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O que leva os pais à terapia?

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Pais também fazem terapia, sim. E muitas preocupações paternas são levadas às sessões de terapia. E a especialista e psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Rita Calegari, ajuda a identificar cada um desses 3 dilemas. Confira!

 

1) “Eu não gosto de ser pai”

 

A paternidade é um dos papéis mais desafiadores na vida de um homem. Ser pai exige tanto interna, quanto externamente do homem e pode ser mais fácil ou difícil dependendo de como foi sua vivência familiar.

 

A responsabilidade de ser o pai na vida de alguém é para sempre e, fazendo bem ou não o papel de pai, inevitavelmente, haverá um grande impacto na vida de pelo menos uma pessoa: seu filho.
Se você é pai e não gosta deste papel, mas tem filhos, é importante buscar entender os motivos que te fazem não sentir prazer em sê-lo. É provável que exista uma causa. Entendê-la vai ajudar a transformar positivamente essa experiência e proporcionar o melhor resultado para a relação com a criança envolvida.

 

Outro aspecto comum é que alguns homens não curtem a fase de ser pai de bebês, mas acabam gostando quando eles crescem e interagem mais (ou vice-versa). Esse é o desafio de ser pai: colocar outra pessoa que não seja você mesmo na prioridade do bem-estar.

 

Resumindo, ser pai exige constante transformação e amadurecimento. E paciência consigo próprio.

 

2) “Me sinto muito sozinho”

 

A chegada do bebê muda o centro de rotação de uma casa e da vida do casal. Se o relacionamento não é vivido em uma parceria, troca e revezamento, pode despertar no homem sentimentos imensos de ter sido trocado ou abandonado pelo bebê.

 

Deve-se refletir se “você está muito sozinho” ou “está sem atenção”. São emoções intensas e que fazem sofrer, por isso devem ser cuidadas e o quanto antes. Não caia no erro de achar que sair mais, se divertir mais, pode resolver a questão. Possivelmente, este sentimento é mais profundo e requer mais que uma distração, requer compreensão.

 

3) “Outros pais parecem ser melhores nisso do que eu”

 

Sim, e é bem possível que o sejam. Ninguém nasce sabendo ser pai. É um aprendizado e, de fato, assim como aprender a dirigir ou cozinhar, pode ser mais fácil para uns do que para outros. Algumas habilidades requeridas na paternidade podem ser menos desenvolvidas e com isso, uma sensação de ser desapropriado para a “função” pode surgir.

 

O importante não é se comparar, mas entender que o processo de se tornar pai é um aprendizado e que os erros e acertos fazem parte. Aliás, aqueles pais que parecem melhores que você também tiveram seus dias ruins.

 

Fonte: https://gq.globo.com/Paternidade/noticia/2018/08/os-dilemas-paternos-mais-comuns-nas-sessoes-de-terapia-parte-1.html

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