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Categoria -Inspirações

Será que os papais reconhecem o sorriso dos filhos?

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Como aproximar mais os pais e responsáveis à sala de aula? Mostrando a eles que, talvez, não estão nem reconhecendo mais o sorriso dos próprios filhos.

A professora Carla Borges criou uma dinâmica chamada “Descubra-me pelo sorriso”. A ideia, com este método, era verificar se familiares conseguiam acompanhar o que seus filhos faziam no ambiente escolar. A tarefa era simples: para que os responsáveis pudessem ter acesso às atividades das crianças, antes era necessário reconhecer o sorriso do seu filho em um dos envelopes.

O resultado chamou a atenção da professora e dos pais: muitos deles não reconheceram o sorriso dos filhos. Após essa constatação, Carla buscou estratégias para aproximar as famílias à escola. Uma delas foi criar um jardim de comportamento. Nele, cada aluno era responsável pelo cuidado de uma flor de papel que continha “pétalas”. Estas pétalas eram como um bônus, e o aluno deveria cooperar e ter um bom comportamento para não perder estas pétalas. O cuidado pelo jardim deveria ser grande, já que, posteriormente, ele seria visto pelos pais.

Posteriormente, já com o apoio das famílias, foi produzido um livro sobre a vida das crianças. Para a produção, foi necessária a ajuda dos pais, para contarem suas histórias. Os leitores foram funcionários da escola e, durante a reunião de pais, foi marcada uma mesa de autógrafos com os trabalhos desenvolvidos.

Crédito da foto: Arquivo Pessoal/Carla Borges

Fontes:
http://porvir.org/e-possivel-inovar-na-reuniao-de-pais-professora-usa-sorrisos-para-mostrar-sim/

Unir ao invés de separar

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Transformar uma sala de recursos multifuncionais em um laboratório de inovação? A professora Nângella Simões acreditou que seria possível e fez.

Anteriormente, ela utilizava o espaço para produção de materiais e atividades direcionados a alunos com alguma deficiência. Porém, mudanças foram surgindo nas metodologias de trabalho, e as estratégias agora são voltadas para a aprendizagem de todos alunos, com um sem deficiência.

A ideia surgida em Ipatinga/MG foi em 2015, com o objetivo de incluir efetivamente os alunos com deficiência, mudando as práticas dentro da escola e englobando todos no mesmo espaço. Isso trouxe uma nova visão sobre a educação inclusiva, pensado sempre no coletivo e oferecendo estratégias pedagógicas diversificadas, sempre respeitando as limitações de cada um.

Pesquisas educacionais demonstram os benefícios que o trabalho colaborativo traz para aprendizagem de crianças com deficiência. Nas salas de recursos multifuncionais, foram introduzidas noções básicas de eletrônica, por exemplo.

Créditos da foto: Rodrigo D’Ávila

Fonte: http://porvir.org/sala-de-recursos-vira-laboratorio-de-inovacao-para-promover-inclusao/

A leitura transforma

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Lidar com sentimentos negativos, já é difícil para um adulto. Para uma criança, então, pode se tornar um processo ainda mais dolorido. Para auxiliar os pequenos nestes momentos, a professora Izabel Soares de Souza utilizou da literatura como apoio para as situações difíceis que seus alunos enfrentavam, como a perda dos pais, por exemplo.

Izabel fez a leitura do livro “Tenho Monstros na Barriga” com as crianças. Ele apresenta monstrinhos para abordar os sentimentos e ainda um questionário que os pequenos podem responder. Por diversas semanas, a professora contava a história de dois monstrinhos e também realizava uma aula prática. Em uma das aulas, os estudantes tiveram a oportunidade de escrever o que os deixava com raiva, em um cartaz. Finalizada esta atividade, ela levou os alunos para o ginásio da escola. Lá eles receberam uma bola, que tinham que jogar nos sentimentos que os incomodavam. O resultado foi que puderam colocar para fora o que o estavam sentindo, inclusive alguns se emocionando com o momento.

Além disso, Izabel utilizou o livro como resolução de questões disciplinares. Em uma das atividades, onde foi abordado o bullying, as crianças tiveram de contar o que as deixava tristes. E ela acabou descobrindo que a maioria dos alunos tinha problemas a resolver.

O resultado do projeto foi que as crianças começaram a se respeitar mais, percebendo que os colegas também passam por algum problema na vida. O amadurecimento e empatia ficaram evidentes neste momento, para Izabel.

Créditos da foto: Izabel Soares de Souza/Arquivo Pessoal

Fontes:
http://porvir.org/professora-usa-monstrinhos-para-falar-sobre-emocoes-criancas/

Vista a camiseta da poesia

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Abordar a poesia de um jeito diferente. Esse foi o objetivo das professora Mara Mansani e Marlene Andrade com o projeto “Poemisetas – Escrevendo e Vestindo Nossos Versos”.

Elas buscaram poemas de famosos escritores do país, como Cecília Meirelles, Vinicius de Moraes e Cora Coralina. Após, solicitaram aos alunos a leitura de materiais escritos por estes poetas e, a partir disso, a tarefa das crianças foi escrever seus próprios poemas. O produto final disto, foi um livro com as produções dos estudantes, além de uma camiseta que continha trechos dos poemas escritos por eles.

Para iniciar o processo, os alunos estudaram a biografia de vários poetas e também declamaram alguns poemas. Além disso, foram realizadas rodas de leitura, para que as turmas participantes conhecessem melhor cada um desses escritores, e também suas obras.

Após, foram iniciadas as oficinas de escrita coletiva. Nelas, os alunos escreviam em duplas e até mesmo com a classe toda. Na etapa posterior, se iniciou a escrita individual, onde foram propostos alguns temas e as crianças puderam escrever de forma livre, cada um com seu estilo.

Ainda teve a etapa da criação do livro e, então, o desenvolvimento das camisetas. Cada aluno recebeu uma camiseta personalizada, com versos diferentes nas costas. Assim, da forma que as crianças se posicionaram lado a lado, o poema era recriado.

O final foi um belo sarau poético, com o local decorado de poemas, varal com as camisetas e outros adereços que deram o tom final ao momento.

 

Créditos da foto: Mara Mansani

 

Fontes: Nova Escola

Yoga em sala de aula

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O yoga tem inúmeros benefícios para a saúde física e mental do ser humano. Então, porque não adotá-lo em ambiente escolar, como forma de trazer melhorias à vida das crianças? Foi nisso que pensaram o professor João Soares e a pedagoga Rosa Muniz, que juntos criaram o projeto “Yoga com Histórias“.

A ideia do projeto é associar narrativas lúdicas aos movimentos de yoga, pois na visão do professor, a aula tradicional de yoga não funcionaria para crianças. Através das histórias, é possível entrar em contato com o inconsciente infantil, abordando suas emoções. A utilização de personagens auxilia na projeção desses sentimentos, facilitando o aprimoramento das técnicas.

O yoga, além de beneficiar na capacidade de lidar com os sentimentos, também muda a percepção de utilização do corpo. Através da atividade, as crianças melhoram a sua respiração e oxigenação cerebral, refletindo em uma maior concentração em aula.

Para João, o yoga deveria fazer parte do ambiente escolar, proporcionando momentos para as crianças relaxarem e assimilarem melhor as matérias passadas em aula.

 

 

Fontes: Porvir 

Curti e compartilhei sua rotina escolar

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À primeira impressão, pode vir aquela ideia: Facebook e estudos não combinam. E motivos para isso não faltam. Porém Indiara Veçozzi, professora da rede estadual do Rio Grande do Sul, mostrou que é possível ter vantagens educativas na rede social.

Ela criou uma página no Facebook, onde posta os trabalhos realizados pelos alunos, recados para as famílias e mostra todas as atividades que são realizadas em sala de aula. Ela enxergou que desta forma, com um simples celular em mãos, as famílias conseguem acompanhar melhor seus filhos e a rotina escolar.

Indiara tem percebido que esta medida que adotou, trouxe maior envolvimento dos pais com a educação dos filhos. As famílias têm auxiliado mais na alfabetização e participado das atividades propostas. E, aliado a isso, as crianças estão mais empenhadas nas aulas, chegando a pedir o registro de muitas coisas que estão fazendo.

Fontes:
http://porvir.org/professora-usa-facebook-para-familias-acompanharem-rotina-escolar-das-criancas/

 

Todos podem cooperar

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A proatividade é uma competência cada vez mais valorizada no mundo corporativo, principalmente no atual momento da nossa história. Entendendo a importância de passar esse valor às crianças desde cedo, a professora Vanessa Araújo resolveu criar cargos aos alunos em sala de aula. Mas claro: a prioridade deles é ser estudante.

Diante de situações em que os alunos eram muito dependentes de terceiros, como por exemplo, limpar a sujeira de um lápis apontado, Vanessa desenvolveu algumas estratégias que envolvessem todos os alunos na limpeza do local. Ela criou uma lista de atividades para os alunos realizarem e, juntos, determinaram o que necessitava de mais cuidado, como limpeza e organização.

Vanessa apresentou todas as tarefas em uma tabela e assim cada aluno pode escolher qual seria função. Eles nomearam as atividades como empregos. O processo para manutenção do “emprego” foi claro: para continuar empregado, o aluno deveria ter um bom desempenho acadêmico, além de se comportar corretamente. Caso não seguisse isso, perderia o cargo.

Segundo a professora, a estratégia teve êxito total. Os alunos compreenderam que os responsáveis pela limpeza do colégio eram contratados para serviços mais pesados e que, limpezas mais básicas, poderiam ser resolvidas por eles próprios. Outro ponto observado por ela, foi o amadurecimento das crianças, já que sentiam-se orgulhosa em cooperar.

Fontes:
http://porvir.org/professora-transforma-sala-de-aula-em-empresa-cria-cargos-para-os-alunos/

O ensino socioemocional

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Um centro especializado no ensino socioemocional. Esse é o AfterSchool, onde no período do contraturno são oferecidas atividades como inglês, artes, dança, parkour, inteligência corporal e diversas outras.

O conceito do espaço não é somente ser um curso extracurricular, mas que as crianças aprendam a demonstrar empatia, resolução de problemas e diversas outras competências necessárias para a vida moderna. Segundo Leticia Lyle, que é sócia e diretora pedagógica do AfterSchool, a falta destas habilidades reflete nas dificuldades de aprendizagem.

Para desenvolver essas competências, o local se inspira na escola norte-americana Quest to Learn, que tem a ideia de envolver as crianças em desafios que conectam todas as experiências de aprendizado. Entre as questões abordadas, estão a participação de crianças em ações voluntárias ou desvendar um mistério. Por exemplo: em uma das atividades, a turma “viajou” a um planeta desconhecido. Fizeram pedras comestíveis encontradas lá e, na oficina de parkour, foi realizado circuito simulando este novo planeta.

Por lá, os cursos acontecem no período da manhã ou da tarde, voltados para crianças de 9 meses até 12 anos.

Créditos da foto: Marina Lopes / Porvir

Fonte: http://porvir.org/escola-contraturno-foca-desenvolvimento-socioemocional/

Uma escola onde se aprende brincando

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A maioria das instituições de ensino nos ensina, desde pequenos, que estudar e brincar são opostos e não devem ser misturados. Mas a Vivendo e Aprendendo, escola associativa de pais, que fica em Brasília/DF, veio para tornar mito essa lógica, mostrando que sim, diversão e aprendizagem podem ser ligados.

Surgida em 1982, a Vivendo e Aprendendo tem como base pedagógica a cooperação e o associativismo, onde todas as decisões são feitas em assembleias gerais. Atualmente, recebem crianças de dois a sete anos de idade, em um total de 16 turmas. Sua estrutura conta com diversas salas de aula dentro de um prédio que abriga seis casinhas parecidas com as de bonecas. Cada uma destas, representa um ciclo de aprendizagem, sendo cada um deles dividido por faixa etária.

Por lá, as crianças não utilizam uniforme, podem andar descalças e tomam até banhos de mangueira.

A escola também não usa apostilas, e o processo de alfabetização é chamado de “letramento”. As crianças têm contato, desde pequenas, com a leitura e a escrita, estimulando assim, suas habilidades. Para ensinar às crianças a importância de expressar seus sentimentos, a escola utiliza o dispositivo pedagógico do “eu não gosto”. Assim, quando um aluno não gosta de determinada atitude, ela é incentivada a dizer que não gostou daquilo.

Na Vivendo e Aprendendo são realizados projetos e atividades que, ao final de cada bimestre, são descritos em relatório. A rotina do local envolve seis atividades: roda inicial, primeira atividade, parque, lanche, o fora, a segunda atividade e a roda de histórias.

A alimentação também tem uma preocupação maior por lá, priorizando sempre alimentos naturais e saudáveis.

Créditos da foto: Juliana Lima

Fontes:
http://porvir.org/uma-escola-onde-brincar-estudar-caminham-juntos/

Tecnologia: um caminho sem volta

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Segundo Carolina Defilippi, mestre em educação pela Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) coordenadora da pós-graduação de inovação em educação do IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores), as crianças e adolescentes que nasceram na chamada “sociedade digital”, tendem a não respeitar hierarquias.

Isso acontece devido ao fato de que, já estão familiarizados desde pequenos com as ferramentas tecnológicas, possibilitando encontrar dados do seu interesse com facilidade. O resultado: acabam achando que sabem mais que o professor.

A mestre realizará a palestra “Imigrantes digitais educando nativos digitais – como isso funciona em sala de aula?”, no I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, no dia 8 de abril de 2017, em Campinas. No evento, serão tratados conceitos levantados pelo especialista em educação e tecnologia norte-americano, Marc Prensky.

Segundo o especialista, existem os imigrantes digitais e os nativos digitais: os chamados imigrantes nasceram em um mundo analógico e estão em adaptação ao tecnológico. Eles têm interesse por tecnologia e dominam as ferramentas, mas têm receios e sotaques, assim como um imigrante. Já os alunos são nativos, nascidos no mundo digital e muito mais informados que pessoas de gerações anteriores.

Para Carolina, o caminho para motivar alunos e conquistar o respeito deles, é o abandono das aulas expositivas e adoção de metodologias ativas, onde os estudantes constroem seu próprio conhecimento.

Fonte: http://porvir.org/metodologias-ativas-transformam-informacao-em-conhecimento/