Conexão Xalingo – Blog

Categoria -Inspirações

Estudante cria uma forma de limpar os oceanos do mundo

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Ser jovem é ter a mente cheia de ideias e colocá-las em prática é um grande desafio para quem ainda tem pouca idade. Mas a juventude nos dá uma coragem única e também aquela sensação maravilhosa de que podemos mudar o mundo com as nossas ações.

Boyan Slat, 19 anos, é um estudante holandês de engenharia que combinou ambientalismo, criatividade e tecnologia para resolver questões globais de sustentabilidade. Ele trabalhou no desenvolvimento de um dispositivo chamado Ocean Cleanup Array, capaz de limpar os fluxos de plástico nos oceanos, que já acumula mais de 7 milhões de toneladas do material.

A máquina funcionará como um filtro, recolhendo todo o material flutuante, armazenados em recipientes até ser recolhido para reciclagem em terra. A vida marinha continuaria segura, pois mesmo o lixo recolhido continua em contato com água, na separação eles seriam devolvidos ao mar, num processo de limpeza que levaria 5 anos.

Apesar de ser ainda um protótipo, o jovem já criou a The Ocean Cleanup Foundation, uma organização sem fins lucrativos.

O uso de recursos tecnológicos na sala de aula

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O uso de recursos tecnológicos está associado, intrinsecamente, ao processo de ensino e aprendizagem da atualidade. A utilização de Computadores, tablets, telefones, câmeras, etc. fazem parte do cotidiano da sociedade e sendo a escola uma entidade que possui papel relevante neste contexto, não poderia ser diferente. Estes recursos contribuem para que as vivências de aprendizagem das crianças sejam participativas e colaborativas, no sentido de que é necessário pesquisar, construir e desconstruir, trocar para que os objetivos de cada um e do grupo sejam atingidos.

Inicialmente, quando se apresenta uma proposta de aprendizagem em que será utilizado novo hardware ou aplicativo, é necessário um tempo para livre exploração. A curiosidade e a criatividade das crianças precisam de espaço e tempo para acontecerem neste ambiente único que é a sala de aula, onde podem dividir dúvidas e descobertas com os colegas e professores, onde se autorizam a compartilhar aprendizagens.

As crianças possuem naturalidade ao interagir com estas ferramentas, porém é necessário que se apresente os aplicativos adequados para uma determinada proposta, pois desta forma se está proporcionando também a aprendizagem em relação ao uso e aplicabilidade de diferentes softwares.

Em projeto de pesquisa realizado com crianças de 8 e 9 anos, tendo como temática central o Universo, algumas situações de aprendizagem em que se fez uso de tecnologias emergiram, principalmente pela curiosidade das crianças. Pesquisas foram feitas tanto em livros quanto em sites de busca. Informações foram comparadas, apresentadas, fontes de informações foram questionadas. Os dados coletados sobre planetas, estrelas, satélites, buracos negros, galáxias, nebulosas, viraram cartazes confeccionados em programa de edição de textos.

Outros recursos utilizados pelo grupo foram aplicativos de uso livre encontrados na internet como o de construção de mural online onde cada um contribuiu, iterativamente e no mesmo momento, com os conhecimentos construídos durante o desenvolvimento das pesquisas. Quiz interativo também foi desenvolvido com perguntas e respostas criadas pelas crianças e que foi aplicado tanto com colegas da escola quanto com os familiares, pois o mesmo estava online. Futuramente será realizada a gravação das crianças apresentando suas aprendizagens para que um documentário venha ao ar!

Independente da ferramenta que se utilize o importante no uso de tecnologias dentro da escola é o entendimento de que estes recursos servem para instrumentalizar aprendizagens, auxiliar na apropriação do conhecimento pela criança. Elas precisam agir sobre, criarem. Sentirem a necessidade e saberem que existem ferramentas capazes de viabilizar o que desejam fazer.

Professora Melissa Rodrigues Sebolt

Graduada em Pedagogia com especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional
 

 

 

 

 

 

Aprendendo sobre as locomotivas com brinquedos de material reciclado

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A reciclagem é uma constante na nossa vida. Na atual situação do planeta a gente sabe que reciclar, além de estar na moda, faz bem para o meio ambiente, ajuda a natureza e ainda desperta a nossa criatividade.

As crianças que aprendem desde cedo a importância da reciclagem se tornam adultos mais conscientes do seu papel no mundo. Foi pensando nisso, que a professora Lesandra Costa, lá da Escola Cenecista Professor Alcides Conter, na cidade de Butiá, no Rio Grande do Sul, resolveu ensinar para os seus alunos a importância de aproveitar materiais reciclados que iriam ser descartados, mostrando que é possível transformá-los em brinquedos de verdade usando apenas um pouco de criatividade.

Na atividade, feita em sala de aula com estudantes do 3º ano, os alunos aprendiam sobre locomotivas a vapor e a importância desse meio de transporte para uma época da nossa história. Como muitas crianças nunca tinham visto de perto uma locomotiva, a professora teve a ideia de transformar caixas, tampinhas de garrafa, rolos de papel e muito mais coisas que a gente joga fora sem nem pensar em uma utilidade, em brinquedos bem legais, feitos pelas mãos das próprias crianças. Para isso, as crianças trouxeram de casa materiais que eles juntaram e que poderiam ser reaproveitados. O resultado foram brinquedos cheios de criatividade e uma aula de consciência ecológica para a criançada. Reciclar pode ser mais divertido do que você imagina. É possível fazer vários outros brinquedos legais utilizando materiais que a gente julga inúteis.

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Alunos aproveitaram materiais que iriam para o lixo e aprenderam mais sobre as locomotivas a vapor

E você, o que faz para tornar o mundo um lugar melhor? Mande seu relato pelo nosso formulário que ele também pode aparecer por aqui!

Esse post foi uma contribuição da Professora Lesandra Costa, da Escola Cenecista Professor Alcides Conter, da cidade de Butiá.

A importância das animações no desenvolvimento infantil

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Na onda do sucesso de “Divertida Mente”, nova animação da Disney que estreou recentemente, a psicóloga Camila Oliveira da Silva nos fala um pouco sobre a importância desses desenhos animados para o desenvolvimento da criança. Leia o relato da profissional:

Muitas são as formas de se dialogar com o universo infantil. Um dos recursos utilizados são as histórias representadas nos desenhos e filmes animados. Os personagens permitem que os processos de identificação ocorram em espaços que vão além dos sentidos comuns da realidade cotidiana, ao liberar a imaginação. Constrói-se assim um movimento essencial do desenvolvimento que pode ser alcançado sempre que a criança for inserida na fantasia. O que a criança devolve ao mundo após se apropriar do conteúdo de uma animação, são expressões de suas emoções, que podem ser fundamentais para a elaboração de seus conflitos e resolução dos problemas de forma criativa.

Os desenhos e filmes em formato de animação favorecem também as interações entre as crianças e as pessoas que a circundam– pais, irmãos, amigos, professores, etc. O espaço que se cria é atemporal e nele é possível a pertença e o encontro, adultos resgatam as sensações da infância e a imaginação no sentido mais puro. A criança perdida renasce e as crianças presentes sentem-se aceitas, a identificação não é limitada ao momento em que se assiste a animação, ela se estende às conversas no carro, ao almoço, aos bordões dos personagens, a decoração da festa de aniversário. Juntamente com as brincadeiras ao ar livre, os jogos, as encenações e demais processos lúdicos, as animações representam uma interessante e divertida oportunidade de inserção no vasto território do imaginário infantil.

Camila Oliveira da Silva

Psicóloga CRP12/10653

Aplicativo desenvolvido por estudantes brasileiras é destaque em feira americana

Aplicativo desenvolvido por estudantes brasileiras é destaque em feira americana

Um grupo de estudantes do Recife criou um aplicativo para ensinar as crianças a usar a água de forma racional. A ideia das estudantes foi tão boa que elas ganharam o reconhecimento até de uma feira importante de inovação nos Estados Unidos, a Technovation Challenge. Elas são as únicas brasileiras inscritas na mostra, que traz as melhores inovações feitas por jovens em todo o mundo.

O projeto leva o nome de The Last Drop (a última gota, em tradução literal) e foi feito por cinco alunas da Escola Técnica Estadual Cícero. A ideia surgiu devido à crise hídrica vivida pelo país desde o ano passado.

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Aplicativo ajuda a criar uma consciência sobre a importância da água e atenta para a crise hídrica vivenciada no Brasil nos últimos anos

“Escolhemos o tema porque um problema que não é só nosso, mas do mundo todo”, diz Gabrielle Lopes, 16, uma das desenvolvedoras do projeto. “Tivemos de desenvolver o jogo em dois meses, para cumprir o prazo do concurso, o que foi um desafio para nós”, conta.

No aplicativo, a protagonista Victoria tem um tempo limitado para encontrar todas as maneiras em que pode ajudar a combater o desperdício em uma das cinco fases. A escola onde as meninas estudam oferece cursos de desenvolvimento e design digital, o que facilitou na criação do aplicativo inovador.

Elas contam que algumas pessoas se surpreendem quando descobrem que o projeto foi feito apenas por meninas. Afinal, apesar de consumirem muita tecnologia no mundo, as mulheres ainda não participam muito da criação de inovações tecnológicas.

Christiane Poppi, diretora-executiva no Brasil do Technovation Challenge, afirma que ainda existe muito preconceito com o trabalho da mulher nas novas tecnologias e nas inovações. “O estímulo à participação feminina vem de encontro com o preconceito que as mulheres sofrem todos os dias, em todas as áreas.” Ela ainda afirma que a grande maioria das meninas nem pensa na tecnologia como uma possível escolha de profissão. “Já está enraizado na nossa sociedade que tecnologia não é coisa de mulher.”

A executiva disse ainda que a participação do Brasil no troneio internacional vem crescendo a cada ano. O Brasil é um dos destaques da feira, que conta com 26 países participantes e mais de 6 mil projetos inscritos.

Fonte da imagem: Folha de São Paulo (www.folha.com.br)

Escolas inovadoras ao redor do mundo (Parte 1)

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Bons exemplos precisam ser divulgados e seguidos. Separamos algumas escolas ao redor do mundo que inovaram e trouxeram novidades para dentro da sala de aula. A lousa e o giz ficaram em segundo plano e agora a criatividade e a tecnologia, além de liberdade e da confiança nos alunos, são alguns dos elementos que fazem dessas escolas bons exemplos de escolas inovadoras que ensinaram “fora da caixa”. Mais adiante vamos fazer mais um post com outras escolas bacanas para você conhecer.

Confira a lista e se inspire:

1 – Creche Into The Woods
Em Londres a creche Into The Woods atende crianças entre 2 anos e meio e 5. Até aí nenhuma novidade. Mas a escola tem um diferencial em relação às demais: a creche não possui paredes ou sala de aula. Tudo é aprendido ao ar livre, faça chuva ou faça sol.

A escola foi inaugurada em abril do ano passado e ganhou muitos fãs já nos primeiros meses de funcionamento. O modelo não é nenhuma novidade na educação do Velho Continente já que países como Alemanha, Escócia e alguns países da Escandinávia já possuem escolas que ensinam dessa forma.

Por lá, os alunos se conectam com a natureza, desenvolvem a criatividade e ainda habilidades de pensamento, além de construírem autoconfiança e também se divertem muito.

Aulas ao ar livre são o diferencial da escola inglesa Into The Woods

2 – Escola Municipal Amorim Lima
Esse exemplo vem de São Paulo e segue um modelo alternativo de ensino. Por lá, os estudantes tem bastante autonomia para organizar debates e integrar disciplinas. A diretora da escola assume o papel de tutora e os pais também participam ativamente das propostas de sala de aula. Até mesmo a página da escola no Facebook é administrada pelos pais dos alunos. A tradicional lousa é usada apenas nas aulas de inglês, português e matemática.

Na escola paulista os alunos têm autonomia e os pais auxiliam diretamente no ensino dos filhos

3 – Escola da Ponte
Essa escola portuguesa é mesmo bem diferente e inovadora. Não existem salas de aula, nem disciplinas e muito menos horários regrados. Lá, os alunos têm atividades variadas e os temas são trazidos pelos professores. Cada aluno tem a liberdade de escolher o tema que mais lhe interessa e estudá-lo, sozinho ou em grupos. O aprendizado é feito em mesas coletivas ou ainda ao ar livre, como o aluno preferir. As provas e exames são feitos somente quando os alunos sentem-se prontos para serem testados.

A escola portuguesa aboliu as provas e exames. Os alunos só são testados quando se sentem seguros nas disciplinas ensinadas

4 – GENTE
Essa escola inovadora fica dentro da maior favela da América Latina, a Rocinha, na cidade do Rio de Janeiro. A Escola Pública Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacional (GENTE) ensina de uma forma bem inusitada. Lá os alunos se reúnem por interesse e curiosidades em comum, e não por séries como as escolas convencionais. A tecnologia é muito presente no dia a dia dos alunos, que possuem um ambiente baseado na liberdade e na criatividade.

Outro exemplo brasileiro, agora do Rio de Janeiro, onde as crianças aprendem com o uso da tecnologia e também com muita liberdade

5 – Quest to Learn
Imagine uma escola onde o ensino é feito através de jogos? Isso já é realidade em Nova York, nos Estados Unidos. Nessa escola, que é pública, os alunos aprendem integralmente através de jogos. Além de divertidos, os games são didáticos e prendem a atenção do aluno, que aprende brincando. Por lá, os índices de aprendizado estão acima da média, o que torna uma referência para outras de todo o mundo. Uma prova de que a brincadeira e a ludicidade pode sim ser aliada do ensino.

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Na escola americana o uso dos jogos é essencial para o aprendizado em sala de aula

 

E você, conhece alguma escola inovadora? Mande seu relato por aqui e veja a sua escola aparecer aqui no blog Conexão Xalingo como um bom exemplo a ser seguido!

Fonte: www.hypeness.com.br
www.catraquinha.catracalivre.com.br

Jovem americana cria clube para ensinar meninas a programar

Menina cria clube para ensinar garotas a programar

Quem disse que tecnologia é coisa de homens? Cada vez mais as mulheres estão dominando o mundo da tecnologia e da inovação. E não são só as mulheres mais velhas não, tem muita gente jovem mostrando que sabe bem o que está fazendo nessa área.

Um desses exemplos é a jovem Ava Brodie. Com apenas 11 anos de idade a americana mostrou que sabe muito de tecnologia e manja muito de programação.

Ela descobriu o talento por programas durante as aulas na escola Twin Falls Middle School, em Washington. Ela se deu conta que a maioria das crianças que se interessavam pelo assunto na aula eram meninos e aí veio a ideia inovaora: ela decidiu criar um clube de meninas para ensiná-las a programar.

A ideia do clube é fazer com que as meninas não fiquem com medo ou se sintam intimidadas a ingressar nesse mercado que ainda é dominado pelos homens. Além de aprender a programar em linguagens como Python e Ruby, as participantes também têm aula de desenvolvimento de jogos.

A iniciativa de Ava ficou tão conhecida que ela foi a convidada de honra no evento Tech Superwomen Summit, em São Francisco, e pôde conversar com várias outras mulheres da área de tecnologia.

 

Jovem cria aplicativo para ajudar na compra do material escolar

Jovem cria aplicativo que ajuda na compra do material escolar

Os pais ficam de cabelo em pé quando precisam comprar a lista do material escolar dos seus filhos. Vendo o desespero da mãe ano após ano, o jovem David Braga, de apenas 14 anos, colocou sua criatividade para funcionar e inventou uma maneira simples e inovadora de fazer as compras.

O adolescente criou um aplicativo (List-It) que agiliza a compra de material escolar sem precisar ir à livraria. Basta preencher os campos com o nome do colégio e a série do aluno que todos os itens aparecem assinalados.

“É muito simples: é uma lógica invertida de e-commerce (comércio eletrônico), onde as pessoas entram lá e vai estar tudo selecionado. Por isso, a lógica invertida. Então o que ela já tem, apenas ‘desseleciona'”, diz o empreendedor David Braga.

A compra do material leva menos de cinco minutos. A startup tem quase três mil clientes cadastrados só em Alagoas.

O lucro do empreendimento criado por David é revertido no seu futuro. O dinheiro é guardado em uma poupança para que ele possa aplicar na ampliação do próprio negócio e também no futuro do jovem.

As ideias simples podem fazer muita diferença no mundo em que vivemos. Por isso, sempre incentive seus alunos a colocarem em prática suas ideias inovadoras. Elas podem gerar lucros e até serem tocadas como um emprego de verdade. Mas independente disso, desenvolver a criatividade, o lado inovador e empreendedor da criança é o que mais conta nessas horas.

Fonte: www.globo.com