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Categoria -Na Prática

O uso da tecnologia na sala de aula: Google Maps

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A tecnologia precisa estar à serviço da educação e do conhecimento. Como educadores, é preciso olhar além das inovações tecnológicas que surgem todos os dias e tentar aplica-las em sala de aula, para tornar o assunto apresentado para os estudantes ainda mais atrativo e interessante.

Foi pensando nisso que a professora Bruna Negreiros decidiu aplicar a tecnologia com os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental. A ferramenta escolhida foi o Google Maps e através dele as crianças puderam descobrir características e curiosidades de diversos países do mundo.

A aula foi ministrada no Laboratório de Informática e os estudantes conheceram pontos turísticos importantes como o Coliseu, em Roma, e Torre Eiffel, em Paris. Eles ainda visitaram os Museus Capitolinos, que ficam no Vaticano, o menor país do mundo, com a ajuda do Google Culture Institute.

Completando a imersão cultural os alunos utilizaram o Google Tradutor para traduzir frases de diversos idiomas. A partir de frases criadas ao longo das atividades em aula, as turmas ouviram diferentes dialetos, aprendendo sobre pronúncia e entonação.​

 

 

O uso de recursos tecnológicos na sala de aula

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O uso de recursos tecnológicos está associado, intrinsecamente, ao processo de ensino e aprendizagem da atualidade. A utilização de Computadores, tablets, telefones, câmeras, etc. fazem parte do cotidiano da sociedade e sendo a escola uma entidade que possui papel relevante neste contexto, não poderia ser diferente. Estes recursos contribuem para que as vivências de aprendizagem das crianças sejam participativas e colaborativas, no sentido de que é necessário pesquisar, construir e desconstruir, trocar para que os objetivos de cada um e do grupo sejam atingidos.

Inicialmente, quando se apresenta uma proposta de aprendizagem em que será utilizado novo hardware ou aplicativo, é necessário um tempo para livre exploração. A curiosidade e a criatividade das crianças precisam de espaço e tempo para acontecerem neste ambiente único que é a sala de aula, onde podem dividir dúvidas e descobertas com os colegas e professores, onde se autorizam a compartilhar aprendizagens.

As crianças possuem naturalidade ao interagir com estas ferramentas, porém é necessário que se apresente os aplicativos adequados para uma determinada proposta, pois desta forma se está proporcionando também a aprendizagem em relação ao uso e aplicabilidade de diferentes softwares.

Em projeto de pesquisa realizado com crianças de 8 e 9 anos, tendo como temática central o Universo, algumas situações de aprendizagem em que se fez uso de tecnologias emergiram, principalmente pela curiosidade das crianças. Pesquisas foram feitas tanto em livros quanto em sites de busca. Informações foram comparadas, apresentadas, fontes de informações foram questionadas. Os dados coletados sobre planetas, estrelas, satélites, buracos negros, galáxias, nebulosas, viraram cartazes confeccionados em programa de edição de textos.

Outros recursos utilizados pelo grupo foram aplicativos de uso livre encontrados na internet como o de construção de mural online onde cada um contribuiu, iterativamente e no mesmo momento, com os conhecimentos construídos durante o desenvolvimento das pesquisas. Quiz interativo também foi desenvolvido com perguntas e respostas criadas pelas crianças e que foi aplicado tanto com colegas da escola quanto com os familiares, pois o mesmo estava online. Futuramente será realizada a gravação das crianças apresentando suas aprendizagens para que um documentário venha ao ar!

Independente da ferramenta que se utilize o importante no uso de tecnologias dentro da escola é o entendimento de que estes recursos servem para instrumentalizar aprendizagens, auxiliar na apropriação do conhecimento pela criança. Elas precisam agir sobre, criarem. Sentirem a necessidade e saberem que existem ferramentas capazes de viabilizar o que desejam fazer.

Professora Melissa Rodrigues Sebolt

Graduada em Pedagogia com especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional
 

 

 

 

 

 

Aprendendo sobre as locomotivas com brinquedos de material reciclado

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A reciclagem é uma constante na nossa vida. Na atual situação do planeta a gente sabe que reciclar, além de estar na moda, faz bem para o meio ambiente, ajuda a natureza e ainda desperta a nossa criatividade.

As crianças que aprendem desde cedo a importância da reciclagem se tornam adultos mais conscientes do seu papel no mundo. Foi pensando nisso, que a professora Lesandra Costa, lá da Escola Cenecista Professor Alcides Conter, na cidade de Butiá, no Rio Grande do Sul, resolveu ensinar para os seus alunos a importância de aproveitar materiais reciclados que iriam ser descartados, mostrando que é possível transformá-los em brinquedos de verdade usando apenas um pouco de criatividade.

Na atividade, feita em sala de aula com estudantes do 3º ano, os alunos aprendiam sobre locomotivas a vapor e a importância desse meio de transporte para uma época da nossa história. Como muitas crianças nunca tinham visto de perto uma locomotiva, a professora teve a ideia de transformar caixas, tampinhas de garrafa, rolos de papel e muito mais coisas que a gente joga fora sem nem pensar em uma utilidade, em brinquedos bem legais, feitos pelas mãos das próprias crianças. Para isso, as crianças trouxeram de casa materiais que eles juntaram e que poderiam ser reaproveitados. O resultado foram brinquedos cheios de criatividade e uma aula de consciência ecológica para a criançada. Reciclar pode ser mais divertido do que você imagina. É possível fazer vários outros brinquedos legais utilizando materiais que a gente julga inúteis.

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Alunos aproveitaram materiais que iriam para o lixo e aprenderam mais sobre as locomotivas a vapor

E você, o que faz para tornar o mundo um lugar melhor? Mande seu relato pelo nosso formulário que ele também pode aparecer por aqui!

Esse post foi uma contribuição da Professora Lesandra Costa, da Escola Cenecista Professor Alcides Conter, da cidade de Butiá.

A importância das animações no desenvolvimento infantil

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Na onda do sucesso de “Divertida Mente”, nova animação da Disney que estreou recentemente, a psicóloga Camila Oliveira da Silva nos fala um pouco sobre a importância desses desenhos animados para o desenvolvimento da criança. Leia o relato da profissional:

Muitas são as formas de se dialogar com o universo infantil. Um dos recursos utilizados são as histórias representadas nos desenhos e filmes animados. Os personagens permitem que os processos de identificação ocorram em espaços que vão além dos sentidos comuns da realidade cotidiana, ao liberar a imaginação. Constrói-se assim um movimento essencial do desenvolvimento que pode ser alcançado sempre que a criança for inserida na fantasia. O que a criança devolve ao mundo após se apropriar do conteúdo de uma animação, são expressões de suas emoções, que podem ser fundamentais para a elaboração de seus conflitos e resolução dos problemas de forma criativa.

Os desenhos e filmes em formato de animação favorecem também as interações entre as crianças e as pessoas que a circundam– pais, irmãos, amigos, professores, etc. O espaço que se cria é atemporal e nele é possível a pertença e o encontro, adultos resgatam as sensações da infância e a imaginação no sentido mais puro. A criança perdida renasce e as crianças presentes sentem-se aceitas, a identificação não é limitada ao momento em que se assiste a animação, ela se estende às conversas no carro, ao almoço, aos bordões dos personagens, a decoração da festa de aniversário. Juntamente com as brincadeiras ao ar livre, os jogos, as encenações e demais processos lúdicos, as animações representam uma interessante e divertida oportunidade de inserção no vasto território do imaginário infantil.

Camila Oliveira da Silva

Psicóloga CRP12/10653