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Nosso cérebro precisa ser educado

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Provavelmente todos nós já pensamos que determinados gênios como Einstein, Jobs ou Hawking simplesmente nasceram assim, com suas inteligências além do comum, sem que precisassem estudar muito. Mas a neurociência defende exatamente o contrário à esta ideia: a inteligência e as habilidades de alguém são moldáveis. E afirma, com convicção, que a educação é um desenvolvimento constante do cérebro.

Defensor ferrenho desta ideia, o neurocientista Facundo Manes abordou o assunto no Observatorio Iberoamericano de Neurociencias y Educación (OINE), na sua palestra de nome “Educar com o Cérebro em Mente”. Para ele, a educação é parte essencial de um cérebro bem desenvolvido, e o primeiro passo para uma educação melhor é identificar que se trata de um desenvolvimento.

E sabe aquela história de que só utilizamos somente 10% de nosso cérebro? Facundo afirma que esse é um dos muitos mitos criados, juntamente à ideia de que fazer várias coisas ao mesmo tempo é bom para o nosso cérebro. Manes também é categórico em afirmar que o cansaço é bom para o cérebro e, cansar a mente, é algo que a educação faz muito bem. Isso acontece devido ao fato de que nossos recursos cognitivos precisam ser exercitados. Se não cansamos nosso cérebro, significa que ele não está sendo levado ao limite, mas apenas trabalhando em níveis baixos, como em ações que não exigem muito pensamento.

Manes exalta o importantíssimo papel da educação neste cenário e que, nosso cérebro, é o produto de uma evolução de milhares de anos, onde somos alfabetizados há mais de 7 mil anos. E, embora a tecnologia seja fascinante, é necessário um cuidado ainda maior ao educar em uma sociedade cada vez mais digital.

Fonte: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2017/01/10/1148240/descubra-educacao-pode-forma-proteger-cerebro.html

Aprendizagem Baseada em Projetos

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O Colégio Sesi Internacional de Curitiba abriu mão da divisão por séries com o intuito de integrar todas as disciplinas em torno de desafios. No início de cada bimestre, os alunos decidem quais assuntos desejam aprender.

Com variados assuntos à escolha, os alunos optam por oficinas que envolvem a turma na solução de diferentes desafios. Os estudantes são divididos em grupos, onde fazem pesquisas e desenvolvem projetos para responder a um complexo questionamento feito pelo professor.

Por exemplo: durante uma oficina que envolve economia, a aula de matemática ajuda a entender juros simples e compostos, enquanto história trata de revolução industrial e física aborda o funcionamento da máquina a vapor, gerando assim, uma convergência entre todas as disciplinas.

A avaliação, para identificar se o grupo solucionou o desafio recebido, também é diferenciada: professores fazem acompanhamento do processo cognitivo e do processo relacional, através de diferentes instrumentos de avaliação, como apresentações, atividades escritas, relatórios, projetos e participação.

No início, o aluno Guilherme Heil Kinas, estranhou a metodologia de ensino do colégio. Mas, após ter passado por oito oficinas de aprendizagem, avaliou que esse formato contribuiu para ampliar suas habilidades de comunicação e até mesmo perder a timidez, já que todo bimestre é preciso trabalhar em diferentes equipes e, no final, apresentar uma solução para o desafio proposto.

A tecnologia também faz parte do ensino, seja em pesquisas ou até mesmo para conversas com profissionais de outros países. A escola também utiliza os avanços tecnológicos a favor da educação em disciplinas eletivas. Além de contar com atividades de teatro, desenho, línguas estrangeiras ou até mesmo práticas esportivas, são oferecidas aulas de cinema, fotografia, robótica e tantas outras.

Fontes:
http://porvir.org/escola-movida-desafios-prepara-alunos-para-atuar-cenario-global/

O Correio da Amizade

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Com vinte anos de experiência em sala de aula, foi há dez anos que a professora Sandra Cristina da Silva Cassiano começou a perceber a grande importância de valorizar a autoestima das crianças. Como parte do processo, ela costuma fazer rodas de conversa, que ajudam a direcionar a mente para práticas contemplativas e meditativas.

Durante alguns minutos, ela realiza, junto aos alunos, um agradecimento por tudo que possuem, e pensam em sonhos que já foram realizados. Segundo ela, as crianças começaram a ficar mais atentas, resultando em melhor rendimento em sala de aula.

Como parte disso tudo, ela organiza pequenos grupos de estudo com monitores. Sandra os divide conforme os diferentes níveis de aprendizagem, possibilitando que tirem dúvidas e aprendam juntos. Ao perceberem que podem auxiliar no processo de aprendizagem dos colegas, eles se sentem úteis e ficam mais seguros.

Todos os dias eles buscam utilizar palavras positivas e frases afirmativas. Em sala de aula foi construído um caderno de elogios e uma mala de sabedorias com livros e histórias altruístas. Durante a semana, são escolhidos momentos, no início ou final da aula, para escrever elogios aos colegas, professores ou qualquer outra pessoa da comunidade escolar. Para a atividade deram o nome de “Correio da Amizade”.

O projeto está tomando proporções maiores e outros professores já estão trabalhando com essa ideia.

Fontes:
http://porvir.org/professora-cria-caderno-de-elogios-para-valorizar-autoestima-dos-alunos/

A gamificação que ajuda crianças especiais

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A utilização de jogos educativos tem feito a diferença para alunos com necessidades especiais, nos colégios de São Paulo.

A startup israelense Matific, especializada em gamificação para o estudo matemático desde a educação infantil até o sexto ano, desenvolveu uma plataforma que está sendo utilizadas por instituições como a Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli, em Diadema, e a particular Beit Yaacov, de São Paulo.

O sistema israelense permite personalizar as atividades para cada aluno. Isso permite, por exemplo, que alunos com necessidades especiais participem das mesmas atividades do restante da turma, à medida que o sistema de jogos utilizado pelo colégio possibilita o trabalho de forma conjunta. Antes da plataforma, esses estudantes participavam de outras atividades, separados do grupo, justamente por não conseguirem acompanhar o conteúdo programático.

Segundo a psicopedagoga da empresa, Ana Paula Carmagnani, a Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli possui, em todas as turmas, alunos com necessidades especiais, com questões físicas, cognitivas, mentais, que utilizam a plataforma de jogos educativos.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=498619

Experimentando educar diferente

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A Escola Municipal André Urani, na Rocinha, no Rio de Janeiro, não possui turmas tradicionais: estudantes participam em conjunto das atividades.

Ela conta com 240 estudantes da localidade e comunidades vizinha e é um Ginásio Experimental de Tecnologias Educacionais (GENTE), uma parceira da prefeitura da cidade com a iniciativa privada, cujo objetivo é testar metodologias de ensino inovadoras.

Na escola não existe quadro negro, nem carteiras individuais. As escolas tradicionais são deixadas de lado e dão lugar aos “times”, que reúnem, em um grande salão, alunos do sétimo, oitavo e nono anos. A internet, por lá, é parte central do aprendizado.

Com computadores e livros, os estudantes sentam-se em mesas hexagonais, uns de frente para os outros, estudando todos juntos. Cada aluno segue um plano de estudo personalizado, disponível em seu laptop, mas também podem contar com a ajuda de colegas e de suas próprias pesquisas online. Tudo isso ocorre sob a monitoria de professores de diferentes disciplinas.

Nos laboratórios, muito parecidos com as salas de aula tradicionais, os estudantes recebem um reforço de conteúdo nas disciplinas em que apresentam mais dificuldades. São sete horas dentro da escola e ninguém parece ter pressa de ir pra casa.

No total, são 16 professores trabalhando em tempo integral na escola. Nos projetos especiais, os alunos trabalham com várias disciplinas ao mesmo tempo. Foi assim ao longo da última semana de outubro, por exemplo, quando eles estudaram o Halloween, tanto nas aulas de inglês quanto de história, e, por fim, fizeram uma festa.

Fontes:
https://noticias.terra.com.br/a-escola-de-onde-os-alunos-nao-querem-sair,678ee412328ba6598b8f9f70e1d522bajqrmdy2k.html

Quem disse que criança não gosta de ler jornal?

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Ler jornais sempre foi um hábito relacionado exclusivamente aos adultos. Mas esta é uma realidade que o Joca, primeiro e único jornal impresso para crianças no Brasil, quer modificar.

Nascido de um pedido do público infantil, que queria estar por dentro do que acontece para discutir com seus colegas, o Joca tem seu conteúdo produzido por jornalistas e pedagogos. Para Stéphanie Habrich, diretora executiva do jornal, é fundamental formar crianças e jovens para participar de práticas reais de leitura e escrita, para que possam ler e compreender a si mesmos e o mundo que os cerca.

O jornalismo infantil, segundo Stéphanie, segue os mesmos princípios éticos do jornalismo voltado para o público adulto, com apuração, imparcialidade e pluralidade de vozes. A diferença é que o conteúdo voltado para o público infantil procura aproximar as notícias da realidade das crianças. Para isso, a linguagem e estrutura do texto são adequadas a essa faixa etária.

O jornal é entregue a cada 15 dias, nas casas das crianças. Segundo Stéphanie, o feedback dos estudantes é maravilhoso, onde alguns relatam que ficam contando os dias para a chegada do Joca e outros dizem dormir com o jornal embaixo do travesseiro.

A inspiração para o desenvolvimento do Joca vem de países como Estados Unidos, Europa e Ásia, que possuem diversos exemplos de sucesso de jornais para crianças.

Fontes:
https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/para-formar-leitores-criticos-o-joca-faz-noticia-para-criancas/

Muros com vida

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Um muro pode ser somente a forma de manter, as pessoas não bem-vindas, longe de um determinado local. Mas também pode ser um ótimo local para interação e, porque não, uma ferramenta de ensino. É o que aconteceu no Colégio Avance, em Recife/PE.

Através da gestora Paula Emiliana de Oliveira Queiroz, a comunidade escolar se uniu para transformar os muros do colégio com a ação “Repense o conceito de muro”. No começo, foram disponibilizados papéis coloridos para que alunos, colaboradores e até mesmo moradores de rua pudessem escrever suas ideias. Elas trouxeram o norte para que houvesse ressignificação do espaço.

Uma das criações na parede foi o espaço Hashtag, destinado ao recolhimento e doação de livros. O local fica protegido da chuva e, no início, foram disponibilizados dois livros. Atualmente, todos os dias há novos livros na área.
Já a horta no muro é para que a comunidade possa plantar, cultivar e colher. Inicialmente, eram plantados coentro, cebolinha e alface. Hoje já há até muda de hortelã. Segundo a gestora, todas as plantas estão bem cuidadas, sem nenhuma degradação.
Além disso, o muro conta com QR Codes, que disponibilizam conteúdos produzidos pelos alunos, como vídeos, trabalhos e artigos.

Durante sua inauguração, foram doados potinhos com sementes de coentro aos participantes e divulgada a frase do muro: “Repense: o muro agora conecta, interage e comunica. Mas sem você, ainda será só um muro”.

Fonte:
http://porvir.org/escola-transforma-muro-em-espaco-de-interacao-comunidade/

Sarau no Youtube

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As mídias sociais podem parecer, muitas vezes, vilãs da educação. Mas estar antenado a elas pode nos trazer ideias de como inserí-las em sala de aulas e torna-las aliadas na hora de ensinar. Foi o que fez Mônica Torres Giannini, professora de Língua Portuguesa da E.E. Jorge Calil Assad Sallum.

Mônica desenvolveu um sarau virtual e na atividade os alunos fazem encenações e vestem-se de acordo com a proposta de conteúdo. Após isso, o trabalho é editado e postado na página da educadora no Youtube. Segundo ela, no primeiro sarau foi realizada uma brincadeira com temas das décadas de 20, 50 e 70. Já no segundo foi desenvolvida uma representação da vida dos moradores de rua.

Na disciplina, Mônica trabalhou especificamente estrutura e linguagem poética, conotação, denotação e tudo que envolve uma poesia. O trabalho é realizado com estudantes do 7º ano do ensino fundamental.

Além da Língua Portuguesa, os alunos têm contato com disciplinas de Matemática, Arte e História, além da oportunidade de aprender conceitos de edição de vídeo e todo o processo de montagem do sarau. Em 2017 o trabalho continuará na unidade de Tempo Integral, desta vez abrangendo disciplinas de ciências e eletiva de Robótica.

Fontes:
http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/professora-utiliza-youtube-para-realizar-sarau-com-alunos-do-fundamental

Intercâmbio como agente social

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O estado de Pernambuco possui o Programa Ganhe o Mundo (PGM), para estudantes do ensino médio interessados em fazer intercâmbio. O investimento é grande, mas o retorno, ainda maior. Jovens que acessam uma nova cultura, vivem um período de imersão em um segundo idioma e se tornam mais confiantes pelo fato de viverem longe de suas zonas de conforto. Em suas voltas, tornam-se referência em suas comunidades de que, com esforço, é possível atingir objetivos.

Segundo a superintendente do programa, Renata Serpa, os jovens voltam mais autoconfiantes após os intercâmbios, tornando-se exemplos em suas cidades ou bairros. Muitos deles conseguiram se empregar como instrutores de língua quando voltaram ao Brasil, dando aulas de inglês e espanhol. Outro fator observado é de que o PGM é uma ferramenta de transformação social, influenciando fortemente na vida dos estudantes, na hora que terminam o ensino médio. Segundo Charles Martins, coordenador de intercâmbio do PGM, há muitos alunos do programa que hoje cursam uma universidade, e estes mesmos estudantes falam que, o intercâmbio, foi fundamental para a escolha da profissão.

Para fortalecer o programa, os alunos precisam realizar um projeto quando retornam ao país. Deve ser algo que tenha relação à experiência que o estudante viveu durante o período no exterior, e que tenha alguma relevância para a comunidade dele no estado. O projeto tem o formato dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), comuns nas universidades, e são apresentados na escola em que cada um estuda.

Fontes:
http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/dez-anos-de-educacao-em-pernambuco/2016/12/12/NWS,9946,70,512,NOTICIAS,2190-INTERCAMBIO-GERA-RETORNO-SOCIAL.aspx

Singapura de olho na educação

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Em 1960, Singapura ainda patinava em patamar semelhante ao de países africanos, na área da educação. Mais de 50 anos depois, ela alcança três pódios no ranking da OCDE, nas matérias de ciências, matemática e leitura. O país fez o básico e, agora, é mais um bom exemplo para o Brasil.

O primeiro passo tomado, em Singapura, foi transformar a carreira de professor em uma das mais atraentes do país. Jovens mestre ganham tanto quanto os iniciantes na engenharia. O salário é um grande incentivo para que os melhores alunos se interessem pela profissão: formam-se professores aqueles 30% que obtêm as notas mais altas no ensino médio; os outros não são sequer aceitos no prestigiado Instituto Nacional de Educação de Singapura.

Além disso, por lá existem laboratórios para desenvolver novas formas de ensinar e laboratórios para testá-la. A ideia é de que, dar aula, é uma ciência como qualquer outra: exige método, rigor, estudo, repetição, e não apenas dom ou criatividade. Neste ambiente, bons alunos aprendem a se tornar bons professores. À ciência junta-se a prática de sala de aula: aspirantes à docência passam um bom tempo de sua formação ensinando estudantes sob a tutoria dos mais experientes.

Como em outros países asiáticos, Singapura quer formar gente capaz de produzir ciência e inovação. Para isso, o aluno é incentivado desde cedo a fazer pesquisa e a se familiarizar com certos conceitos que mais tarde irão aprofundar.

Fontes:
http://veja.abril.com.br/educacao/ninguem-segura-cingapura/