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Categoria -Inspirações

Aprendendo matemática através de jogos

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Existe uma teoria que diz que matemática se ama ou odeia. Mas entre esses dois extremos, é possível encontrar estratégias para o que amor pela matéria seja pra todos. E aplicar a disciplina, através de um jogo, tem dado certo para a professora Roberta Schnorr Buehring.

Há 21 anos na profissão e mestre em Alfabetização Matemática, ela sempre enxergou no lúdico, um aliado para ensinar matemática. Para comprovar sua teoria, ela desenvolveu o jogo Detetive dos Números, na Escola Básica Municipal Vitor Miguel de Souza, em Florianópolis/SC.

O jogo trata-se de um quadro com sequência de números de 1 a 100. Através do auxílio de outros colegas, um dos alunos deve descobrir, por meio de dicas e visualizando o quadro, qual dos algorismos é o que está escrito em um papel, que está colado na sua testa.

Segundo Roberta, o aluno, através das dicas, vai elaborando o raciocínio. Com o quadro, eles somam e também desenvolvem a capacidade de perguntar e responder, em um verdadeiro trabalho em grupo. O jogo não tem um ganhador, já que é criado para ser um trabalho em equipe. Assim, todos se ajudam.

O jogo trouxe resultados muito positivos, já que para a professora o desempenho e interesse dos alunos, pela matéria, cresceu. Como é o caso das alunas Larissa Monteiro Almeida e Rafaella Almeida dos Santos, que passaram a gostar mais da disciplina após a inserção do projeto em sala de aula.

Créditos da Foto: Leo Munhoz / Agência RBS

Fonte: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/04/professores-da-rede-publica-apostam-na-criatividade-para-melhorar-desempenho-dos-alunos-9768875.html

Física no folder de mercado

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Temida por uma grande parcela de estudantes, inclusive com uma das menores taxas de acerto no ENEM (segundo pesquisa do appProva), a Física pode ser ensinada de uma forma mais próxima da realidade do estudante. É o que fez o professor Sandro Soares Fernandes, do Colégio Pedro II, Campus São Cristovão III.

A ideia foi aproveitar um momento de rotina, como a ida ao mercado, e criar um folder de ofertas fictícias. No anúncio, ao invés de preço, os produtos usavam unidades diferentes. Por exemplo: uma lâmpada era vendida por horas de uso, pão de forma por fatias e sandálias por anos de caminhada.

O aluno precisava, então, fazer uma série de estimativas. Exemplo: se valeria a pena comprar um pacote de 500 gramas de macarrão ou 500 metros do produto. Com esse folder fictício, comparando com anúncios de um supermercado de verdade, os estudantes tiveram a atividade de explorar massa, comprimento, volume, área, densidade, entre outros pontos. Para cada produto, compararam preços e pensaram nas suas relações para encontrarem os melhores preços.

Segundo Sandro, algumas estratégias foram adotadas pelos grupos. Para o macarrão, os grupos estimaram o comprimento de cada espaguete e a quantidade deles em um pacote de 500g. Também estimaram a massa e o tamanho de cada um dos espaguetes, para identificar o número deles por pacote e seu comprimento total alinhados.

Para o professor, a atividade foi recompensatória, já que os alunos e ele próprio sentiram-se desafiados e, trazer o mundo real pra matéria, tornou-a mais fácil de ser aprendida.

Fontes:
http://porvir.org/sala-de-aula-se-transforma-em-supermercado-para-aprender-fisica/

Robótica em sala de aula

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A Universidade de São Paulo (USP) desenvolve um projeto que visa incluir a robótica na vida escolar das crianças da rede pública de São Carlos/SP.

O projeto ensina os princípios da robótica aos estudantes, com aulas que despertam o interesse dos alunos pela tecnologia. A ação conta com o apoio de empresas famosas na área da informática.

Conforme Eduardo Simões, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), o projetivo busca retirar o “medo” das crianças em relação à robótica, permitindo-os que tenham contato com os materiais, brinquem, e até destruam e construam da forma que quiserem, para que não sintam-se limitados na ideia de “não pode mexer”.

Os alunos têm acesso a conceitos de programação e comandos, mas tudo de um jeito mais leve e divertido, tendo contato diretamente com as máquinas. O aluno Davi Correa, de 11 anos, acha que os robôs trariam mais interesse dos estudantes às aulas. Já Eduardo Abreu, de 10 anos, diz que não gosta muito de matemática e que, através das máquinas, poderia aprender mais sobre a matéria.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/projeto-da-usp-leva-robotica-para-escolas-publicas-de-sao-carlos.ghtml

(Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Escrever a mão? Não precisa mais.

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Em plena era digital, é compreensível a reclamação de estudantes sobre reescrever textos e materiais à mão. O projeto “Espaço Literário” foi desenvolvido pensando nestas situações.

Desenvolvido como um website, através dele os alunos têm a possibilidade de divulgar e editar materiais que produziram, e receber feedback das professoras online, tornando os processos de edição e reescrita textual mais eficientes.

O projeto é concebido por Rosinete dos Santos Freitas, professora de Língua Portuguesa e também por Catia Regina Bernardes Fernandes, professora de Tecnologia Educacional. Uma das ideia é que, através dele, todos tenham acesso aos materiais, como contos e crônicas dos alunos, e não somente professores.

O resultado tem sido muito positivo, já que, alunos que possuíam dificuldade ou desinteresse em escrever no papel, agora se sentem à vontade para registrar suas ideias. Além disso, o fato de possuírem mais “leitores”, os estimulou a escreverem melhor e com mais atenção.

Fontes:
http://dc.clicrbs.com.br/sc/dc-na-sala-de-aula/noticia/2017/03/professoras-criam-projeto-online-para-incentivar-leitura-e-producao-textual-9758457.html

Sustentabilidade Escolar

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A sustentabilidade é tema constante em sala de aula. E nada melhor do que a própria escola ser exemplo sustentável. É o caso do Colégio Estadual Erich Walter Heine, no Rio de Janeiro.

Ele foi inaugurado em 2011 e é o primeiro colégio da América Latina a ter reconhecimento sustentável através do Green Building Council. O seu telhado é verde e ele é construído no formato de cata-vento, o que facilita a circulação do ar e consequente diminuição da absorção de calor no ambiente. A água da chuva é reaproveitada, além das lâmpadas serem de LED.

O resultado foi a redução de até 40% no consumo de energia da escola, poupando em torno de R$ 5 mil em despesas de água e luz, por mês. Tudo isso trouxe consciência ambiental aos estudantes também. As disciplinas básicas, por exemplo, dividem espaço com atividades como reciclagem, cuidados com horta e manutenção do telhado verde.

Além destas atividades sustentáveis, que já são da rotina dos alunos, durante o ano também acontecem outros projetos sustentáveis. No final de 2016, por exemplo, foram recolhidos pneus usados para então produzir e colocar poltronas pela escola.

Fonte: http://porvir.org/escola-publica-rio-tem-telhado-verde-praticas-sustentaveis/

Será que os papais reconhecem o sorriso dos filhos?

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Como aproximar mais os pais e responsáveis à sala de aula? Mostrando a eles que, talvez, não estão nem reconhecendo mais o sorriso dos próprios filhos.

A professora Carla Borges criou uma dinâmica chamada “Descubra-me pelo sorriso”. A ideia, com este método, era verificar se familiares conseguiam acompanhar o que seus filhos faziam no ambiente escolar. A tarefa era simples: para que os responsáveis pudessem ter acesso às atividades das crianças, antes era necessário reconhecer o sorriso do seu filho em um dos envelopes.

O resultado chamou a atenção da professora e dos pais: muitos deles não reconheceram o sorriso dos filhos. Após essa constatação, Carla buscou estratégias para aproximar as famílias à escola. Uma delas foi criar um jardim de comportamento. Nele, cada aluno era responsável pelo cuidado de uma flor de papel que continha “pétalas”. Estas pétalas eram como um bônus, e o aluno deveria cooperar e ter um bom comportamento para não perder estas pétalas. O cuidado pelo jardim deveria ser grande, já que, posteriormente, ele seria visto pelos pais.

Posteriormente, já com o apoio das famílias, foi produzido um livro sobre a vida das crianças. Para a produção, foi necessária a ajuda dos pais, para contarem suas histórias. Os leitores foram funcionários da escola e, durante a reunião de pais, foi marcada uma mesa de autógrafos com os trabalhos desenvolvidos.

Crédito da foto: Arquivo Pessoal/Carla Borges

Fontes:
http://porvir.org/e-possivel-inovar-na-reuniao-de-pais-professora-usa-sorrisos-para-mostrar-sim/

Unir ao invés de separar

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Transformar uma sala de recursos multifuncionais em um laboratório de inovação? A professora Nângella Simões acreditou que seria possível e fez.

Anteriormente, ela utilizava o espaço para produção de materiais e atividades direcionados a alunos com alguma deficiência. Porém, mudanças foram surgindo nas metodologias de trabalho, e as estratégias agora são voltadas para a aprendizagem de todos alunos, com um sem deficiência.

A ideia surgida em Ipatinga/MG foi em 2015, com o objetivo de incluir efetivamente os alunos com deficiência, mudando as práticas dentro da escola e englobando todos no mesmo espaço. Isso trouxe uma nova visão sobre a educação inclusiva, pensado sempre no coletivo e oferecendo estratégias pedagógicas diversificadas, sempre respeitando as limitações de cada um.

Pesquisas educacionais demonstram os benefícios que o trabalho colaborativo traz para aprendizagem de crianças com deficiência. Nas salas de recursos multifuncionais, foram introduzidas noções básicas de eletrônica, por exemplo.

Créditos da foto: Rodrigo D’Ávila

Fonte: http://porvir.org/sala-de-recursos-vira-laboratorio-de-inovacao-para-promover-inclusao/

A leitura transforma

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Lidar com sentimentos negativos, já é difícil para um adulto. Para uma criança, então, pode se tornar um processo ainda mais dolorido. Para auxiliar os pequenos nestes momentos, a professora Izabel Soares de Souza utilizou da literatura como apoio para as situações difíceis que seus alunos enfrentavam, como a perda dos pais, por exemplo.

Izabel fez a leitura do livro “Tenho Monstros na Barriga” com as crianças. Ele apresenta monstrinhos para abordar os sentimentos e ainda um questionário que os pequenos podem responder. Por diversas semanas, a professora contava a história de dois monstrinhos e também realizava uma aula prática. Em uma das aulas, os estudantes tiveram a oportunidade de escrever o que os deixava com raiva, em um cartaz. Finalizada esta atividade, ela levou os alunos para o ginásio da escola. Lá eles receberam uma bola, que tinham que jogar nos sentimentos que os incomodavam. O resultado foi que puderam colocar para fora o que o estavam sentindo, inclusive alguns se emocionando com o momento.

Além disso, Izabel utilizou o livro como resolução de questões disciplinares. Em uma das atividades, onde foi abordado o bullying, as crianças tiveram de contar o que as deixava tristes. E ela acabou descobrindo que a maioria dos alunos tinha problemas a resolver.

O resultado do projeto foi que as crianças começaram a se respeitar mais, percebendo que os colegas também passam por algum problema na vida. O amadurecimento e empatia ficaram evidentes neste momento, para Izabel.

Créditos da foto: Izabel Soares de Souza/Arquivo Pessoal

Fontes:
http://porvir.org/professora-usa-monstrinhos-para-falar-sobre-emocoes-criancas/

Vista a camiseta da poesia

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Abordar a poesia de um jeito diferente. Esse foi o objetivo das professora Mara Mansani e Marlene Andrade com o projeto “Poemisetas – Escrevendo e Vestindo Nossos Versos”.

Elas buscaram poemas de famosos escritores do país, como Cecília Meirelles, Vinicius de Moraes e Cora Coralina. Após, solicitaram aos alunos a leitura de materiais escritos por estes poetas e, a partir disso, a tarefa das crianças foi escrever seus próprios poemas. O produto final disto, foi um livro com as produções dos estudantes, além de uma camiseta que continha trechos dos poemas escritos por eles.

Para iniciar o processo, os alunos estudaram a biografia de vários poetas e também declamaram alguns poemas. Além disso, foram realizadas rodas de leitura, para que as turmas participantes conhecessem melhor cada um desses escritores, e também suas obras.

Após, foram iniciadas as oficinas de escrita coletiva. Nelas, os alunos escreviam em duplas e até mesmo com a classe toda. Na etapa posterior, se iniciou a escrita individual, onde foram propostos alguns temas e as crianças puderam escrever de forma livre, cada um com seu estilo.

Ainda teve a etapa da criação do livro e, então, o desenvolvimento das camisetas. Cada aluno recebeu uma camiseta personalizada, com versos diferentes nas costas. Assim, da forma que as crianças se posicionaram lado a lado, o poema era recriado.

O final foi um belo sarau poético, com o local decorado de poemas, varal com as camisetas e outros adereços que deram o tom final ao momento.

 

Créditos da foto: Mara Mansani

 

Fontes: Nova Escola

Yoga em sala de aula

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O yoga tem inúmeros benefícios para a saúde física e mental do ser humano. Então, porque não adotá-lo em ambiente escolar, como forma de trazer melhorias à vida das crianças? Foi nisso que pensaram o professor João Soares e a pedagoga Rosa Muniz, que juntos criaram o projeto “Yoga com Histórias“.

A ideia do projeto é associar narrativas lúdicas aos movimentos de yoga, pois na visão do professor, a aula tradicional de yoga não funcionaria para crianças. Através das histórias, é possível entrar em contato com o inconsciente infantil, abordando suas emoções. A utilização de personagens auxilia na projeção desses sentimentos, facilitando o aprimoramento das técnicas.

O yoga, além de beneficiar na capacidade de lidar com os sentimentos, também muda a percepção de utilização do corpo. Através da atividade, as crianças melhoram a sua respiração e oxigenação cerebral, refletindo em uma maior concentração em aula.

Para João, o yoga deveria fazer parte do ambiente escolar, proporcionando momentos para as crianças relaxarem e assimilarem melhor as matérias passadas em aula.

 

 

Fontes: Porvir