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Categoria -Inspirações

Aprendizagem Baseada em Projetos

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O Colégio Sesi Internacional de Curitiba abriu mão da divisão por séries com o intuito de integrar todas as disciplinas em torno de desafios. No início de cada bimestre, os alunos decidem quais assuntos desejam aprender.

Com variados assuntos à escolha, os alunos optam por oficinas que envolvem a turma na solução de diferentes desafios. Os estudantes são divididos em grupos, onde fazem pesquisas e desenvolvem projetos para responder a um complexo questionamento feito pelo professor.

Por exemplo: durante uma oficina que envolve economia, a aula de matemática ajuda a entender juros simples e compostos, enquanto história trata de revolução industrial e física aborda o funcionamento da máquina a vapor, gerando assim, uma convergência entre todas as disciplinas.

A avaliação, para identificar se o grupo solucionou o desafio recebido, também é diferenciada: professores fazem acompanhamento do processo cognitivo e do processo relacional, através de diferentes instrumentos de avaliação, como apresentações, atividades escritas, relatórios, projetos e participação.

No início, o aluno Guilherme Heil Kinas, estranhou a metodologia de ensino do colégio. Mas, após ter passado por oito oficinas de aprendizagem, avaliou que esse formato contribuiu para ampliar suas habilidades de comunicação e até mesmo perder a timidez, já que todo bimestre é preciso trabalhar em diferentes equipes e, no final, apresentar uma solução para o desafio proposto.

A tecnologia também faz parte do ensino, seja em pesquisas ou até mesmo para conversas com profissionais de outros países. A escola também utiliza os avanços tecnológicos a favor da educação em disciplinas eletivas. Além de contar com atividades de teatro, desenho, línguas estrangeiras ou até mesmo práticas esportivas, são oferecidas aulas de cinema, fotografia, robótica e tantas outras.

Fontes:
http://porvir.org/escola-movida-desafios-prepara-alunos-para-atuar-cenario-global/

O Correio da Amizade

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Com vinte anos de experiência em sala de aula, foi há dez anos que a professora Sandra Cristina da Silva Cassiano começou a perceber a grande importância de valorizar a autoestima das crianças. Como parte do processo, ela costuma fazer rodas de conversa, que ajudam a direcionar a mente para práticas contemplativas e meditativas.

Durante alguns minutos, ela realiza, junto aos alunos, um agradecimento por tudo que possuem, e pensam em sonhos que já foram realizados. Segundo ela, as crianças começaram a ficar mais atentas, resultando em melhor rendimento em sala de aula.

Como parte disso tudo, ela organiza pequenos grupos de estudo com monitores. Sandra os divide conforme os diferentes níveis de aprendizagem, possibilitando que tirem dúvidas e aprendam juntos. Ao perceberem que podem auxiliar no processo de aprendizagem dos colegas, eles se sentem úteis e ficam mais seguros.

Todos os dias eles buscam utilizar palavras positivas e frases afirmativas. Em sala de aula foi construído um caderno de elogios e uma mala de sabedorias com livros e histórias altruístas. Durante a semana, são escolhidos momentos, no início ou final da aula, para escrever elogios aos colegas, professores ou qualquer outra pessoa da comunidade escolar. Para a atividade deram o nome de “Correio da Amizade”.

O projeto está tomando proporções maiores e outros professores já estão trabalhando com essa ideia.

Fontes:
http://porvir.org/professora-cria-caderno-de-elogios-para-valorizar-autoestima-dos-alunos/

A gamificação que ajuda crianças especiais

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A utilização de jogos educativos tem feito a diferença para alunos com necessidades especiais, nos colégios de São Paulo.

A startup israelense Matific, especializada em gamificação para o estudo matemático desde a educação infantil até o sexto ano, desenvolveu uma plataforma que está sendo utilizadas por instituições como a Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli, em Diadema, e a particular Beit Yaacov, de São Paulo.

O sistema israelense permite personalizar as atividades para cada aluno. Isso permite, por exemplo, que alunos com necessidades especiais participem das mesmas atividades do restante da turma, à medida que o sistema de jogos utilizado pelo colégio possibilita o trabalho de forma conjunta. Antes da plataforma, esses estudantes participavam de outras atividades, separados do grupo, justamente por não conseguirem acompanhar o conteúdo programático.

Segundo a psicopedagoga da empresa, Ana Paula Carmagnani, a Escola Estadual Padre Pasquale Filippelli possui, em todas as turmas, alunos com necessidades especiais, com questões físicas, cognitivas, mentais, que utilizam a plataforma de jogos educativos.

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=498619

Experimentando educar diferente

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A Escola Municipal André Urani, na Rocinha, no Rio de Janeiro, não possui turmas tradicionais: estudantes participam em conjunto das atividades.

Ela conta com 240 estudantes da localidade e comunidades vizinha e é um Ginásio Experimental de Tecnologias Educacionais (GENTE), uma parceira da prefeitura da cidade com a iniciativa privada, cujo objetivo é testar metodologias de ensino inovadoras.

Na escola não existe quadro negro, nem carteiras individuais. As escolas tradicionais são deixadas de lado e dão lugar aos “times”, que reúnem, em um grande salão, alunos do sétimo, oitavo e nono anos. A internet, por lá, é parte central do aprendizado.

Com computadores e livros, os estudantes sentam-se em mesas hexagonais, uns de frente para os outros, estudando todos juntos. Cada aluno segue um plano de estudo personalizado, disponível em seu laptop, mas também podem contar com a ajuda de colegas e de suas próprias pesquisas online. Tudo isso ocorre sob a monitoria de professores de diferentes disciplinas.

Nos laboratórios, muito parecidos com as salas de aula tradicionais, os estudantes recebem um reforço de conteúdo nas disciplinas em que apresentam mais dificuldades. São sete horas dentro da escola e ninguém parece ter pressa de ir pra casa.

No total, são 16 professores trabalhando em tempo integral na escola. Nos projetos especiais, os alunos trabalham com várias disciplinas ao mesmo tempo. Foi assim ao longo da última semana de outubro, por exemplo, quando eles estudaram o Halloween, tanto nas aulas de inglês quanto de história, e, por fim, fizeram uma festa.

Fontes:
https://noticias.terra.com.br/a-escola-de-onde-os-alunos-nao-querem-sair,678ee412328ba6598b8f9f70e1d522bajqrmdy2k.html

Quem disse que criança não gosta de ler jornal?

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Ler jornais sempre foi um hábito relacionado exclusivamente aos adultos. Mas esta é uma realidade que o Joca, primeiro e único jornal impresso para crianças no Brasil, quer modificar.

Nascido de um pedido do público infantil, que queria estar por dentro do que acontece para discutir com seus colegas, o Joca tem seu conteúdo produzido por jornalistas e pedagogos. Para Stéphanie Habrich, diretora executiva do jornal, é fundamental formar crianças e jovens para participar de práticas reais de leitura e escrita, para que possam ler e compreender a si mesmos e o mundo que os cerca.

O jornalismo infantil, segundo Stéphanie, segue os mesmos princípios éticos do jornalismo voltado para o público adulto, com apuração, imparcialidade e pluralidade de vozes. A diferença é que o conteúdo voltado para o público infantil procura aproximar as notícias da realidade das crianças. Para isso, a linguagem e estrutura do texto são adequadas a essa faixa etária.

O jornal é entregue a cada 15 dias, nas casas das crianças. Segundo Stéphanie, o feedback dos estudantes é maravilhoso, onde alguns relatam que ficam contando os dias para a chegada do Joca e outros dizem dormir com o jornal embaixo do travesseiro.

A inspiração para o desenvolvimento do Joca vem de países como Estados Unidos, Europa e Ásia, que possuem diversos exemplos de sucesso de jornais para crianças.

Fontes:
https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/para-formar-leitores-criticos-o-joca-faz-noticia-para-criancas/

Muros com vida

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Um muro pode ser somente a forma de manter, as pessoas não bem-vindas, longe de um determinado local. Mas também pode ser um ótimo local para interação e, porque não, uma ferramenta de ensino. É o que aconteceu no Colégio Avance, em Recife/PE.

Através da gestora Paula Emiliana de Oliveira Queiroz, a comunidade escolar se uniu para transformar os muros do colégio com a ação “Repense o conceito de muro”. No começo, foram disponibilizados papéis coloridos para que alunos, colaboradores e até mesmo moradores de rua pudessem escrever suas ideias. Elas trouxeram o norte para que houvesse ressignificação do espaço.

Uma das criações na parede foi o espaço Hashtag, destinado ao recolhimento e doação de livros. O local fica protegido da chuva e, no início, foram disponibilizados dois livros. Atualmente, todos os dias há novos livros na área.
Já a horta no muro é para que a comunidade possa plantar, cultivar e colher. Inicialmente, eram plantados coentro, cebolinha e alface. Hoje já há até muda de hortelã. Segundo a gestora, todas as plantas estão bem cuidadas, sem nenhuma degradação.
Além disso, o muro conta com QR Codes, que disponibilizam conteúdos produzidos pelos alunos, como vídeos, trabalhos e artigos.

Durante sua inauguração, foram doados potinhos com sementes de coentro aos participantes e divulgada a frase do muro: “Repense: o muro agora conecta, interage e comunica. Mas sem você, ainda será só um muro”.

Fonte:
http://porvir.org/escola-transforma-muro-em-espaco-de-interacao-comunidade/

Intercâmbio como agente social

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O estado de Pernambuco possui o Programa Ganhe o Mundo (PGM), para estudantes do ensino médio interessados em fazer intercâmbio. O investimento é grande, mas o retorno, ainda maior. Jovens que acessam uma nova cultura, vivem um período de imersão em um segundo idioma e se tornam mais confiantes pelo fato de viverem longe de suas zonas de conforto. Em suas voltas, tornam-se referência em suas comunidades de que, com esforço, é possível atingir objetivos.

Segundo a superintendente do programa, Renata Serpa, os jovens voltam mais autoconfiantes após os intercâmbios, tornando-se exemplos em suas cidades ou bairros. Muitos deles conseguiram se empregar como instrutores de língua quando voltaram ao Brasil, dando aulas de inglês e espanhol. Outro fator observado é de que o PGM é uma ferramenta de transformação social, influenciando fortemente na vida dos estudantes, na hora que terminam o ensino médio. Segundo Charles Martins, coordenador de intercâmbio do PGM, há muitos alunos do programa que hoje cursam uma universidade, e estes mesmos estudantes falam que, o intercâmbio, foi fundamental para a escolha da profissão.

Para fortalecer o programa, os alunos precisam realizar um projeto quando retornam ao país. Deve ser algo que tenha relação à experiência que o estudante viveu durante o período no exterior, e que tenha alguma relevância para a comunidade dele no estado. O projeto tem o formato dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), comuns nas universidades, e são apresentados na escola em que cada um estuda.

Fontes:
http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/dez-anos-de-educacao-em-pernambuco/2016/12/12/NWS,9946,70,512,NOTICIAS,2190-INTERCAMBIO-GERA-RETORNO-SOCIAL.aspx

Singapura de olho na educação

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Em 1960, Singapura ainda patinava em patamar semelhante ao de países africanos, na área da educação. Mais de 50 anos depois, ela alcança três pódios no ranking da OCDE, nas matérias de ciências, matemática e leitura. O país fez o básico e, agora, é mais um bom exemplo para o Brasil.

O primeiro passo tomado, em Singapura, foi transformar a carreira de professor em uma das mais atraentes do país. Jovens mestre ganham tanto quanto os iniciantes na engenharia. O salário é um grande incentivo para que os melhores alunos se interessem pela profissão: formam-se professores aqueles 30% que obtêm as notas mais altas no ensino médio; os outros não são sequer aceitos no prestigiado Instituto Nacional de Educação de Singapura.

Além disso, por lá existem laboratórios para desenvolver novas formas de ensinar e laboratórios para testá-la. A ideia é de que, dar aula, é uma ciência como qualquer outra: exige método, rigor, estudo, repetição, e não apenas dom ou criatividade. Neste ambiente, bons alunos aprendem a se tornar bons professores. À ciência junta-se a prática de sala de aula: aspirantes à docência passam um bom tempo de sua formação ensinando estudantes sob a tutoria dos mais experientes.

Como em outros países asiáticos, Singapura quer formar gente capaz de produzir ciência e inovação. Para isso, o aluno é incentivado desde cedo a fazer pesquisa e a se familiarizar com certos conceitos que mais tarde irão aprofundar.

Fontes:
http://veja.abril.com.br/educacao/ninguem-segura-cingapura/

Professores aprendem com a Finlândia

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Selecionados pelo Professores para o Futuro, do Ministério da Educação, e pelo projeto Giramundo, patrocinado pelo governo do estado da Paraíba, três professores passaram alguns meses estudando a educação finlandesa no país nórdico.

Segundo os brasileiros, o que lhes impressionou foi o fato do sistema educacional finlandês ter uma preocupação maior com a autoestima. Lá, participaram de aulas, workshops, visitas a escolas, encontros técnicos e eventos culturais.

Damione Damito, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), viajou pelo projeto Professores para o Futuro. Neste programa, todos os participantes precisam desenvolver um projeto de pesquisa. Damito fez o podcast Papo de Professor, onde a ideia é mostrar que as iniciativas finlandesas podem ser aplicadas de uma maneiras simples, sem muitos recursos. Entre os assuntos que geram mais discussão no podcast são a metodologia centrada no aluno e os PBL, sigla de metodologias chamadas de “problem-based learning” e “project-based learning” (ensino baseado em problemas ou em projetos). Neles, diferentemente das aulas mais tradicionais, problemas fictícios ou reais são o ponto de partida do aprendizado. Os alunos aprendem na prática e buscam eles mesmos as soluções do desafio.

Já Vilma Leitão, professora do Ensino Fundamental e Médio em Patos (PB), viajou pelo projeto Giramundo. Ela ficou dois meses na Finlândia e, logo nos primeiros dias, chamou sua atenção o fato de o aluno ser prioridade total no processo, pois é ele quem conduz e gerencia sua aprendizagem. Segundo Vilma, desde muito cedo são observadas as necessidades e deficiências de cada aluno e elaborados planos individuais de estudos. Assim, todos têm o suporte necessário para superar possíveis dificuldades.

A partir de sua vivência no país nórdico, Vilma pretende desenvolver a autonomia do aluno e incentivar o uso de ferramentas digitais numa perspectiva didática. Ela também vai aos seus colegas a importância de se trabalhar com os alunos em grupos e também com o PBL, para se criar um ambiente de aprendizagem efetivo, dinâmico e atraente aos alunos.

Fontes:
http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2016/12/07/professores-contam-como-aplicam-no-brasil-o-que-aprenderam-na-finlandia.htm

A fábrica de criar histórias

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A imaginação vira realidade na Fabriqueta de Histórias, oficina que dá a oportunidade de crianças e jovens desenvolverem a escrita criativa, a partir da produção de um livro coletivo.
O projeto é desenvolvido por Josephine Bourgois, francesa radicada no Brasil, e já promoveu quatro oficinas, cada uma delas com cinco encontros, um por semana. Após este período, os alunos têm um livro pronto. Três dias são dedicados à escrita, um dia é voltado à ilustração e o último dia é reservado à impressão e seção de autógrafos.

Antes disso tudo, claro, é necessário escrever o livro. O processo se inicia quando os alunos chegam no espaço da Fabriqueta, onde Josephine se reúne com o autor ou a outora, e juntos decidem um ponto de partida para a obra. Na primeira oficina realizada, o pretexto comum a todos os alunos foi baseado em uma notícia sobre os objetos mais insólitos encontrados em achados e perdidos. Após, foram compradas miniaturas desses objeto, como crânios e armaduras medievais, e então era escolhido um ponto de vista: o de quem perdeu o objeto, o próprio objeto ou um outro da caixa que ficou com “ciúmes” do que foi resgatado.

A partir de uma ideia em comum, cada aluno escreve seu texto, e este fará parte da produção coletiva. No último encontro, será dada origem ao livro. Nas três aulas dedicadas à escrita, a ideia é que os alunos consigam desenvolver ao menos duas versões do texto. Então, Josephine e os parceiros que a ajudam no projeto, fazem o papel de editores, revisando o texto das crianças e apontando questões que elas apresentam dificuldades.

Com quatro oficinas realizadas, Josephine conseguiu o apoio de diversos autores para acompanhar e incentivar as atividades dos alunos. Antonio Prata, Estevão Azevedo, Noemi Jaffe e Andrea del Fuego são apenas alguns dos nomes que acreditam no projeto. A proximidade com os autores, segundo a francesa, tem três propósitos básicos: inspirara os alunos com a trajetórias dos escritores. Depois a ideia de provar que o mundo da literatura é de carne e osso, derrubando a mística de que só pode escrever quem sabe escrever bem. O terceiro propósito é oferecer a possibilidade do autor ajudar no processo de escrita do livro.

Fontes:
http://porvir.org/alunos-escrevem-publicam-livro-coletivo-em-oficina/