Blog :: Xalingo

Tag - exemplo

Disciplinando crianças além do castigo

post2

post2

Embora aplicar castigos às crianças ainda seja uma das técnicas mais eficazes de disciplina utilizada pelos pais, ele não deve ser o único recurso. Até porque, conforme as crianças crescem, o castigo se torna menos eficaz. Pensando nisto, trouxemos outras técnicas disciplinares que você pode lançar mão e que podem funcionar bem com crianças mais velha.

 

Valorize os bons comportamentos

Muitos pais ainda passam a maior parte de tempo gastando energia se concentrando nos comportamentos que não querem que os filhos tenham. Porém, focar nas atitudes que querem e valorizar isto, é uma das coisas mais simples e eficazes que podem fazer para melhorar o comportamento dos filhos.

 

Preste atenção nestas coisas pequenas e demonstre sua aprovação. As crianças adoram receber uma atenção extra, então aposte num elogio verbal, abraço ou palmadinha nas costas para fazer esse reforço positivo. Ao valorizar os comportamentos apropriados da criança, aumenta-se as probabilidades de elas os repetirem, para receber esta atenção carinhosa. Da mesma forma que ter um comportamento bom ignorado, pode levar a criança a se portar inadequadamente em outra oportunidade – pois assim ela receberá atenção extra, ainda que em forma de xingamento. Então, tente se concentrar nas coisas boas, não nas más.

 

Não espere pela perfeição

É importante os pais serem realistas e não esperarem que uma criança tenha sempre um comportamento perfeito. Esta expectativa, na verdade, gera uma tensão na criança, que provavelmente fará com que ela se comporte mal, apenas para quebrar o nervosismo.

 

Além disso, é importante definir o que é realmente importante para você, quais bons comportamentos são fundamentais. Se tentar se concentrar em muitas coisas de uma só vez, acabará corrigindo seu filho constantemente, e ambos ficarão tristes.

 

Apresente alternativas

Quando seu filho se comportar de forma inadequada, mostre a ele alternativas a isso. Por exemplo, se ele costuma gritar quando quer algo, e você quer que ele pare, demonstre a ele como falar tranquilamente e ainda assim obter a atenção desejada. É por isso que o antigo costume de dar palmadas se mostrou ineficaz ao longo do tempo, pois ele não ensina à criança como ela deveria se portar, apenas pune, sem oferecer alternativa.

 

Lembre-se que disciplinar não é o mesmo que punir. Disciplina tem a ver com ensinar. Frente a isso, questione a si mesmo se os seus próprios comportamentos estão de acordo com o que vem tentando ensinar ao seu filho. Dar um bom exemplo ainda é das técnicas de disciplina mais efetivas de todas.

 

 

 

Fonte: Pampers

Mais exemplo, menos discurso

exemplo

exemplo

 

Um discurso bonito com uma prática oposta não funcionam. Se o pai pede ao filho para não gritar e, no trânsito, esbraveja com os outros, é provável que a criança não vai assimilar as regras defendidas apenas no discurso e não nas atitudes.

 

Os pais são o principal modelo de influência da criança, até por volta dos oito anos de idade. Ela os vê como um espelho – se inspira, se reconhece e se espelha neles. Sabendo que as crianças levam muito mais em conta o que os pais são do que o que eles falam, é muito importante estar atento aos valores transmitidos a elas.

 

Mas calma, ninguém é perfeito e infalível e os pais não precisam se colocar como heróis o tempo todo. Se os pais perceberem que tiveram uma atitude inadequada na frente das crianças, devem reconhecer que erraram e dizer a elas que não ficaram contentes com a própria ação. Afinal de contas, admitir erros, se desculpar e tentar melhor são ótimas virtudes a serem ensinadas para as crianças também.

 

 

Fonte: Delas

Estimulando a generosidade nas crianças

generosidade

generosidade

 

A generosidade está diretamente ligada às nossas atitudes no dia a dia, como nos comportamos diante das situações, as coisas que dizemos, as ações que executamos. Por isso, nosso estímulo e exemplo são fundamentais para desenvolver essa virtude nas crianças.

 

Para o antropólogo Tião Rocha, fundador do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, em Minas Gerais, a generosidade deve ser algo rotineiro, já que, assim, colocamos em prática os valores humanos.

 

 

A importância do exemplo

 

Nos primeiros anos de vida, as crianças aprendem observando e repetindo o comportamento dos pais: falam as palavras que estão acostumadas a ouvir, imitam os gestos e movimentos que veem, etc. E o mesmo acontece com as atitudes delas. Para Tião Rocha, “a generosidade está no respeito, na hora de saber ouvir e falar, de saber ganhar e, principalmente, de saber perder”.

 

Por isso, o exemplo da família é fundamental. Quando os adultos se comportam de um jeito, mas cobram atitudes diferentes das crianças, isso confunde a cabeça delas. A tendência é elas seguirem o exemplo do que veem na prática, e não a orientação verbal.

 

 

Generosidade e naturalidade

 

Além do exemplo, é importante tomar cuidado para não forçar a generosidade e a solidariedade apenas em momentos que parecem oportunos, quando se ganhará algo em troca, ou tiver algum reconhecimento público. Claro que qualquer chance de ajudar o próximo deve ser incentivada, mas é preciso entender que essas ações devem estar presentes no dia a dia. “A questão da generosidade deve ser vivenciada pela criança e por sua família todos os dias”, explica o antropólogo.

 

A generosidade deve funcionar como uma evolução, com paciência por parte da família, para que a criança possa assimilar que esse é o melhor caminho. O reforço positivo é uma técnica que pode ajudar: quando seu filho agir de forma altruísta por iniciativa própria, parabenize e mostre como aquela atitude foi incrível. Manter o diálogo, incentivar a divisão de brinquedos e comida também ajudam a orientar os pequenos na direção da generosidade.

 

 

 

Fonte: Revista Crescer

Telefone x Filhos

celular

celular

 

Ficar olhando para o celular em frente a seus filhos pode ser pior que você imagina. Segundo um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Indiana, nos EUA, esse vício da atualidade pode resultar em crianças com déficit de atenção.

 

Estamos tão acostumados a verificar e-mails e redes sociais o tempo todo, que acabamos fazendo isso na frente de nossos filhos, não dando a eles a devida atenção. E, como as crianças aprendem a partir da observação do comportamento dos adultos – como ter uma conversa, interagir, ler expressões faciais – esse hábito dos pais afeta o desenvolvimento deles. E estas crianças cujos pais não fixam atenção nelas, também não aprendem a fixar a sua atenção, nem a estabelecer contato visual, tendo assim mais chances de desenvolver déficit de atenção.

 

Além deste problema, existem pelo menos outras 4 razões importantes para deixar o telefone de lado – bem longe, de preferência – e dedicar um tempo só para os seus filhos:

 

1- Desenvolvimento da autoestima

Dando atenção quando as crianças estão fazendo coisas positivas, estamos ajudando a construir a autoconfiança delas. Elas precisam de nosso “olho no olho”, nossa aprovação e encorajamento.

 

2- Segurança emocional

Quando as crianças sabem que seus pais estão prestando atenção no que estão fazendo, elas desenvolvem confiança.

 

3- Desenvolvimento das crianças

O desenvolvimento de bebês e crianças acontece a partir do contato visual e conversa das pessoas com eles. Com isso, eles aprendem palavras e comportamentos, a partir do exemplo.

 

4- Prioridade 

Para a criança crescer, ela precisa de nós. E, por isso, nossos filhos devem ser nossa prioridade e não nossos telefones.

 

 

 

Fonte: Just Real Moms

Imagem: Pinterest 

 

Neto larga tudo para cuidar da avó com Alzheimer

neto

Uma história emocionou todo o Brasil nas últimas semanas. Um jovem de Porto Alegre, Fernando Aguzzolli, de apenas 22 anos, largou tudo para cuidar da avó Nilva de Lourdes Aguzzolli diagnosticada com Alzheimer há seis anos.

O estudante de filosofia trancou a faculdade no início do ano passado, largou emprego e as festas com os amigos para se dedicar em tempo quase integral aos cuidados da matriarca da família Aguzzoli ao lado da mãe, Rose Marie, 55 anos. Vovó Nilva, como ficou conhecida, morreu em dezembro de 2013.

O mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa ainda sem cura e um dos piores sintomas delas é a perda da memória do paciente. Mas Fernando não se deixou abater pelo diagnóstico e tentou lidar com bom humor, e muito carinho, os problemas vivenciados pela avó.

As experiências vividas, ora inusitadas, ora dramáticas e as lições aprendidas durante o período, o inspiraram a criar uma página em uma rede social. O sucesso dos relatos daquela rotina um tanto incomum e os diálogos compartilhados com a avó foi tão grande que gerou um livro. “Quem, Eu?” deve ser publicado em setembro deste ano.

A inversão nos papéis de avó e neto foi uma tentativa de não sucumbir à tristeza, inevitavelmente provocada pela doença. “É realmente uma doença familiar. Deixei de ir a festas com meus amigos para limpar dentadura, por exemplo. A gente criou uma relação de melhores amigos”, comenta sobre o relacionamento que passou a ter com a mulher que cuidou dele durante a infância.

Com bom humor e palavras de carinho, Fernando criou a página Vovó Nilva no Facebook. Ali, reproduziu momentos comuns na rotina de quem sofre de Alzheimer: seja o paciente, sejam os familiares. O espaço foi crescendo e hoje já tem quase 50 mil seguidores.

Em dezembro de 2013, Dona Nilva não resistiu a uma infecção urinária, pouco antes de completar 80 anos de idade. “Eu não sou um herói, não sou um guri iluminado. Eu apenas tomei uma decisão e fiz o que tive que fazer. Todo jovem pode se relacionar com seus avós. Não é porque ela era velha ou porque tinha um obstáculo no caminho. Aprendi muito com ela”, analisa o jovem.

neto