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Categoria -Inspirações

Todos podem cooperar

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A proatividade é uma competência cada vez mais valorizada no mundo corporativo, principalmente no atual momento da nossa história. Entendendo a importância de passar esse valor às crianças desde cedo, a professora Vanessa Araújo resolveu criar cargos aos alunos em sala de aula. Mas claro: a prioridade deles é ser estudante.

Diante de situações em que os alunos eram muito dependentes de terceiros, como por exemplo, limpar a sujeira de um lápis apontado, Vanessa desenvolveu algumas estratégias que envolvessem todos os alunos na limpeza do local. Ela criou uma lista de atividades para os alunos realizarem e, juntos, determinaram o que necessitava de mais cuidado, como limpeza e organização.

Vanessa apresentou todas as tarefas em uma tabela e assim cada aluno pode escolher qual seria função. Eles nomearam as atividades como empregos. O processo para manutenção do “emprego” foi claro: para continuar empregado, o aluno deveria ter um bom desempenho acadêmico, além de se comportar corretamente. Caso não seguisse isso, perderia o cargo.

Segundo a professora, a estratégia teve êxito total. Os alunos compreenderam que os responsáveis pela limpeza do colégio eram contratados para serviços mais pesados e que, limpezas mais básicas, poderiam ser resolvidas por eles próprios. Outro ponto observado por ela, foi o amadurecimento das crianças, já que sentiam-se orgulhosa em cooperar.

Fontes:
http://porvir.org/professora-transforma-sala-de-aula-em-empresa-cria-cargos-para-os-alunos/

O ensino socioemocional

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Um centro especializado no ensino socioemocional. Esse é o AfterSchool, onde no período do contraturno são oferecidas atividades como inglês, artes, dança, parkour, inteligência corporal e diversas outras.

O conceito do espaço não é somente ser um curso extracurricular, mas que as crianças aprendam a demonstrar empatia, resolução de problemas e diversas outras competências necessárias para a vida moderna. Segundo Leticia Lyle, que é sócia e diretora pedagógica do AfterSchool, a falta destas habilidades reflete nas dificuldades de aprendizagem.

Para desenvolver essas competências, o local se inspira na escola norte-americana Quest to Learn, que tem a ideia de envolver as crianças em desafios que conectam todas as experiências de aprendizado. Entre as questões abordadas, estão a participação de crianças em ações voluntárias ou desvendar um mistério. Por exemplo: em uma das atividades, a turma “viajou” a um planeta desconhecido. Fizeram pedras comestíveis encontradas lá e, na oficina de parkour, foi realizado circuito simulando este novo planeta.

Por lá, os cursos acontecem no período da manhã ou da tarde, voltados para crianças de 9 meses até 12 anos.

Créditos da foto: Marina Lopes / Porvir

Fonte: http://porvir.org/escola-contraturno-foca-desenvolvimento-socioemocional/

Uma escola onde se aprende brincando

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A maioria das instituições de ensino nos ensina, desde pequenos, que estudar e brincar são opostos e não devem ser misturados. Mas a Vivendo e Aprendendo, escola associativa de pais, que fica em Brasília/DF, veio para tornar mito essa lógica, mostrando que sim, diversão e aprendizagem podem ser ligados.

Surgida em 1982, a Vivendo e Aprendendo tem como base pedagógica a cooperação e o associativismo, onde todas as decisões são feitas em assembleias gerais. Atualmente, recebem crianças de dois a sete anos de idade, em um total de 16 turmas. Sua estrutura conta com diversas salas de aula dentro de um prédio que abriga seis casinhas parecidas com as de bonecas. Cada uma destas, representa um ciclo de aprendizagem, sendo cada um deles dividido por faixa etária.

Por lá, as crianças não utilizam uniforme, podem andar descalças e tomam até banhos de mangueira.

A escola também não usa apostilas, e o processo de alfabetização é chamado de “letramento”. As crianças têm contato, desde pequenas, com a leitura e a escrita, estimulando assim, suas habilidades. Para ensinar às crianças a importância de expressar seus sentimentos, a escola utiliza o dispositivo pedagógico do “eu não gosto”. Assim, quando um aluno não gosta de determinada atitude, ela é incentivada a dizer que não gostou daquilo.

Na Vivendo e Aprendendo são realizados projetos e atividades que, ao final de cada bimestre, são descritos em relatório. A rotina do local envolve seis atividades: roda inicial, primeira atividade, parque, lanche, o fora, a segunda atividade e a roda de histórias.

A alimentação também tem uma preocupação maior por lá, priorizando sempre alimentos naturais e saudáveis.

Créditos da foto: Juliana Lima

Fontes:
http://porvir.org/uma-escola-onde-brincar-estudar-caminham-juntos/

Tecnologia: um caminho sem volta

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Segundo Carolina Defilippi, mestre em educação pela Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) coordenadora da pós-graduação de inovação em educação do IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores), as crianças e adolescentes que nasceram na chamada “sociedade digital”, tendem a não respeitar hierarquias.

Isso acontece devido ao fato de que, já estão familiarizados desde pequenos com as ferramentas tecnológicas, possibilitando encontrar dados do seu interesse com facilidade. O resultado: acabam achando que sabem mais que o professor.

A mestre realizará a palestra “Imigrantes digitais educando nativos digitais – como isso funciona em sala de aula?”, no I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, no dia 8 de abril de 2017, em Campinas. No evento, serão tratados conceitos levantados pelo especialista em educação e tecnologia norte-americano, Marc Prensky.

Segundo o especialista, existem os imigrantes digitais e os nativos digitais: os chamados imigrantes nasceram em um mundo analógico e estão em adaptação ao tecnológico. Eles têm interesse por tecnologia e dominam as ferramentas, mas têm receios e sotaques, assim como um imigrante. Já os alunos são nativos, nascidos no mundo digital e muito mais informados que pessoas de gerações anteriores.

Para Carolina, o caminho para motivar alunos e conquistar o respeito deles, é o abandono das aulas expositivas e adoção de metodologias ativas, onde os estudantes constroem seu próprio conhecimento.

Fonte: http://porvir.org/metodologias-ativas-transformam-informacao-em-conhecimento/

Regras são uma brincadeira

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Não é necessária muita pesquisa para se certificar que a Finlândia é um dos melhores países quando o assunto é educação. E dessa vez, o país nórdico, nos traz o exemplo de como as crianças por lá aprendem a respeitar, brincando.

Heikki Happonen, diretor da escola University of Eastern Finland, em North Karelia, falou sobre uma cena que explica muito bem isto, onde, na hora do almoço na escola, diversos alunos correm nos corredores, somente com meias nos pés e divertindo-se muito. Quando um professor aparece no caminho, não há qualquer espanto: ele simplesmente cumprimenta a todos sem qualquer formalidade. Este professor é o próprio Heikki, e segundo ele, esse é o retrato de um dos segredos do histórico sucesso da Finlândia na educação infantil.

Segundo o diretor, a atividade cerebral das crianças é melhor quando estão em movimento. Elas concentram-se mais nas aulas e ficam mais sociáveis. O país entende que, brincar, é o mecanismo que mais auxilia no aprendizado das crianças. Lá, a brincadeira e aprendizagem andam juntas até os 7 anos e os pequenos têm intervalo de 15 minutos para recreação externa, a cada hora, até o ensino médio.

Um outro segredo crucial, é o ambiente de aprendizagem. As crianças sentem-se em casa, como se a escola as pertencesse. Elas compreendem, ali, que estão em um lugar onde são respeitadas, estão seguras e confortáveis, e acima de tudo: são importantes.

Fontes:
http://porvir.org/como-os-alunos-mais-jovens-obedecem-regras-na-finlandia/

Leitura + história = projetos interdisciplinares

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A leitura abriu portas para projetos interdisciplinares e incentivou os alunos a pesquisarem trajetórias e curiosidades de personagens históricos, na Escola Estadual Profª Maria Constança de Miranda Campos, em Salto/SP.

Cynara Aparecida Lenzi Veronezi, professora efetiva no ensino fundamental 1, desenvolveu um projeto sobre personalidades, onde cada aluno escolheu um personagem para estudar, como Hitler, Napoleão, Cora Coralina, Michael Jackson, entre outros.

Após cada aluno fazer sua pesquisa, foi realizada uma roda de conversa, onde foram apresentadas as histórias das personalidades. Durante todo o semestre do projeto, aconteceram links em todas as áreas de conhecimento. Os estudantes escreviam sobre os famosos na aula de português, aprendiam história enquanto pesquisavam suas vidas e utilizavam a matemática para fazer a linha do tempo.

O projeto trouxe empolgação aos alunos, que sugeriram ir à escola caracterizados de acordo com a personalidade a qual escolheram. A professora aceitou a ideia, e a adesão foi de todos. Segundo Cynara, o projeto teve uma abrangência global, envolvendo todas as áreas de conhecimento e animou a todos. O principal ganho, para ela, foi perceber o quanto os estudantes também se ajudaram: eles queriam mostrar o seu personagem, mas também queriam saber mais sobre o famoso que seus colegas apresentavam.

Fontes:
http://porvir.org/leitura-ganha-vida-alunos-vestidos-de-personalidades-famosas/

Rolou uma química nessa batalha

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Aprender, através de brincadeiras e jogos, tem trazido cada vez mais resultados positivos em todo o mundo. E quando se utiliza um velho conhecido, como o clássico Batalha Naval para ensinar Química? Parece uma tarefa impossível, mas a americana Karyn Tripp utilizou o jogo com seus filhos.

Mãe de quatro filhos, ela transformou a tabela periódica em um mapa de batalha naval. A brincadeira é simples: os jogadores devem circular linhas de dois a cinco elementos para demarcar suas embarcações, e então brincar usando as coordenadas, como acontece no jogo normal.

De forma divertida, os seus filhos têm aprendido sobre os elementos da tabela, mesmo que eles ainda não saibam o que significam. Segundo ela, um de seus filhos que tem 8 anos, mas ainda não sabe química, adorou o jogo.

E você: tem alguma ideia de clássicos jogos que também pode ser ferramentas de ensino?

Fontes:
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/01/mae-usa-batalha-naval-para-ensinar-tabela-periodica-seus-filhos.html

Aprendizagem Baseada em Projetos

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O Colégio Sesi Internacional de Curitiba abriu mão da divisão por séries com o intuito de integrar todas as disciplinas em torno de desafios. No início de cada bimestre, os alunos decidem quais assuntos desejam aprender.

Com variados assuntos à escolha, os alunos optam por oficinas que envolvem a turma na solução de diferentes desafios. Os estudantes são divididos em grupos, onde fazem pesquisas e desenvolvem projetos para responder a um complexo questionamento feito pelo professor.

Por exemplo: durante uma oficina que envolve economia, a aula de matemática ajuda a entender juros simples e compostos, enquanto história trata de revolução industrial e física aborda o funcionamento da máquina a vapor, gerando assim, uma convergência entre todas as disciplinas.

A avaliação, para identificar se o grupo solucionou o desafio recebido, também é diferenciada: professores fazem acompanhamento do processo cognitivo e do processo relacional, através de diferentes instrumentos de avaliação, como apresentações, atividades escritas, relatórios, projetos e participação.

No início, o aluno Guilherme Heil Kinas, estranhou a metodologia de ensino do colégio. Mas, após ter passado por oito oficinas de aprendizagem, avaliou que esse formato contribuiu para ampliar suas habilidades de comunicação e até mesmo perder a timidez, já que todo bimestre é preciso trabalhar em diferentes equipes e, no final, apresentar uma solução para o desafio proposto.

A tecnologia também faz parte do ensino, seja em pesquisas ou até mesmo para conversas com profissionais de outros países. A escola também utiliza os avanços tecnológicos a favor da educação em disciplinas eletivas. Além de contar com atividades de teatro, desenho, línguas estrangeiras ou até mesmo práticas esportivas, são oferecidas aulas de cinema, fotografia, robótica e tantas outras.

Fontes:
http://porvir.org/escola-movida-desafios-prepara-alunos-para-atuar-cenario-global/

O Correio da Amizade

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Com vinte anos de experiência em sala de aula, foi há dez anos que a professora Sandra Cristina da Silva Cassiano começou a perceber a grande importância de valorizar a autoestima das crianças. Como parte do processo, ela costuma fazer rodas de conversa, que ajudam a direcionar a mente para práticas contemplativas e meditativas.

Durante alguns minutos, ela realiza, junto aos alunos, um agradecimento por tudo que possuem, e pensam em sonhos que já foram realizados. Segundo ela, as crianças começaram a ficar mais atentas, resultando em melhor rendimento em sala de aula.

Como parte disso tudo, ela organiza pequenos grupos de estudo com monitores. Sandra os divide conforme os diferentes níveis de aprendizagem, possibilitando que tirem dúvidas e aprendam juntos. Ao perceberem que podem auxiliar no processo de aprendizagem dos colegas, eles se sentem úteis e ficam mais seguros.

Todos os dias eles buscam utilizar palavras positivas e frases afirmativas. Em sala de aula foi construído um caderno de elogios e uma mala de sabedorias com livros e histórias altruístas. Durante a semana, são escolhidos momentos, no início ou final da aula, para escrever elogios aos colegas, professores ou qualquer outra pessoa da comunidade escolar. Para a atividade deram o nome de “Correio da Amizade”.

O projeto está tomando proporções maiores e outros professores já estão trabalhando com essa ideia.

Fontes:
http://porvir.org/professora-cria-caderno-de-elogios-para-valorizar-autoestima-dos-alunos/

A gamificação que ajuda crianças especiais

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A utilização de jogos educativos tem feito a diferença para alunos com necessidades especiais, nos colégios de São Paulo.

A startup israelense Matific, especializada em gamificação para o estudo matemático desde a educação infantil até o sexto ano, desenvolveu uma plataforma que está sendo utilizadas por instituições como a Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli, em Diadema, e a particular Beit Yaacov, de São Paulo.

O sistema israelense permite personalizar as atividades para cada aluno. Isso permite, por exemplo, que alunos com necessidades especiais participem das mesmas atividades do restante da turma, à medida que o sistema de jogos utilizado pelo colégio possibilita o trabalho de forma conjunta. Antes da plataforma, esses estudantes participavam de outras atividades, separados do grupo, justamente por não conseguirem acompanhar o conteúdo programático.

Segundo a psicopedagoga da empresa, Ana Paula Carmagnani, a Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli possui, em todas as turmas, alunos com necessidades especiais, com questões físicas, cognitivas, mentais, que utilizam a plataforma de jogos educativos.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=498619