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Categoria -Inovação

Talvez os robôs não sejam tão ameaçadores assim…

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Vários e vários são os exemplos de como a tecnologia vem tomando conta do ambiente escolar. E os efeitos desta mudança são vistos a cada dia, através de softwares e ferramentas que possibilitam ver aulas de qualquer lugar, por exemplo.

O VGo, robô com câmera e acesso à internet, é um exemplo dos benefícios da tecnologia. Se um aluno não pode comparecer à sala, o robô faz a transmissão, em tempo real, com controle total pela própria criança. E o caminho inverso também é feito, mostrando à classe quem está controlando, possibilitando uma troca similar ao que o usuário teria se estivesse no local.

Outro robô está sendo utilizado para ajudar crianças com autismo: o NAO, conhecido por dançar e até aparecer em videoclipes, é um exemplo disso. Para um autista, a comunicação com outras pessoas pode ser difícil e intimidante, e o dispositivo é uma forma de ajudar estas pessoas a interagir, ensinando o que determinadas expressões significam. Estudos mostram que crianças pequenas, que trabalharam com o robô aprenderam, entre outras coisas, a identificar diferentes tipos de animais e desenvolveram significativamente suas habilidades sociais.

Fontes:
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/11/23/1146461/tecnologia-educacao-robos-usados-sala-aula.html#

Até a culinária pode ensinar inglês

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É inquestionável a importância do aprendizado da língua inglesa no século XXI. Em um mundo cada vez mais globalizado, o idioma é universal. Para crianças, o processo de conhecimento de inglês, muitas vezes, é penoso. Buscando criar uma forma mais divertida e “leve” de ensiná-lo, a professora Ana Lucia Arruda inverteu a lógica do ensino.

Durante 10 anos, Ana trabalhou em escolas que utilizavam métodos tradicionais de ensino, com carteiras enfileiradas e muito uso de livros didáticos. Após um período vivendo nos EUA, ela decidiu fazer um curso de extensão sobre o método montessoriano de ensino. Neste momento, dá início também ao lecionamento de aulas de inglês e percebe que a Califórnia é um espaço onde há muitas misturas e famílias em trânsito. Somente 20% dos seus alunos eram americanos e a maioria eram de outros países, como Japão, China e Coréia do Sul. O problema se deu ao fato de que, entre professora e alunos, não havia uma língua em comum.

A partir disto, Ana começa a utilizar metodologias diferentes, ensinando inglês a partir de aulas de culinária e artes. Ao voltar ao Brasil, iniciou o projeto Let it Grow, utilizando as metodologias. Segundo ela, a ideia é esquecer a gramática e ensinar o inglês de forma mais prática.

As aulas englobam artes, culinária e robótica. Na aula de culinária, por exemplo, são feitas receitas básicas. Na sala, só se comunicam através do inglês, mesmo que os alunos sejam praticantes básicos. A receita é colocada no quadro e eles copiam. Quando Ana vai fazer a receita, todos os ingredientes estão à sua frente. Conforme vai lendo os procedimentos, ela mostra o que está usando. Os estudantes, divididos em grupos, vão acompanhando, cada um fazendo a sua receita e, dessa forma, conseguem relacionar que strawberry, por exemplo, é morango. No final, cada um leva sua produção para casa, junto com a receita copiada do quadro.

Já nas aulas de robótica, alunos de quatro e cinco anos começam a aprender o inglês através de vídeos e desenhos. Se, por exemplo, eles vão aprender sobre girafa, os dois métodos são utilizados. Depois, recebem um kit com peças de montar e instruções, como “first you have to get the yellow block” (traduzindo, “primeiro você deve pegar o bloco amarelo”). A partir disso, as crianças vão montando.

Segundo ela, os métodos que utiliza, são como o desenvolvimento humano: quando uma criança nasce, ela não aprende gramática no primeiro momento. Diferentemente disso, ela passa quatro, cinco anos da vida vivenciando o idioma e aprendendo de forma lúdica e prática. Somente depois deste período vai para a escola aprender a gramática e lapidar o que aprendeu até então.

Fontes:  http://porvir.org/professora-usa-culinaria-artes-robotica-nas-aulas-de-ingles/

Transforme o reforço escolar em um momento descontraído

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O reforço escolar é, muitas vezes, encarado como um suplício pelo aluno. Ou então, como um momento extremamente difícil, que causa tensão e ansiedade. Para modificar esta visão, trazemos algumas dicas de estratégias que podem ser adotadas por instituições e professores, e que trazem maior efetividade e resultado aos estudantes. Confira:

1) Transforme o reforço em uma jornada gamificada

A recuperação pode tornar-se um momento divertido e desafiantes através de jogos, vídeos, simuladores e outros recursos digitais. Na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por exemplo, o reforço escolar das disciplinas de português e matemática ocorre através de uma jornada virtual gamificada, chamada Aventuras Currículo+.
Com o auxílio de Professores Coordenadores de Núcleo Pedagógico (PCNP), as aulas e atividades foram transformadas em missões, transformando as recuperações em momentos divertidos.
2) Pense em atividades para os alunos colocarem a mão na massa

Robôs também podem auxiliar no processo tanto de aprendizagem, quanto de recuperação. É o que vem acontecendo em escolas municipais de Santa Luzia do Itanhy/SE, onde robôs desenvolvidos pelo IPTI (Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação) ajudam os alunos a aprenderem brincando e utilizando o raciocínio lógico durantes as atividades.
3) Invista em estratégias personalizadas que respeitam o ritmo de cada aluno

Compreender que os alunos possuem interesses, talentos e ritmos de aprendizagem diferentes é fundamental na elaboração de atividades de reforço escolar. Elabore atividade que respeitem os percursos, dificuldades e modos de aprender, como ocorre na sala de aula da professora Alison Elizondo, do 4º ano da escola pública Burnett Elementary, na Califórnia, Estados Unidos. Lá, ela divide os alunos em diferentes estações de trabalho.
Outra forma forma de trabalhar é com plataformas que sugerem atividades diferentes para cada aluno, de acordo com as suas necessidades. É o que ocorre na Escola Municipal de Ensino Fundamental Halim Abissamra, em Ferraz de Vasconcelos/SP, que utiliza a plataforma Khan Academy. Ela permite que os alunos assistam a videoaulas, realizem exercícios e completem desafios dentro do seu próprio ritmo.

Fontes:
http://porvir.org/5-dicas-para-inovar-reforco-escolar/

Utilização da tecnologia em sala de aula precisa de cuidados importantes

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Para que a tecnologia seja útil em sala de aula, Lars Janér, diretor para a América Latina da Instructure (empresa de tecnologia de software na nuvem para ensino e aprendizagem) aponta 4 regras básicas para o seu uso na educação:

1) Priorize os desafios que deseja superar
Antes de a instituição adquirir qualquer solução, as escolas precisam identificar os problemas que desejam resolver por meio da tecnologia.

Por exemplo: escolher uma tecnologia que acelere o processo de correção de trabalhos ou ajude a criar relatórios sobre a jornada de aprendizagem dos alunos, são maneiras de utilizar a tecnologia a favor do ensino.
Ou, então, se o desafio for manter os alunos interessados às aulas, o ideal é buscar tecnologia que entregue o conteúdo de forma atraente. Exemplos: vídeos, conversas em tempo real ou jogos.

2) Trabalhe de baixo para cima
A aquisição de novas tecnologias deve envolver diretamente os professores, e não somente gestores ou líderes acadêmicos. Isso se deve ao fato de que são os professores os usuários das inovações no dia a dia da sala de aula. A visão do educador sobre o que se passa na sala de aula é crucial.

3) Promova a integração dos pais
Para a adoção de novas tecnologias, é essencial o debate entre escola e responsáveis. Isso pode garantir que eles apoiem e defendam a aquisição, e também para que possam conhecer, até mesmo, plataformas de aprendizagem on-line, que permitem uma aproximação de pais e filhos.

4) A avaliação constante vai eliminar o desperdício
Existem muitas escolas que não fazem uma avaliação contínua sobre o retorno dos investimento, o que pode acabar levando à crença de que tecnologia é um desperdício de dinheiro. As escolas precisam avaliar suas decisões de compra de forma consistente, fixando objetivos e também indicadores de desempenho para se certificarem de que suas metas estão sendo alcançadas desde o início.

Fontes: http://www.segs.com.br/info-ti/41322-cinco-regras-de-ouro-para-o-uso-de-tecnologia-na-educacao.html

Uma escola de experiências

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O centro de educação infantil Ateliê Carambola, localizado em São Paulo/SP, tem como propostar ser para as crianças mais do que um lugar, mas sim um conceito, um espaço de experiências e construções de percursos criativos.

Lá, todo dia é um dia de experiências sensoriais. Estas vivências não demandam muitos recursos físicos ou financeiros, e ainda rendem ganhos significativos na apreensão de mundo das crianças. Um das coisas mais valorizadas pela escola, por exemplo, é o cuidado com o quintal e o espaço que ele ocupa não só no dia a dia das aulas, mas também no imaginário das crianças, como símbolo da vida ao livre e do “desemparedamento” que limita o espaço de ser dos alunos.

A ideia é que, automaticamente, a criança compreenda quais são os valores em voga naquele espaço privilegiado, e, a partir daí, ganhe novos instrumentos para ressignificar a cidade, o bairro e a sociedade em geral.

As experiências sensoriais são chamadas de “sessão”, que são as oportunidades e contextos de aprendizagem organizados pelos professores, em pequenos grupos de crianças, com objetivo de aprofundar a pesquisar sobre algum tema/projeto que esteja mobilizando estes alunos.

O professor tem, então, esse papel de apoiar os processos de aprendizagem das crianças, a partir de uma escuta atenta dos interesses dos pequenos.

Fontes:
https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/na-escola-atelie-carambola-todo-dia-tem-experiencia-sensorial/

Parques Sonoros

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Segundo Giovanni Sedioli, estudioso do mundo da educação, a criança pequena desenvolve sua identidade como pessoa através do corpo e dos sons. E quando nos dedicamos à formação musical de bebês e crianças, percebemos a feliz semelhança entre a riqueza sonora que existe, as necessidades e possibilidades sonoras deles.

Um projeto realizado desde 2014 é voltado pensando nisto. Nas Unidades de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de São Paulo foi implementado o “Parques Sonoros”, que abrange 30 escolas infantis e creches da cidade.

De uma maneira geral, os “Parques Sonoros” são espaços que proporcionam às crianças experiências sensoriais de exploração musical livre. O intuito é que o aluno seja protagonista da experiência, interaja com o espaço e objetos presentes nele, e use a sua imaginação para transformar os objetos em instrumentos.

Os “Parques Sonoros” podem ser compostos “cotidiáfonos”, termo criado pela educadora musical argentina Judith Akoschkycomo, para chamar os objetos sonoros presentes no dia a dia da criança.

Fontes: https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/aprender/indicacao/parques-sonoros-leve-mais-brincadeira-livre-com-musica-escola/

Mostratec 2016 (parte 1)

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A Mostratec, feira de ciência e tecnologia realizada anualmente pela Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, na cidade de Novo Hamburgo/RS é considerada uma das maiores do segmento no Brasil, e tem por objetivo apresentar projetos de pesquisa científica e tecnológica em diversas áreas do conhecimento humano. E na Mostratec 2016, diversos estudantes mostraram importantes iniciativas que trazem benefícios às suas comunidades, de aproximação da população à história local e memórias que existem no espaço urbano.

Um dos participantes, o jovem mexicano Javier Salgado, de 18 anos, encontrou uma solução tecnológica para um fato que lhe incomodava: a população de sua cidade, Parral, tinha pouco conhecimento sobre a localidade e de seus mais de 300 monumentos históricos. Conforme ele, a situação se agravava pelo fato das placas indicativas colocadas pelo poder público estarem gastas pelo excesso de chuva e sol, ocasionando suas retiradas.

A solução encontrada por Javier foi a criação da plataforma “Parral Digital – Onde o Passado e o Futuro se Encontram”. O website reúne imagens e informações históricas de edificações e museus da cidade mexicana, além de uma mapa georeferencial e indicações gastronômicas. Além disso, desenvolveu uma versão especial da plataforma possível de ser visualizada em tablets e smartphones.

Para ele, esta é uma forma de manter viva a história de sua comunidade, e ainda aumentar o interesse por ela. Segundo Javier, em agosto o número de visitantes no site foi de 300 usuários e, em outubro, saltou para 926.

Outro projeto que visa o desbravamento de determinada localidade é o “Realidade Aumentada: Uma Janela para a História de Pelotas”. Utilizando, também, a tecnologia para incentivar a cultura local, a estudante Fernanda Angillo, de 17 anos, está desenvolvendo uma plataforma que reúne informações sobre as riquezas culturais e prédios histórias de Pelotas/RS, tanto para cidadão locais, como para turistas.

Sua ideia foi inspirada por famoso aplicativo que também utiliza realidade aumentada. Através da tecnologia ela pretende potencializar sua invenção, aliando o passado com o futuro para que as pessoas conheçam mais a sua própria história.

Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mostratec

http://porvir.org/estudantes-usam-ciencias-da-computacao-para-valorizar-transformar-sua-comunidade/

Escolas que inovam através da Arquitetura

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A inovação é parte concreta de novos tempos para a educação. Inovar é possibilitar novas experiências aos alunos, é transformar a escola em um local que traga mais inspiração e desejo de mudanças. E são estes exemplos, que trazemos abaixo, que demonstram como é possível buscar novas direções no mundo educacional com auxílio da Arquitetura.

Ørestad Gymnasium / 3XN (Copenhague, Dinamarca)
Seu edifício é criado para promover uma diferente visão educacional de uma escola secundária, já que o design do local promove a aprendizagem reflexiva e colaborativa. Isso reflete em uma variedade de estilos de ensino, seja trabalhando em pequenos grupos ou individualmente.

Plaza Ecópolis / Ecosistema Urbano (Madri, Espanha)
O desenho deste colégio cria um espaço público que é de fácil acesso aos habitantes do bairro. O programa educativo da escola permite conscientizar seus alunos sobre o meio ambiente, para que as crianças se tornem adultos responsáveis.

Escola primária Hakusui / Yamazaki Kentaro Design Workshop (Chiba, Japão)
Seu contexto aproveita a natureza que a rodeia e, ao mesmo tempo, cria um espaço divertido às crianças. Dá para perceber que a escola acaba sendo uma “grande casa” para os alunos, com espaço amplo e interativo entre crianças de diferentes idades e diversos ritmos.

Vittra Telefonplan / Rosan Bosch (Estocolmo, Suécia)
Nesta escola não existem salas de aulas e nem parede. As divisões são espaciais, criando laboratórios flexíveis, o que permite o desenvolvimento de diferentes tipos de aprendizagem que se baseiam em uma didática digitalizada.

Jardim de Infância do Cultivo / Vo Trong Nghia Architects (Dong Nai, Vietnã)
Este jardim de infância foi desenvolvido para os filhos de trabalhadores de uma fábrica de sapatos, utilizando um orçamento reduzido. Seu desenho permite que as crianças tenham espaço verde onde podem experimentar a natureza e aprender sobre a importância da agricultura.

Veja fotos dos projetos, aqui.

Fontes:
http://www.archdaily.com.br/br/797105/o-que-as-escolas-mais-inovadoras-do-seculo-xxi-tem-8-exemplos-que-voce-precisa-conhecer

Uma escola que respira inovação

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Exemplos de instituições de ensino, que utilizam a tecnologia como forte ferramenta na educação, é o que não faltam. Por todo o mundo, mais demonstrações surgem dia a dia de como a inovação pode ser positiva para o aprendizado. É o caso da Steve Jobs School, na Holanda.

O país possui uma Constituição que dá a permissão para que, pais de alunos possam fundar escolas que serão financiadas pelo governo através de verba recolhida por impostos. Uma destas instituições é a Steve Jobs School, que atende 150 alunos entre 4 e 12 anos e prega um ensino baseado na confiança. Conforme educadores da instituição, é preciso que eles próprios confiem que as crianças utilizarão os Ipads que recebem para fazer as tarefas da escolas, diferentemente ao controle rígido que outras escolas aplicam.

Como incentivo da autonomia dos alunos, a escola permite às crianças escolherem o horário de chegada ao local: 8h30 ou 9h30. Assim, segundo um dos professores, aumenta a facilidade de organização da agenda dos pais e também dos estudantes, cujos costumes de acordar mais cedo ou um pouco mais tarde, devem ser considerados. Além disso, os alunos têm, também, a possibilidade de planejar parte de seu dia de estudos a partir de um aplicativo desenvolvido para esse propósito.

Fontes: http://porvir.org/steve-jobs-school-e-tema-8o-episodio-da-serie-destino-educacao/

Uma escola global

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Oferecer a oportunidade de ser um cidadão global aos estudantes. Essa é a missão da Ross School, localizada em East Hampton, nos Estados Unidos.

A Ross School tem como prioridade ensinar os aprendizados de vida e realiza esta metodologia através de educação infantil, ensino fundamental e médio. Mas, além disso, a instituição também conta com programa de pós-graduação que, diferentemente do Brasil, trata-se de uma oportunidade para alunos que já terminaram o ensino médio, terem experiência educacional por mais um ano, antes de entrarem na universidade.

Com mais de 760 alunos matriculados, 50 a 60% deles vêm de outros países. Isso condiz com a missão da escola, que busca oferecer uma experiência global e não apenas centrada no contexto dos norte-americanos. Com isso, ao invés do estudantes apenas lerem e estudarem sobre costumes de outros países, eles de fato convivem com colegas que vieram dos Estados Unidos.

Sobre o sistema de avaliação da escola, ele também é diferente: além de utilizar um sistema de ensino que motiva a curiosidade dos alunos a partir de perguntas, avaliar os alunos através do padrão norte-americano de A, B, C não é realizado por lá. Na Ross School são utilizados conceitos: excelente, competente, suficiente e insuficiente. E, dentro de uma mesma aula, o aluno pode ser avaliado em até três frentes.

Fontes:
http://porvir.org/9o-episodio-serie-destino-educacao-apresenta-ross-school-nos-eua/