arquivo Pessoal/Carla Borges

Fontes:
http://porvir.org/e-possivel-inovar-na-reuniao-de-pais-professora-usa-sorrisos-para-mostrar-sim/

Unir ao invés de separar

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Transformar uma sala de recursos multifuncionais em um laboratório de inovação? A professora Nângella Simões acreditou que seria possível e fez.

Anteriormente, ela utilizava o espaço para produção de materiais e atividades direcionados a alunos com alguma deficiência. Porém, mudanças foram surgindo nas metodologias de trabalho, e as estratégias agora são voltadas para a aprendizagem de todos alunos, com um sem deficiência.

A ideia surgida em Ipatinga/MG foi em 2015, com o objetivo de incluir efetivamente os alunos com deficiência, mudando as práticas dentro da escola e englobando todos no mesmo espaço. Isso trouxe uma nova visão sobre a educação inclusiva, pensado sempre no coletivo e oferecendo estratégias pedagógicas diversificadas, sempre respeitando as limitações de cada um.

Pesquisas educacionais demonstram os benefícios que o trabalho colaborativo traz para aprendizagem de crianças com deficiência. Nas salas de recursos multifuncionais, foram introduzidas noções básicas de eletrônica, por exemplo.

Créditos da foto: Rodrigo D’Ávila

Fonte: http://porvir.org/sala-de-recursos-vira-laboratorio-de-inovacao-para-promover-inclusao/

Aplicativos docentes

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A cada nova postagem que fazemos aqui no Conexão Xalingo, a certeza cresce: os dias da educação tradicional estão contados. E os professores sabem tão bem disso, que já estão, eles mesmos, criando aplicativos para o incentivo da educação.

É o caso dos aplicativos pedagógicos “Universos & Tribos”, “Profissap” e “Sonhe!”. Eles foram idealizados por professores de escolas estaduais do Rio de Janeiro, como parte do TecEscola.

O app “Universos & Tribos” trata-se de um quiz, com assuntos relacionados às disciplinas de matemática e biologia. Foi desenvolvido em uma parceria de professores das duas matérias. Após a utilização do aplicativo, percebeu-se uma mudança no perfil dos alunos e também mais aprovações ao final do ano letivo.

E para aqueles alunos que não sabem o que fazer após se formarem no ensino médio? O aplicativo “Profissap” é um direcionamento para profissões de interesse, funcionando como um teste vocacional.

Já o app “Sonhe!” visa dar suporte aos alunos, com informações sobre assuntos de matemática, música e história.

Fontes:
http://www.correiodobrasil.com.br/rio-professores-usam-tecnologia-para-incentivar-alunos/

Robótica no meio do Amazonas

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Conhecido por sua natureza, através das diversidades de fauna e flora, o estado do Amazonas agora também busca ser reconhecido pela criação de tecnologia.

Com a ideia de permitir que o aluno aprenda a criar tecnologia, a Manaós Tech for Kids é uma escola de robótica e programação para crianças inaugurada no HUB Tecnologia e inovação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Ela é uma escola para alunos de 6 a 16 anos, com uma divertida divisão das turmas: as crianças de 6 a 11 anos são chamadas de Padawns – aprendiz de Jedi. Já a turma para estudantes de 12 a 16 anos é a Jedi, em clara referência a “Star Wars”.

Segundo um dos fundadores da escola, Glauco Aguiar, a ideia é que a crianças se expressem por meio da tecnologia, criando e não só consumindo ela. A escola utiliza uma metodologia a qual já falamos aqui no Conexão Xalingo: a chamada “sala de aula invertida”. Através dela, o professor não é detentor do conhecimento, mas sim o direcionador, auxiliando os alunos a encontrar as ferramentas para resolução de problemas.

Mais informações sobre a escola, podem ser encontradas aqui.

Fontes:
http://www.acritica.com/channels/manaus/news/manaos-tech-inaugura-escola-de-robotica-e-programacao-para-criancas

O crescimento da gamificação

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A gamificação tem crescido cada vez mais no Brasil e, agora, começa a ter apoio até mesmo de universidade norte-americana.

A coleção “Ludicidade, Jogos Digitais e Gamificação na Aprendizagem: Estratégias para Transformar as Escolas no Brasil” é organizada pelo Centro Lemann de Empreendedorismo e Inovação Educacional da Universidade de Stanford (dos EUA), com colaboração da Universidade Federal de Pernambuco e outras empresas. Para construí-la, estão sendo convidados educadores, pesquisadores, empreendedores e estudantes. Nesta coleção terá um livro e um canal no Youtube, que objetiva a promoção de debates sobre incentivos a inovação em sala de aula, através de jogos digitais e gamificação.

No livro, será possível visualizar estudos sobre atividades lúdicas na educação, com artigos científicos e técnicos. Já o canal no Youtube terá narrativas de professores e de estudantes, sobre eventos de interação entre jogos e aprendizagem.

Saiba mais sobre o projeto, aqui.

Fonte: http://porvir.org/livro-canal-de-video-reunem-estudos-praticas-de-jogos-na-educacao/

Guia com orientações sobre uso responsável da internet

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Cada vez mais crianças e adolescentes estão conectados à internet. E isso é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que possuem mais informações à disposição, é necessário um cuidado redobrado com sua segurança. Pensando nisso o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) desenvolveu guias com orientações educativas para pais, educadores e alunos.

No guia “#Internet com Responsa”, por exemplo, os pais e educadores têm acesso a orientações de como lidar com assuntos como discursos de ódio, cyberbullying e sexting. Outra publicação é a “#Fik Dik”, que traz à tona esses temas, na linguagem de crianças e adolescentes.

Exemplos reais, como a de um estudante que foi condenado a pagar indenização a um professor, devido a boatos espalhados em uma rede social, ajudam a conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância de ter cuidados na rede e estão presentes nos conteúdos.

Os guias podem ser baixados aqui.

Fontes:
http://porvir.org/como-garantir-seguranca-de-criancas-adolescentes-na-rede/

A leitura transforma

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Lidar com sentimentos negativos, já é difícil para um adulto. Para uma criança, então, pode se tornar um processo ainda mais dolorido. Para auxiliar os pequenos nestes momentos, a professora Izabel Soares de Souza utilizou da literatura como apoio para as situações difíceis que seus alunos enfrentavam, como a perda dos pais, por exemplo.

Izabel fez a leitura do livro “Tenho Monstros na Barriga” com as crianças. Ele apresenta monstrinhos para abordar os sentimentos e ainda um questionário que os pequenos podem responder. Por diversas semanas, a professora contava a história de dois monstrinhos e também realizava uma aula prática. Em uma das aulas, os estudantes tiveram a oportunidade de escrever o que os deixava com raiva, em um cartaz. Finalizada esta atividade, ela levou os alunos para o ginásio da escola. Lá eles receberam uma bola, que tinham que jogar nos sentimentos que os incomodavam. O resultado foi que puderam colocar para fora o que o estavam sentindo, inclusive alguns se emocionando com o momento.

Além disso, Izabel utilizou o livro como resolução de questões disciplinares. Em uma das atividades, onde foi abordado o bullying, as crianças tiveram de contar o que as deixava tristes. E ela acabou descobrindo que a maioria dos alunos tinha problemas a resolver.

O resultado do projeto foi que as crianças começaram a se respeitar mais, percebendo que os colegas também passam por algum problema na vida. O amadurecimento e empatia ficaram evidentes neste momento, para Izabel.

Créditos da foto: Izabel Soares de Souza/Arquivo Pessoal

Fontes:
http://porvir.org/professora-usa-monstrinhos-para-falar-sobre-emocoes-criancas/

Dicas de como aproximar as famílias à escola através da tecnologia

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Muitas são as possibilidades que a tecnologia traz na melhoria do ensino, e ela também pode ser muito eficaz na aproximação das famílias junto à escola.

Entre as dicas está o famoso Whatsapp. Nele, por exemplo, o professor pode criar um grupo para a turma e adicionar responsáveis. Assim, todos podem interagir entre si. Outra opção é a lista de transmissão que, diferentemente do grupo, o professor dispara uma mensagem para todos os contatos, mas eles não ficam sabendo a quem mais foi enviado o conteúdo.

Existe, também, o Remind. Sua proposta é estimular a aproximação dos pais na vida escolar dos filhos. Neste aplicativo é possível enviar lembretes, fotos, documentos, PDF’s, entre outros. Está disponível para sistemas operacionais Android e iOS. Saiba mais em: https://www.remind.com

Outra dica é o ClassApp. Ele é um ótimo organizador e, além de simples recados, é possível enviar enquetes, relatórios, agenda de reuniões, eventos e até mesmo autorizações, com assinaturas digitais. Conheça-o em: https://www.classapp.com.br

 

Fonte: Nova Escola