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Professor usa QRCode para corrigir provas de estudantes

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Quem é professor sabe o trabalho que dá para elaborar provas e corrigi-las, principalmente, quando se tem mais de 600 alunos.  São volumes e volumes de papéis e, dependendo da disciplina e  da quantidade de questões, o professor pode levar horas para ver tudo e lançar a nota do aluno.

Pensando nessas dificuldades e na possibilidade de aproveitar melhor o tempo, um professor de matemática da rede pública estadual encontrou uma ferramenta que mudou as aulas dele há uma ano: a leitura de provas por meio de um aplicativo que faz o reconhecimento de marcas através de um QR Code.

No magistério há mais de 25 anos, Lismar Wanderley Bindá, 47, pesquisou durante dois anos formas de melhor aproveitamento de aplicação e correção de provas e descobriu diversas plataformas que oferecem rapidez e segurança na informação.

Desde que começou a aplicar o mecanismo com as suas 14 turmas de Ensino Médio, na rede pública,  ele adquiriu mais tempo para planejar melhor suas aulas, além de poder realizar provas diferentes para uma mesma turma. “Eu me especializei em tecnologia e comecei a buscar métodos que pudessem otimizar o nosso tempo. Agora, aplico todas as minhas provas utilizando a ferramenta e  consegui acabar com a ‘cola’ na sala de aula”, afirmou.

Como funciona?

O sistema é simples: em um site ele cria as questões e um vasto banco de dados, monta o gabarito, e em cima dessas informações, o sistema produz um QR Code, que é um código de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado usando telefones celulares ou tablets equipados com câmera. Esse QR Code é transferido para a prova e ao lado dele, um outro quadro com os espaços para as respostas são disponibilizados, como uma espécie de “cartão-resposta”.

Após o preenchimento com as respostas, e munido de um celular ou o tablet com câmera, o professor pode ler as informações do código de barras em pouco tempo. Os dados são cruzados e pronto: em menos de  dois segundos a prova é lida e a nota lançada. “Uma prova com 10 questões levaria no mínimo 10 ou 15 minutos para ser corrigida. Isso trouxe agilidade”, comentou o professor que está aproveitando para ensinar o método para outros colegas, para a tristeza dos alunos.

Segundo Lismar, a ideia do mecanismo é não só otimizar o tempo do professor, mas também preparar o aluno para vestibulares e concursos. “Hoje em dia, os vestibulares são realizados com esses recursos, mas o aluno de escola pública não está habituado com isso e às vezes não sabe como preencher o cartão-resposta das provas e acaba sendo prejudicado. Estimulando desde agora, penso que todo mudo sai ganhando”, comentou.

Fonte: Uol.com.br

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